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Mostrando postagens com o rótulo Contos

O Ceifador (Remake)

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Rio de Janeiro - 2015   Em plena noite de Halloween, quatro amigos que dividiam uma sala no último ano do ensino médio possuíam um propósito à parte em comum especificamente para evitar da ocasião passar em branco de tão ávidos que sempre estiveram em comemorar a data festiva de uma maneira que surrealmente nem os americanos mais fanáticos por tudo que circunda o feriado sonhariam vivenciar. Pedro, um rapaz negro de cabelo meio raspado usando blusa vermelha, é quem liderava a operação "Encontro com a Morte". Flávia e Lívia, as presenças femininas que se diferenciavam na disposição de estarem ali, naquele cemitério, formando um círculo ao redor de uma cuia contendo objetos de entes queridos já falecidos. O último dos amigos, o menos receptivo a ideia de reunir-se tão tarde na calada da noite, André engolia a saliva o tempo todo com expressão de temor com o que estavam prestes a realizar no meio do cemitério nem um pouco sofisticado. Pedro foi passando uma garrafa de tequila pa...

Rostos Falsos (Remake)

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Era chegada, enfim, a noite da tão celebrada data da fundação de Peycock, cidadezinha pacata onde o tão reverenciado prefeito resolveu prestar uma homenagem singela na forma de um baile de máscaras ambientado na sua mansão herdada como cortesia tradicionalmente graças a eleição ganha. A filha deste prestigiado homem, Elizabeth, seguia-se numa demora que a certo ponto foi tida como proposital por parte de alguns convidados, todos íntimos do pai, e também do próprio que em determinado momento cogitou bater na porta do espaço privado da filha para lhe questionar se viria ou não juntar-se aos seus pares de classe social.  Elizabeth prorrogava sua arrumação penteando seus longos cabelos loiros, lisos fios ondulados, olhando-se no espelho da penteadeira, seus carnudos lábios sem disposição de esboçar sorriso de acordo com a ocasião. Temia ouvir batidas na porta a qualquer instante vir perturbar-lhe num esforço pressionador. A jovem de 18 anos sentia que explodiria de ansiedade angustiant...

Nem tudo é o que parece #58

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Prestígio não-identificado  Não passava de uma sexta-feira monótona, exceto por eu ter decidido treinar mais com o piano pra garantir uma nota menos vergonhosa na próxima aula prática. Pois é, a real é que eu não me considerava boa o suficiente, pensei tanto, mas tanto em interromper os estudos.  No entanto, até que nesse dia não fui tão mal quanto eu temia. Toquei como se me sentisse num festival de música clássica assistido por uma plateia numerosa e que apreciava meu show alegremente. E essa sequer foi a parte surpreendente. Meu resultado agradou mais que o esperado. Não apenas a mim...  Na verdade, eu ouvi uma salva de palmas bem abafada vinda do corredor que leva ao meu quarto, quase inaudível por um instante...  O que é bizarro, já que eu morava sozinha. _____________________________________________________________________________ Uma chance pada mudar de ideia Ao longo da ida pra um cinema num ônibus, fui sentindocuam mudança gradual no clima, parecia que eu t...

Nem tudo é o que parece #57

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Com quem eu me casei? Eu só gostaria de entender a razão pela qual as mulheres demoram tanto se arrumando. Fazia uma hora e meia que ela estava enfurnada naquele quarto e eu, com minha paciência quase zerando, na sala, esperando a bendita hora dela sair deslumbrante pra festa de debutante da filha de um amigo nosso. Cheguei no meu limite. Entrei no quarto bufando que nem um touro, mas ela ainda estava no banho de banheira espumante. Evitei chamar a atenção dela pra avisar quanto ao tempo que restava, isso porque vi uma coisa na cômoda. Me aproximei, constatei que era uma máscara... uma máscara com detalhes incrivelmente idênticos às feições dela, parecia até que grudava no rosto... não, não parecia, era perfeitamente colante! Achei melhor não perguntar nada, muito menos entrar no banheiro, pois tô com muito medo de saber como é a real face dela. _____________________________________________________________________________ Não repare na bagunça Já comecava a achar que aquele dia não pod...

Nem tudo é o que parece #56

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Vaga-lumes diferentes Tiramos aquela noite pra passear pelo bosque porque minha sobrinha de 7 anos não segurava a empolgação de contemplar os vaga-lumes, os insetos que ela mais admirava. Eu tinha acabado de encerrar uma ligação quando ela correndo até mim com um semblante superfeliz. Contou sobre dois vaga-lumes vermelhos que viu num arbusto, ainda queria pegá-los. Eu disse não e fui até a área onde ela havia visto os tais vaga-lumes. Até onde eu sei, vaga-lumes vermelhos são bem incomuns por lá e também não ficam parados em arbustos piscando.  ____________________________________________________________________________ De onde veio esse vento? Morar em apartamento tem sido uma merda desgastante. Não bastasse a insatisfação com vizinhos, despesas e infraestrutura, rola uma tempestade que causa o maior apagão no prédio inteiro.  Fui pra sala segurando uma vela pra ficar no sofá esperando a chuvarada passar. Mas antes que eu me sentasse, a chama se apagou repentinamente, o que ...

Nem tudo é o que parece #55

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Upgrade no relacionamento Era chegada a hora de darmos um passo adiante na relação, mais precisamente um conhecer os pais do outro. Porém, no meu caso escolhi um dia especificamente oportuno pra termos nossa noite de primeira vez juntinhos no sofá, depois na cama... Bem, meus pais tinham saído pra um jantar, então aproveitei o tempo precioso com a minha musa. Eis que minha mãe liga pra encher meu saco com aquele papo de novo. — Filho, tá tudo em ordem aí?  — Pra quê ligar, mãe? A senhora tá atrapalhando meu encontro com a Vivian! — Por favor, filho, encare os fatos e supere de uma vez por todas a morte da Vivian, já fazem três meses! ____________________________________________________________________________ Cãozinho inconveniente Me mudei pra cá não faz muito tempo e já tem vizinho torrando a paciência. Aliás, o cachorro que não para de latir, toda noite é esse inferno. Fui pedir umas informações a outra vizinha: — Tem como a senhora me dizer se o pessoal daquela casa ali tá acor...

Espantalho (Remake)

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Eu havia me planejado, desde o início daquele tortuoso ano, de forma que aquelas férias de julho fossem perfeitas ou memoráveis. Porém, o que se seguiu pouco depos da minha chegada ao que deveria ser um destino de diversão foi um mar de pesadelos. Ah, deixe-me me apresentar: me chamo Guilherme Santos, sou apenas um cara de anos que está ás portas de finalizar o ensino médio e ingressar pra minha tão sonhada faculdade. Psiquiatria talvez? Essa experiência que vivenciei me instigou a desvendar as profundezas mais sombrias da mente humana.  O sítio do meu tio Cláudio se situava numa cidedezinha do interior não muito populosa. Era lá que eu pretendia passar essas benditas férias. Lembro bem de quando me despedi dos meus colegas fechando aquele semestre desgastante e da minha mãezinha que, previsivelmente, proferiu seus conselhos de segurança antes do meu embarque naquele ônibus de turismo lotado. Mas valeram a pena as horas gastas de viagem. Cheguei no sítio com minha mochila pesadona ...

Sabotagem

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Você deve achar que eu vim a nascer "ontem", né? Lamento desengana-lo, mas estivemos juntos desde o ventre, assisti seus primeiros passos, que de certa forma também foram meu, e testemunhei cada situação traumática que favoreceu minha libertação completa. Você odeia este corpo. Nós passamos a odiá-lo, olhar no espelho era vislumbrar uma coisa saída de qualquer canto, menos de um útero. Éramos tão arraigado um ao outro, até você ter a brilhantemente estúpida ideia de se matar. Como assim? Tinha aceitado que somos metades de um todo. Sua mente volúvel estragou tudo, seu infeliz. Eu saio deste corpo mas ainda não quer dizer que me desapeguei, se é que um dia o farei. Eu assumi que o único jeito de nos mantermos ligados seria frustrando suas tentativas impulsivas de se livrar de mim. Inferno, até eu sei que esse caminho não é a saída! Sabe porque os giletes que você comprou perderam o fio de corte tão rápido? Pois é, culpa minha. Por que será que a corda arrebe...

Invasor da live

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Foi numa noite de sábado em que nós, nerds sem vida social, como de costume, fizemos nossa transmissão ao vivo para comentar o episódio do anime do qual somos muitos fãs. As lives duravam cerca de uma hora e meia, dependendo do teor do episódio, às vezes nos empolgávamos e ultrapassava esse tempo sem sentir culpa. Mas naquele sábado, excepcionalmente, chegamos à incríveis duas horas e meia de vídeo e eu sugeri que parássemos imediatamente ali para não cansar o público. O Kevin disse que iria beber água ou ir ao banheiro, logo quando decido fechar a live ele inventa de ficar enrolando. Éramos três, mas de vez em quando a gente trazia convidados especiais. O Kevin demorou cinco minutos. O Bryan cortou sua conexão, não suportando mais esperar, ficando apenas eu e minha paciência de ferro. Mas eis que apareceu um cara desconhecido na live, no quarto do Kevin, ele usava um capuz preto que mal deixava ver o rosto dele. Perguntei se o Kevin havia trocado de roupa, mas cocei meus olhos, p...

De onde vem esse barulho?

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Não fazia muitos meses desde que realizei a compra da casa cuja mobília foi custeada graças ao suado dinheiro dos meus amigos de faculdade, sou eternamente a força que me deram pra batalhar rumo a essa conquista e finalmente dar adeus à vida sob o teto dos pais. Eu sempre esqueço de que às vezes devo aceitar que por mais que as coisas deem certo sempre haverá um problema pendente que posso demorar pra perceber logo de cara. O sofá maior da sala tinha um rasgão imenso no tecido que revestia a parte de baixo, o que pro meu transtorno era porta de entrada para as baratas acharem um novo lar e se reproduzirem no escurinho do que jeito que elas adoram. Mandei pra um cara dar uma repaginada total nele. Enquanto eu me livrava de um problema, tinha que solucionar imediatamente o que veio como resultado dele: adquirir um outro sofá de igual tamanho porque não me contentava apenas com o menor que eu geralmente achava mais apropriado para as visitas, não que elas não pudessem sentar no sofá ...