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Mostrando postagens de Agosto, 2015

Frequência baixa e mais alguns avisos importantes.

Bem, como puderam ver (não sei bem ao certo se alguém viu), não tem havido muitos posts nas últimas semanas. O mesmo motivo que já falei aqui anteriormente. Estou cada vez mais ocupado com os estudos, estão realmente sugando muito do tempo livre que eu poderia dedicar completamente à uma postagem.

Portanto - serei bem conciso -, o máximo que poderei postar no período que vai de Setembro até a penúltima semana de Outubro serão só alguns textos reflexivos, algumas edições de "Nem Tudo É O Que Parece" (podendo as publicações variarem entre terça, sexta ou domingo, dias em que a série pode ser postada), e edições de Contos do Corvo que retorna nesta sexta (certeza) com histórias inéditas, mas que, no entanto, não obedeçam o dia específico de publicação (sexta-feira), podendo, talvez, algumas, serem publicadas no sábado (dia alternativo). O spin-off continua de pé e sua data de estreia poderá ser revelada no post que farei na última de Outubro com o calendário das novidades para…

Nem tudo é o que parece #20

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Nos meus tenros tempos de criança, eu adorava passear e brincar no parquinho que ficava a dois quarteirões de minha casa.

Não vou negar, eu me sentia solitária demais ali... Bem, comecei a me sentir assim quando vi uma tragédia horrível na TV naquela época que partiu meu coração.

Desde então, aquele parque nunca mais foi o mesmo.

O que eu via era apenas um lugar vazio.

Somente algo me incomodava ainda mais do que a solidão...

Embora eu não pudesse ver nada além dos brinquedos, eles se moviam... enquanto eu escutava aquelas risadas. 

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Tem coisa pior do que estar tranquila, navegando na internet, enquanto você sente um bafo gelado na sua nuca, bem insistente?

Você, claro, olha para trás, é a coisa mais natural que um ser humano pode fazer numa situação dessas.

Mas sim, meus caros, existe coisa pior.

É você estar olhando para trás e sentindo o mesmo bafo gelado na sua bochecha... e ter medo de virar a cabeça…

Capuz Vermelho #17: "Uivando de dor"

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CAPÍTULO 17: UIVANDO DE DOR

Naquele exíguo espaço - que mais parecia um pequeno-médio círculo -, a chama alaranjada provinda de um maçarico era a única fonte de iluminação, cintilando uma figura refém do medo, ajoelhada, semi-nua e acorrentada. Um homem calvo, aparentando ter lá seus 40 e poucos anos. Assassino de aluguel da mais requisitada experiência. Arquejava de pânico, o olhar parado fitando o chão. Em suas costas escorria um suor que não se sabia se era do desespero ou do calor gerado pela chama. Atrás dele, homens vestindo mortalhas e mantos vermelhos, escondendo-se nas trevas fixadas no local. Um deles estava perfeitamente visível, sendo o que segurava o maçarico.

O homem levantou a cabeça, sentindo uma presença vindo até ele. O olhar arregalado de pavor encarando um ser da escuridão aproximando-se. A chama do maçarico voltou-se para a pessoa que chegara.

Era Michael, sendo iluminado de baixo para cima pela luz laranja, lhe dando um aspecto tenebroso. O Mestre de Cerimônias m…

Desistência de uma existência sem insistência

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Da vida plantei árvores. Da colheita, vieram-me podres.

Ao vazio da escuridão, eu caminhei. A luz não me alcançou, parei a pensar:

"Quando ela finalmente irá desistir".

Dos sabores mais intensos eu desfrutei. Das provações mais diabólicas, eu enfrentei.

Pessoas vieram. Permanentes e benevolentes, pensei que fossem. Desiludido me senti. Com raiva, me atirei ao precipício.

Deslizando em meu corpo, a lâmina dançou nua e fria. Sangue na minha boca provei.

Momentos bons surgiram. Quão passageiros eram.

A vida trouxe seus infernos, e os portões de meu céu foram selados.

A chave redescobri. Demônios deixei escapar. De minh'alma se apossaram.

Fui meu herói e meu vilão. Travei batalhas, mas perdi guerras.

Vívidos momentos, memórias vagas tornaram-se.

Nos mares que minhas lágrimas formaram, afundei-me e afoguei-me, à deriva fiquei.

Vãs crenças, por terra caíram, como edifícios implodidos. Outras foram-me obrigadas a adotar.

Velhos conceitos abandonei. Abracei novos.

A solidão de …

Apegue-se ao desapego

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E é chegado o tempo de desamarrar os laços, outrora tão firmes, quase inquebrantáveis.

Tempo também de esquecer laços que nunca irão se unir.

Você não pertence à eles. Nem eles à você. Pare de se apegar tanto ao impossível.

Abrace a árvore que você plantou. Sem folhas, frutos ou pássaros cantando.

Apenas os galhos fragilizados, como mãos esqueléticas finíssimas agarrando o ar gélido.

Partilhe de suas dores ao seu tronco frio, você desejando suas lágrimas adquirirem um tom de vermelho.

Até que elas sequem, já estará distanciado.

Enquanto se desprende, repense sua vida como um eterno cativo das armadilhas do destino.

Capuz Vermelho #16: "Arena dos furiosos"

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CAPÍTULO 16: ARENA DOS FURIOSOS 

- Há exatamente 200 mil anos, a Ordem dos Magos do Tempo fora fundada, com o único propósito de reunir o máximo de conhecimento possível sobre tudo aquilo que parece inalcançável para a humanidade. Tudo começou quando Cronos, o deus responsável pelo equilíbrio do espaço-tempo, surgira de repente para um grupo de homens inteligentes, que almejavam nada mais do que o poder absoluto. Os conceitos daqueles homens mudaram quando Cronos disseminou entre eles sua sabedoria, e, por conta disso, a fraternidade subsistiu por um longo tempo. - contava Charlie, seguro de si mesmo.

- Há mais magos do tempo atualmente? - perguntou Adam, cocando o queixo, curioso.

Charlie ficara em silêncio, fitando a mesa com um olhar tristonho. Lembrara-se da tragédia que tirou a vida de seu pai e as de seus companheiros. Coagiu-se para ser forte e relatar aquilo sem aparentar estar tenso.

- Bem... Na verdade, eu sou o único remanescente da última geração. - revelou. - Nós obtivemo…