terça-feira, 28 de junho de 2016

Capuz Vermelho - A Enciclopédia: Bestiário (Parte 5)


AVISO:

*Não veja esta postagem se ainda não leu nenhum capítulo desta série ou uma temporada inteira. Caso o contrário, poderá se deparar com SPOILERS.

*Sujeito à edições e alterações.

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Soldados quiméricos.


História:
Soldados quiméricos, soldados lunares, filhos da lua... são muitos os nomes atribuídos à estas criaturas tão ferozes quanto os licantropos do mundo dos mortais. Todos eles formam o bravo exército de Abamanu, o famigerado Cavaleiro da Noite Eterna, e sentem-se orgulhosos de servirem e reverenciarem o deus-quimera mais bem-sucedido do panteão. A origem destes seres data dos primórdios da proliferação de quimeras sencientes na morada dos deuses, quando as mesmas já haviam adquirido senso de administração de reinos, impérios e exércitos. Abamanu e sua consorte e irmã, a deusa-quimera Azel (cuja parte quimérica mais dominante era a raposa, o que compreendia o seu corpo e cabeça, tal como seu companheiro) desenvolveram um afeto que transformou-se em uma relação amorosa profunda, a qual gerou, para a total surpresa dos demais deuses-quimera, uma vasta prole de criaturas que herdaram completamente a aparência da parte mais dominante de Abamanu. Com o crescimento acelerado dos filhos, Abamanu resolvera instruí-los nas artes da guerra e da caçada, exigindo que passassem a trata-los mais do que um pai, mas como um deus a quem servem e juram morrerem lutando por ele. O exército passou a crescer vertiginosamente, mas parara após a trágica morte de Azel, uma fatalidade que sinalizou a iminente e lenta queda do império. A lógica seguida era de que sem gerar mais soldados seria sinônimo de permitir a decadência definitiva do império. Daí viera a criação dos bonecos Repo, que, mais tarde, foram usados como um "Exército B" para lutarem ao lado dos soldados quiméricos, os quais ficaram enciumados com os novos guerreiros e insatisfeitos com a nova demanda. Após ficarem cientes de que os Repo não demorariam para serem dispensados assim que um sinal de esperança fosse visto, evitando conflitos e conspirações contra o odiado "Exército B". Na batalha contra o exército de Yuga após a quebra do acordo que resultou na guerra entre deuses, os quiméricos lutaram bravamente, de igual para igual contra uma horda de soldados alados em um confronto que perdeu para a luta entre Abamanu e Yuga no quesito brutalidade.


Habilidades:
Força sobrenatural: Carregam objetos de várias toneladas, podendo lança-los em seus inimigos quando sentem-se motivados a contra-atacar. Em confrontos físicos, podem causar sérios danos com suas longas e afiadas garras, canalizando a força provinda de seus fortes braços para elas.

Sentidos extremamente apurados: Assim como ocorre com Abamanu, a parte quimérica mais dominante é o lobo selvagem, o que lhes confere uma máxima capacidade de rastrear seus alvos a uma longa distância, fazendo bom uso da audição sobre-humana que possuem, tornando-os predadores implacáveis. Além disso, possuem visão de longo alcance, o que auxilia a visualização dos alvos e no sucesso da caçada. Também contam com um excelente olfato - muito mais elevado do que lobos comuns da Terra - e um paladar profundo quando devoram suas presas.

Invulnerabilidade à armas humanas: Embora suas fisionomias sejam bastante similares à licantropos originados na Terra, não se igualam à eles em questão de fraquezas quanto à objetos de prata ou qualquer outro tipo de armamento comumente portado por seres humanos. Portanto, são imunes a balas disparadas por pistolas de grosso calibre, revólveres, metralhadoras e fuzis quando encontram-se em receptáculos propícios no mundo dos homens. Facas, punhais, espadas e adagas comuns também não surtem efeito contra eles.

Super-resistência: Aguentam com facilidade golpes físicos desferidos por outros quiméricos, sejam eles pertencentes á um outro império de mesma espécie ou mesmo do império de Abamanu.

Uivo ensurdecedor: Utilizam-o como neutralizadores. Extremamente prejudicial ao seres humanos e animais, capazes de danificar seriamente o canal auditivo, ou até mesmo causar a morte por conta da alta frequência sonora. É raro recorrerem à este tipo de habilidade, pois consome uma certa quantidade de energia.

Super-velocidade: Deslocam-se de um ponto para outro a fim de atacar seus oponentes ou para fugas, embora nesse caso seja desnecessário na maioria das ocasiões.

Teletransporte: Deslocam-se de um lugar para outro na velocidade de um pensamento.

Imunidade à magia humana: Bruxaria, seja qual for o tipo, primitiva ou moderna, não surte nenhum efeito sobre eles, não importa o quão poderoso seja o feitiço.

Mimetismo elétrico: Para que possam cruzar a fronteira entre a morada dos deuses e o mundo dos mortais, precisam converter seus corpos em descargas elétricas, facilitando o processo de possessão de receptáculos, sendo esta a maneira mais "confortável" para chegarem à Terra sem causar maiores estragos. Quando atingidos, os receptáculos não sofrem nenhum dano.

Criocinese: Reduzem a temperatura de qualquer matéria sólida, podendo revesti-las com camadas de gelo. Afetante também em humanos, mas o limite estabelecido apenas os faz entrarem em estado grave de hipotermia. Somente Abamanu ultrapassa tal limitação, conseguindo congelar instantaneamente seres humanos até o zero absoluto. Soldados quiméricos, cientes de seus limites, raramente usam esta habilidade. Também podem ser afetados pelo nível máximo supracitado.

Mordida mortal: A vítima sofre morte instantânea quando mordida por um soldado quimérico fixado em um receptáculo propício.

Fraquezas:
Cristal escarlate servindo como ponta de uma lança prateada. Quando cravado no corpo de um soldado quimérico, esteja ele em sua forma verdadeira ou preso a um receptáculo, o mesmo sofre uma morte rápida e dolorosa; Exorcismo telecinético. Sofrem morte instantânea quando expulsos de seus receptáculos, sendo convertidos em sombras que vaporizam no ar. Apenas Abamanu, o pai dos deuses-quimera e um mortal com, no máximo, 20% de energia divina de Abamanu dentro de seu corpo podem exercer este poder.

Aparições:
2ª Temporada - capítulo 24: "Cerimônia do despertar (Parte 2)" - 2x12.

3ª Temporada - capítulos 25: "O que você fez no verão passado?" - 3x01, 27: "Deuses entre nós" - 3x03, 32: "Alfa, Beta e Ômega (Parte 1)" - 3x08 e 33: "Alfa, Beta e Ômega (Parte 3)" - 3x10.


Mollock

História:
Mollock é o resultado da fusão entre a primeira quimera licantrópica criada por Robert Loub e um demônio listado no livro ocultista Goétia. A primeira cobaia foi considerada por seu infame criador como sendo um "teste falível" e uma "criatura demente e imperfeita" e que não duraria mais do que poucas semanas. Para sua surpresa, o monstro viveu por mais tempo do que o esperado, e se mostrava disponível em uma ocasião propícia para que pudesse cometer um plano de vingança: Matar John Crannon, pai de Hector. Como resultado, a criatura cometeu o assassinato a mando de seu criador, deixando o pequeno garoto aspirante a caçador amargando em uma dolorosa orfandade por algum tempo. Em outro ponto da história, alguns anos depois, Dwayne Nevill, filho do Red Wolf Ethan Nevill, invocou um demônio através do perigoso livro Goétia, resultando na decisão de seu pai de sair da casa com seu filho. O demônio fugira após sua libertação, indo diretamente ao encontro da primeira quimera, graças à sua sede por querer se fundir com outro ser de igual natureza, além de que não estava muito longe da localização do castelo onde Loub realizava suas experiências, seguindo rastros de outras quimeras que passaram por aquela região. Por fim, o demônio fundira-se com a primeira criatura bestial que avistou no lugar, logo depois sendo atacado por algumas quimeras de nível três, e, em seguida, matando-as brutalmente e bebendo de seus sangues, adquirindo capacidade cognitiva, racionalidade, inteligência acelerada e uma série de poderes especiais que não se igualam à nenhuma outra criatura sobrenatural na Terra. Assim surgiu Mollock, como profetizado na Bíblia de Abamanu, sendo descrito como o "Pupilo do Cavaleiro da Noite Eterna", o que em outras palavras pode ser entendido como o receptáculo do deus lunar para quando o mesmo viesse a retornar à Terra.


Habilidades:
Força sobrenatural ilimitada: Levantamentos de pesos com várias toneladas, quebra de materiais de grande resistência (rochas, metais etc). Socos e chutes potentes. Habilidade muito oferecida pela sua parte demoníaca.

Regeneração/Fator de cura: Quando seu corpo sofre um dano por alguma lâmina de uso humano, a ferida não dura mais do que 2 segundos. As camadas teciduais danificadas reconstituem-se neste tempo. Habilidade fornecida por ambas as partes: licantrópica e demoníaca.

Super-resistência física: Ataques físicos de qualquer criatura com aptidões para combates - e obviamente com portes físicos inferiores - não surtem efeito algum em Mollock. Muito menos balas disparadas por armas de fogo, especialmente balas de prata. Lâminas fazem cortes que não duram muito graças ao seu fator de cura. Habilidade fortalecida muito em função da parte demoníaca.

Cinco sentidos aprimorados: Todos os sentidos naturalmente pertencentes à criaturas da Terra elevados à uma escala sobre-humana. Assim, Mollock torna-se um predador insuperável.

Ligação psíquica: A parte lupina aliada ao forte fluido demoníaco lhe proporciona uma interação telepática com quimeras licantrópicas de qualquer nível, possibilitando o envio de pensamentos, memórias e sonhos.

Pirocinese: Quando embebido de uma grande quantidade de sangue de demônio, Mollock aprimora as habilidades que já possui e adquire diversas outras. Uma delas é sua capacidade de gerar fogo dentro de si e libera-lo através da boca, como o dragão mitológico. Além disso, seu corpo pode elevar-se à uma temperatura ideal para derreter metais pesados e resistentes, um calor que pode ser canalizado para as mãos.

Aumento espontâneo de massa muscular: É possível que durante um intenso confronto físico, seus músculos aumentem centímetro por centímetro a uma certa velocidade, engrandecendo sua força a um limite impensável.

Raciocínio e compreensão supervelozes: Pode absorver o máximo de conhecimento possível em pouco tempo em relação a seres humanos superdotados. Tamanha facilidade o faz "devorar" dois livros em menos de uma hora.

Descrição:
Mollock possui uma pelagem meio áspera e dura, de cor amarronzada escura. Sua aparência assemelha-se à um de Lycan, tanto pelo formato de sua cabeça e mandíbula quanto pelo robusto porte físico, o qual possui músculos avantajados nos braços, pernas e peitoral. Seus olhos são amarelos como os de um Lycan, pelo fato da quimera possuir sangue humano mesclado com o da espécie pura. Quando sorri ou ruge, suas presas mostram-se brancas e pontiagudas, e suas garras podem crescer de tamanho até um certo limite conforme seu humor instável vai se agravando. Sua cauda também é marrom escuro e similar à de licantropos da espécie Lupus (cujo DNA se encontrava em 10% na quimera). Sua altura mede, aproximadamente, 2,5 metros.

Fraquezas:
Bruxaria; Cinzas de vampiro.

Aparições:
1ª Temporada - capítulos 08: "Profanação" - 1x08, 09: "Reunião na cabana e plano de ataque" - 1x09 e 12: "Pandemônio" - 1x12.

2ª Temporada - capítulos: 13: "Bem-vinda ao desconhecido" - 2x01, 14: "É Guerra" - 2x02, 15: "Todas devem cair" - 2x03, 18: "Mollock vs. Mollock" - 2x06, 19: "Dilema" - 2x07, 20: "Dia prometido" - 2x08, 21: "Último desafio" - 2x09, 22: "Avante, Legião!" - 2x10, 23: "Cerimônia do despertar (Parte 1)" - 2x11 e 24: "Cerimônia do despertar (Parte 2)" - 2x12.


*A imagem acima é propriedade de seu respectivo autor e foi usada para ilustrar esta postagem sem fins lucrativos ou intenções relativas a ferir direitos autorais.

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