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Aniversário do blog!

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E cá estou novamente, sem muitas palavras para descrever este avanço comemorado hoje por este que é simplesmente meu refúgio quase diário. Foram dois anos de muitas palavras, mensagens e lamúrias expressadas. Dois anos imprescindíveis para meu crescimento como escritor, onde me vi subindo vários degraus e alcançando uma certa altura que nunca antes imaginei chegar. Na verdade, eu nem escreveria este texto, somente compartilharia no Google+ como novidade só para a data não passar em branco. Todavia, senti-me encorajado a fazê-lo, apenas para demonstrar o quão satisfeito me vejo com os resultados obtidos nessa caminhada - que certamente irá se estender por mais tempo, eu espero. Não diria que o ano passado foi o melhor do blog. Foi absurdamente instável. Hiatos praticamente constantes e os contratempos/obstáculos foram cruéis. Devo confessar que antecedência nunca foi meu forte, nunca fui de pegar um caderninho e fazer trocentas anotações (ideias, cronogramas e afins), geralmente a ...

O ciclo dos três planos

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Sorrisos marcados por aprazíveis vivências. Renascimento diário, constante. A inspiração de um ar fresco e límpido. Corridas e andanças memoráveis felizmente. Um rosto suave, corado e jubiloso contagiando seu ambiente e a si mesmo com seu âmago impenetrável e estável. Os ponteiros foram avançando depressa. As folhas do calendário sumindo num piscar. Já não lembra-se mais do que respirava, do que ouvia, falava ou fazia. A distância entre ele e o futuro estava em um único abismo. Austero e profundo. Uma queda longa foi sentida. Perguntas torturantes surgiram. Quanto tempo? Quantos dias? Quantas vidas? Quantas mortes? Quantas vezes? Passeios por jardins secos e inférteis. Pássaros calados. Restos de memórias sendo incinerados nas chamas intensas geradas pela raiva do presente. Os selos foram rompidos. Demônios escaparam para acusar, humilhar e mutilar este corpo. Os sons agudos. As lâminas finas. O sangue golfando em profusão imparável. As vozes e gritos ecoando por todas as pa...

Era das trevas

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Ouça a sonata reverberante. Eis o soar do prenúncio catastrófico. Apure seus ouvidos enquanto sua visão ainda mantém-se nítida quanto à realidade. Ela só parará quando a outra começar. Não lute mais, ela chegou. Lamente-se em dor o que não disse em oportunidades passadas. Eles vão quebra-lo, balançar e confundir sua mente até o limite mais impensável. Preserve o último ponto de luz que sobrou em suas mãos. A derradeira estrela não pode se apagar tão cedo... não antes do obscurecer eterno. Carregue-o enquanto ainda há tempo. Vê-se sem tempo? Então perdestes as últimas chances de uma resistência equilibrada. Agora abre-se o caminho para que eles invadam teu espaço. Roubem teus sonhos. Esmaguem seu coração. Até que se satisfaçam com teu sofrer. Ela chegou. Não tente voltar atrás, as portas estão trancadas. Não corra. Não olhe. Não sonhe. Eles vão perceber cada movimento seu, minuciosamente. Somente aguarde o julgamento final quando todo seu mundo estiver desolado, comba...

Nem tudo é o que parece #26

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Eu não esperava que fosse ser tão duro pra mim ter que mudar de vida... mudar de lugar...e, principalmente - pelo menos na minha opinião -, mudar de escola. E, com bastante franqueza, digo que odiei esse lugar! Aqueles sorrisos me dão ânsia de vômito! Asco total! Nossa, quão repulsivos eles são. Não me parecem amigáveis. Meus pais me aconselharam a manter distância, não importando o que pensassem a meu respeito. A regra da aceitação das diferenças não se aplica à mim! Sinto-me em constante perigo, estou com medo e me arrependo de ter que me mudar pra cá. Mãe, pai, porque logo aqui nesse antro de horror? Eles são tão diferentes de mim... Olhem pra isso! Não é terrível? Essas mãos com cinco dedos, esses dois olhos, os dentes tão brancos e pequenos, além das peles não serem protuberantes e descascadas como as nossas...        ___________________________________________________________________________ Não aguento mais. Tem sido insuportável nos últimos di...

Bloqueio(?)

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Sem inspiração para extravasar minhas queixas, meus desalentos e descontentamentos. Seria este o fim da jornada que iniciei como única maneira de fugir dos espectrais demônios que açoitam esta mente/alma? Ou somente seria uma armadilha do perfeccionismo e sua inebriante ideia de "você pode fazer algo melhor do que isso"? A estranha verdade é que não sei o que estou sentindo. E, por incrível que pareça, esta é a primeira vez que manifesto tal fato. Perdeu-se a ideia de sensação, ainda que sabe-se o estado em que se encontra. Eis a barreira imposta. Não há como deixar palavras escorrerem pelos dedos se tudo parece tão amontoado, confuso, disforme e indistinguível. Jurei tentar, mas vi o quão perigoso seria. Contradições, visão desfocada e citações sem sentido e sem efeito seriam alguns dos resultados. Não sei se devo cessar ou se é seguro continuar externando meus monstros. Alguns desabafos os afastam, outros os tornam mais fortes. Uma completa sobrecarga de pensamentos ...

Capuz Vermelho - A Enciclopédia: Bestiário (Parte 1)

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Ponto-chave para o consolidamento do universo sobrenatural da série, as criaturas extraordinárias que rodeiam os seres humanos (algumas secretamente, outras nem tanto) fazem questão de se manterem à espreita, sejam se infiltrando na sociedade agindo como seus pertencentes, sequestrando e carregando corpos para seus covis ou simplesmente mostrando a cara sem medo da reação de sua presa na hora do ataque. Muitas querem ser reconhecidas, para o bem ou para o mal, em virtude de seus objetivos. Abaixo você confere uma lista dos seres mais abomináveis existentes (terrenas ou em outros planos de existência), cuja maioria se encontra na mira dos membros da Legião dos Caçadores.       _________________________________________________________________________ AVISO: * Não veja esta postagem se ainda não leu nenhum capítulo da série ou uma temporada inteira.       __________________________________________________________________________ Quimeras licantr...

Irrecuperáveis tempos

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Hesito em rever aquelas memórias estampadas em um compilado de papéis guardados. Elas perderam suas cores. Os brilhos nos olhos não significam nada mais. Toda angústia do presente recaíra sobre estas lembranças outrora tão vívidas nas divagações mais delirantes e inabaláveis. Um passado que perdeu seu valor! Nele está quem eu era. Cheio de vida, inocentemente acreditando que o futuro fosse frutífero e próspero. Rodeado de pessoas com quais se importava. Os olhos mais vivos, transparecendo energia, expectativa e júbilo. Até que cresceu e todos os valores que coletou na trajetória foram esmagados até reduzirem-se a pó. Sendo épocas más ou boas, resvalam-se no abismo as oportunidades massacradas pela relutância. Arrependendo-se por não ter dito o que queria... Arrependendo-se por não ter chorado o quanto se deveria... Amargamente aceito os reveses contínuos. E o ciclo sempre se renova, ao passo em que me destrói.