sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Irrecuperáveis tempos


Hesito em rever aquelas memórias estampadas em um compilado de papéis guardados. Elas perderam suas cores. Os brilhos nos olhos não significam nada mais. Toda angústia do presente recaíra sobre estas lembranças outrora tão vívidas nas divagações mais delirantes e inabaláveis.

Um passado que perdeu seu valor!

Nele está quem eu era. Cheio de vida, inocentemente acreditando que o futuro fosse frutífero e próspero. Rodeado de pessoas com quais se importava. Os olhos mais vivos, transparecendo energia, expectativa e júbilo.

Até que cresceu e todos os valores que coletou na trajetória foram esmagados até reduzirem-se a pó.

Sendo épocas más ou boas, resvalam-se no abismo as oportunidades massacradas pela relutância.

Arrependendo-se por não ter dito o que queria...

Arrependendo-se por não ter chorado o quanto se deveria...

Amargamente aceito os reveses contínuos. E o ciclo sempre se renova, ao passo em que me destrói.

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