Crítica - Vingadores: Era de Ultron

Divulgação: Marvel Studios/ Walt Disney Studios

FICHA TÉCNICA:
Direção: Joss Whedon
Roteiro: Joss Whedon
Produção: Kevin Feige
Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica
Duração: 141 minutos
Ano de lançamento: 2015
Distribuição: Walt Disney
Elenco: Robert Downey Jr. Chris Evans, Mark Ruffalo, Jeremy Renner, Scarlett Johansson, Chris Hemsworth, Paul Bettany, Samuel L. Jackson, James Spader, Aaron-Taylor Johnson, Elizabeth Olsen.

Antes de ir direto ao ponto, devo dizer que esta é a primeira crítica de um filme que escrevo no mesmo ano e pouquíssimo tempo depois de seu lançamento. Tá, foi meio desnecessário salientar esse detalhe, mas o fiz para compensar a minha dificuldade em começar essa review, pois foi um longa que, embora eu tenha o achado um bom divertimento, me deixou em um dilema. Como passei a fazer recentemente antes de grudar meus olhos na tela, equilibrei as expectativas. E digo que funcionou.

Vingadores: Era de Ultron, a mais nova produção do Marvel Studios, vem com a intenção que toda sequência de um filme possui: mostrar ser melhor e mais grandioso que o anterior. É comum vermos com o decorrer dos anos a ideia de que o segundo filme supera o primeiro se tornar uma quase-verdade, entretanto, não é o caso de Era de Ultron. Não em todos os pontos.

Já no início do filme, somos brindados com uma bem produzida sequência de ação em Sokovia, mostrando o quão unida a equipe está. A impressão que se teve é que um considerável intervalo de tempo se deu entre o primeiro filme e este, pois deu para ver, claramente, que os membros estão à vontade uns com os outros, bem mais do que no primeiro longa. Bem, pelo menos até o grande vilão dar as caras e estragar a festa dos heróis (literalmente). O cetro de Loki estar envolvido no cerne da trama foi uma ótima forma de propiciar ao filme um real clima de sequência.

Alguns momentos impagáveis com o sempre ácido humor de Tony Stark o fazem roubar a cena como sempre. Me enganei sobre o que esperava do filme, em relação ao personagem, com aquela história de "Homem de Ferro e seus Amigos", associando ao fato de ele ser o criador do vilão (que deveria ser o Hank Pym, A.K.A Homem-Formiga), o que me fez lembrar do primeiro filme, sobre como aquele desenvolvimento bem construído dos personagens ainda se mantém. Em outras palavras, ver, novamente, cada personagem tendo seu merecido destaque em determinados momentos do longa foi ótimo de se ver, sem Stark sobressaindo-se em todas as cenas.

Mais sombrio e mais denso, é como pode-se definir o filme. No entanto, não mais emocionante. É inegável que o primeiro filme marcou esse universo, ficando para a história dos filmes baseados em quadrinhos, mas percebe-se a tentativa da sequência de fazer repetir as sensações que foram causadas com a experiência de 2012. Prometendo ser um épico de aventura global, o filme falha um pouco nesse ponto.

Isto nos leva ao vilão do filme, a Inteligência Artificial insanamente assassina e obcecada pelo extermínio da humanidade. Ops, acho que me enganei! Eu quis dizer o vilão das HQs, e não o do filme. Pois é, Ultron não foi muito de meu agrado, apesar da boa caracterização, lembrando o que ele realmente é no material-fonte. Ele tem seus momentos? Sim, tem. Porém, não o suficiente e deixa aquele gostinho de "quero mais". Sua transformação se dá de modo muito apressado, o que, de longe, não foi a melhor das opções para se desenvolver - deixando à vista grotescos buracos no roteiro. Seu encontro com os irmãos Maximoff só reforçou tal sensação de pressa. O que, infelizmente, faltou em Ultron foi mais imponência e agressividade. Até cheguei a enxergar o que ele é nos quadrinhos em certos momentos (como a aprazível cena entre ele - já decadente - e Visão), mas sua "humanização" no longa, tão necessária e incômoda ao mesmo tempo, não foi muito bem explorada. Seu exército deixou a desejar também. Afinal, como ele dá seus upgrades com tanto vibranium conquistado? Poderiam ter mostrado isso em vez de acelerar as coisas.

As gratas surpresas: O destaque para o Gavião Arqueiro e o androide Visão. O primeiro recebeu um tratamento que, de longe, soou bem mais digno e respeitoso do que no primeiro filme. Já o segundo, não preciso comentar muito a respeito. Foi sensacional vê-lo no combate final. O que faltou foi um pouco mais de interação entre ele e Ultron, mas o que foi entregue foi satisfatório na medida do possível. Paul Bettany encarnou o herói de forma bastante brilhante.

O casal improvável do filme, Bruce Banner/Hulk e Natasha Romanoff/Viúva Negra, teve um desenvolver agradável, sem soar entediante. Os momentos de "A Bela e a Fera" foram deveras bem conduzidos. Entretanto, nada parece ter evoluído em Hulk. Aquela postura meio animalesca (lembrando até um gorila) ainda persiste. A sensação foi que o personagem meio que ficou em segundo plano, o que implica dizer que o mesmo foi uma exceção à regra do destaque decente para todos. Mais Bruce Banner e menos Hulk, foi o que se viu na tela grande. Não sei se poderia caber ali uma interação maior do monstro com o resto da equipe, mas seria bem-vinda. Um Hulk mais falante - sem apelar para o manjado "Hulk Esmaga" - proporcionaria um desenvolvimento melhor.

Capitão América teve cenas e falas bem construídas, mas no desfecho do longa é quase impossível não surtar de raiva por ele não ter completado uma frase icônica para o grupo. Fora esse detalhe - um erro terrível por parte da produção -, o personagem não deixou a desejar em nenhum ponto.

Sobre os irmãos Maximoff: Primeiramente Wanda, que teve um papel bem mais relevante que seu irmão gêmeo. Sua mágica fazendo os Vingadores testemunharem seus piores pesadelos foi, sem dúvidas, algo lindo de se ver na tela. No entanto, vemos uma Feiticeira Escarlate não tão poderosa como pensávamos que seria, mas em virtude dos efeitos especiais dá para perdoar o fato de ainda não mostrar por completo a intensidade de seus poderes. Quem sabe em futuras produções a vejamos alterar a realidade, tal como nas HQs. Já de Mercúrio não pode-se dizer o mesmo. Uma pena o personagem ter tido aquele fim(?).

No mais, Era de Ultron nada mais é do que o prelúdio para algo muito maior vindo por aí. Não apenas falo de Guerra Civil, mas também, obviamente, de Guerra Infinita. O longa não consegue entregar nada que seja inovador, mas abusa da fórmula do divertimento fácil e descompromissado, regado à cenas de ação impressionantes e alucinantes (ponto em que o filme mais se supera, levando também em conta os efeitos especiais).

Não foi a "Era de Ultron" digna do nome, mas serviu para nos preparar para o futuro dos Vingadores. Um filme mais centrado em sua trama, mais fechado, denso e sombrio. Porém, não tão competente em termos de roteiro quanto seu antecessor. Deveu mais do que entregou.


NOTA: 7,5 - BOM 

Veria de novo? Provavelmente sim.

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