Nem tudo é o que parece #13


Nós estávamos tão felizes com a chegada do nosso bebê. Já tínhamos preparado praticamente tudo, não havia nada com o que se preocupar com relação ao nosso futuro como um casal feliz. Entretanto, este sonho teve seu fim decretado. No dia em que estava para dar à luz, eu e meu marido estávamos crentes que tudo correria como o esperado... até o médico vir até nós com a notícia. Eles simplesmente me anestesiaram, e enquanto eu lentamente adormecia escutava conversas ocultas do outro lado da janela.

Assim que acordei, vi meu marido e o médico com expressões tristonhas. Foi então que, com grande pesar, ele me revelou que ocorreu um aborto, sem meu consentimento. Claro, fiquei bastante revoltada. Mas como justificativa, afirmaram que o bebê sofria de sérios problemas no organismo e que seria impossível um parto normal ou cesário acontecer.

Eu me curvei diante daquele pesadelo. Passei dias, semanas me lamentando, me deprimindo. Mas... tudo chegou à um ponto em que não sabia mais se eu estava à beira da loucura ou se era real.

Eu escutava, frequentemente, choros de bebê, sempre à noite. Meu marido sempre dizia que era o efeito da depressão. Mas não. Parecia real. E já não aguentava aquele inferno se repetir todos os dias.

Em uma noite, me levantei para confirmar se o choro era real. Estranhamente, quando cheguei no corredor, ele cessou. Estava tudo muito escuro, portanto somente a luz da lua iluminava o corredor.

Fiquei sem chão quando percebi. Ao me aproximar um pouco mais, me deparei com uma coisa pequena, rastejando pelo chão. 

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Eu me entusiasmei de imediato, logo quando vislumbrei o lindo rosto da aluna nova da minha classe. Lógico que tentei me aproximar, só não sabia de que forma, mas fiz o possível.

No seu terceiro dia no colégio, ela me olhou de modo suspeito. Como se pedisse, realmente, que eu me aproximasse. Não esperei mais nenhum minuto, fui até ela.

Ela era como eu. Solitária, tímida, sem amigos e ignorada por todos. Fui com a intenção de preenchermos o vazio de um do outro. Rapidamente ficamos íntimos, mas eu sentia algo estranho... era como se eu estivesse fora da realidade... completamente fora do mundo.

Tudo se desmoronou quando alguém se aproximou de mim, no momento em que a conversa entre eu e ela estava interessante.

- E aí Roy, o que acha de se juntar à galera? Você tá muito solitário, sabia?

- Não tá vendo que tô conversando com a Meg? Deveria conhece-la.

- Meg? Não tô vendo ninguém aí. 

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Eu estava correndo como nunca corri antes na minha vida. Tentei pelo corredor mais longo de minha casa, ele tinha uma saída que dava direto para o quintal. Estava sendo perseguida por algo inexplicável, desde a manhã daquele dia, mas foi naquela noite que as coisas pioraram para mim.

Meu marido estava fora do país, sem me dizer o porque da tal viagem, mas não estranhei. Sorte que meu celular estava comigo, no entanto, ligar para a polícia estava fora de questão.

Enquanto eu corria, uma voz abafada sussurrava perto de minha nuca, dizendo "É melhor parar. Você não deve correr."

Depois do que pareceram horas naquele corredor, finalmente alcancei o quintal. Fiquei encostada na porta, suando frio e respirando ofegantemente. Recebi uma mensagem de meu marido. Estranhamente a voz parou de repetir aquela frase.

Li a mensagem e nela dizia: "Desculpa, amor, mas creio que não voltarei tão cedo... Mas logo iremos nos encontrar, porém, é uma pena você ter corrido!"

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Eu trabalhava em um abatedouro que era associado à uma distribuidora de carne exclusivamente para o bairro onde eu morava. Irei explicar o motivo de eu ter pedido demissão. Aliás, não fui o primeiro e nem o último a cair fora daquele lugar. Além do péssimo salário que recebíamos, usávamos técnicas de matar extremamente cruéis, os pobres animais agonizavam intensamente e nenhum pingo de sensibilidade se encontrava nos nossos podres corações.

Em certo dia, cheguei em casa muito tarde, eu estava estocando o que seria entregue aos açougues do bairro no dia seguinte. Após uns minutos descansando no sofá, a campainha havia tocado.

Não havia ninguém do outro lado, só um pacote amarrado com umas cordas. Abri o pacote e quase vomitei meu coração! Tinha um crânio de uma vaca dentro da caixa.

Um bilhete estava cravado em um dos chifres e o peguei para ler.

Estava escrito: "Quer se juntar aos seus colegas? Não ouse jogar fora minha cabeça ou vai sofrer o que eles sofreram. Não se desespere ou vai perder a cabeça... literalmente!"


FIM... por enquanto! 

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