segunda-feira, 25 de maio de 2015

Multifacetas


Responda-me: Quantas delas eu vou ter de quebrar?

Se pelo menos esta fosse a única dúvida persistente, eu ficaria bem mais tranquilo. Conquistara a confiança de todos à sua volta, uma certa admiração... bens como este eu não menosprezaria. E o que fizera? Sim. Um completo desperdício. Imperdoável.

Nenhuma destas pessoas sentiu tanta dor quanto você me fez sentir. Quando a primeira caiu, você a relocou. Mas, ao meu ver, nada mais era que uma segunda. Melhor, mais resistente e que ocultava o máximo possível a sua essência repulsiva.

Houve uma época em que, ingenuamente, sonhei com uma amizade sólida, com risos, com idas e vindas memoráveis. Pra quê, afinal? Sim, para você despedaçar e em seguida fragmentar impiedosamente, até virar pó. Infelizmente, nada pude fazer quando senti vontade de quebrar esta pseudo-face. Arranca-la, com todas as minhas forças, mesmo que minhas mãos sangrassem.

Não soube pedir desculpas, por talvez não saber o erro que cometeu. Não, você sabe sim. Se soubesse, claro, não teria o feito. Abraçando a mentira como sua dama fiel, no mais traiçoeiro movimento. Rastejando como uma serpente, pronta para injetar seu veneno.

Tal veneno transformou-se em raiva em minhas veias. O que não me matou deixou-me mais insistente... para quebra-las.

Enquanto mergulha alguns no seu oceano de ilusões, irei quebra-las.

Enquanto ainda estiver entre nós, estarei atento para seu próximo ataque.

E absolutamente nenhuma delas irá sobrar. Quão grande será o desespero seu quando a última delas cair... e não houver uma substituta em mãos.

2 comentários:

  1. Forte, pra quem consegue compreender...

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    Respostas
    1. É um de meus textos em que pode-se dizer que o eu-lírico é inteiramente o autor.
      Que bom que gostou :)

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