Crítica - Supernatural (Temporadas 1 à 5)

Divulgação: The CW 
Bem, antes da publicação da review da 11ª Temporada, cá estou aqui novamente, desta vez apresentando um compilado de "mini-críticas" a respeito de uma das séries que tardei bastante a acompanhar e quando finalmente cravei minha atenção em um episódio avulso assistido com mais entusiasmo, não deu outra: Essa vale maratonar em um agradável fim de semana, faça chuva ou faça sol. O formato que segui é semelhante ao que fiz com as críticas da trilogia Transformers (em 2014), cuja postagem reuniu reviews curtas dos três filmes e meses depois lancei a crítica de A Era da Extinção. Neste caso em especial, será um pouco diferente: Serão dois posts, cada um contendo cinco reviews de cinco temporadas com suas respectivas notas. Este post abordará a Era Kripke, período no qual o criador original da série permaneceu como o manda-chuva (vulgo showrunner), compreendendo os arcos de Azazel (1ª e 2ª Temporadas) e Apocalipse (3ª, 4ª e 5ª Temporadas).

Já o próximo post terá como foco a Era Gamble (6ª e 7ª Temporadas) e a Era Carver (8ª, 9ª e 10ª) - que também inclui, claro, a última temporada lançada, mas esta terá sua crítica desenvolvida em uma única postagem.

Antes de iniciar, quero falar sobre meus primeiros contatos com esta obra que ganhou minha admiração com sua trama coesa e mitologia criativamente executada.


Como conheci a série

Em chamadas veiculadas pelo SBT - se não me falha a memória - no longínquo ano de 2006. Ainda tenho uma vaguíssima lembrança de estar vendo cenas de um episódio da 1ª Temporada. Quando "revi" numa reprise do Warner Channel, em 2015, essa mesma noite do passado veio na mente, então acreditei que meu primeiro contato com a série foi por meio do episódio 02, "Wendigo", mas ainda tenho muitas dúvidas quanto à isso. O segundo contato foi mais palpável, mais atencioso que o anterior, e ele se deu em 2009 quando a emissora de Sílvio Santos estreou a 4ª Temporada e devido ao horário de verão pude assistir mais cedo. Ainda lembro como se fosse ontem, eu, no sofá, assistindo à "Lazarus Rising", episódio que até hoje considero a melhor season premiere da série, não só pelo reencontro dos irmãos, das revelações e diálogos, mas também, sobretudo, pela melhor introdução de personagem que já vi em uma série de TV. Sim, estou falando de Castiel, o anjo do senhor (e aprendiz do "cara da pizza"). Durante a maratona que fiz no ano passado, a recordação foi ainda maior e, obviamente, pude pegar alguns detalhes passados despercebidos na primeira vez.

Se eu for considerado "Hunter" (como é chamado um fã da série) apenas por ter apreciado mais a Era Kripke do que as posteriores por mim tudo bem, acho até justo tendo em vista as mudanças drásticas (algumas satisfatórias, outras nem tanto) ocorridas após o Apocalipse retratado na série, Apocalipse este que marcaria o final definitivo de toda a jornada dos Winchesters.

Abaixo as minhas opiniões a respeito das cinco primeiras temporadas que firmaram a essência e estilo próprios do show:


1ª Temporada (2005 - 2006)



A BUSCA PELO PAI 

Eis o início. A morte de Mary Winchester pelas mãos do demônio Azazel (ainda neste primeiro ano chamado apenas de "Olho Amarelo") serviu como um bom gatilho para o conflito principal da temporada inaugural, executando com competência as apresentações dos personagens, em especial o reencontro entre os irmãos, Sam (Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles), após o desaparecimento de Jonh Winchester, que partiu para caçar o monstro que tirou a vida de sua amada e por dias não deu sinal de retorno. E então seguem-se episódios tipicamente conhecidos como fillers, ou os famigerados casos da semana, fórmula que hoje, no universo televisivo norte-americano, está mais espremida que bagaço de laranja. Mas aqui as coisas funcionaram sem apelar para mesmices, pelo menos por enquanto. Tivemos "Wendigo", "Viajante Fantasma", "Bloody Mary" (um dos melhores e um dos poucos realmente assustadores), "Homem Gancho", "Insetos" (episódio bem Argh!), "Espantalho", eventos ocorridos durante a busca pelo pai que também se caracterizou pela busca ao demônio Azazel.

O culminar da busca, após vários acontecimentos, resultou em um trágico acidente de carro, marcando o fim desta despretensiosa primeira temporada.

Veredicto:

Todos os episódios são regados de um clima bem sombrio e com tensão sentida a quase todo momento, exceto nos divertidos momentos em que Sam e Dean ainda sacaneavam um ao outro com brincadeiras e piadinhas - principalmente por parte de Dean , personagem bastante favoritado como o melhor da série pelos fãs. E foi do Winchester mais velho que pudemos ouvir uma frase que ficou marcada, gravada na história da série: "Salvar pessoas, caçar coisas, o negócio da família.".

Em um ranking de melhores temporadas é até uma atrocidade não incluir esta temporada.

NOTA: 9,5 - ÓTIMA

Melhores episódios: "Bloody Mary", "Volta ao Lar", "Asilo", "Sombra", "Armadilha do Diabo".
Pior episódio: "Insetos"


2ª Temporada (2006 - 2007)


Divulgação: The CW
O PLANO DE AZAZEL

Então chegamos ao eletrizante segundo ano. Aqui a trama dos irmãos Winchesters ganha contornos mais definidos ao longo dos 22 episódios que compõem-a. O enfoque do segundo ano está mais direcionado aos demônios, temática pouco explorada na temporada inaugural e nesta bastante aprofundada, muito em função das terríveis premonições de Sam e sua predestinada inclinação para o lado sombrio explicitada pelo ato de Azazel que serviu como uma primeira parte de seu plano maligno, o qual consiste em reunir crianças psiquicamente poderosas e uma delas seria escolhida para liderar um exército de demônios em uma vindoura guerra. Nem é preciso analisar com muita atenção que o favorito do demônio de olhos amarelos é o Winchester mais novo. Tivemos a primeira aparição de um ceifeiro com a personagem Tessa, encarregada de levar a alma de Dean após o mesmo morrer no acidente ocorrido no final da primeira temporada, algo que precedeu a já esperada morte de John Winchester pelas mãos de Azazel por conta do pacto feito com o demônio com o objetivo de salvar o primogênito.

Personagens carismáticos também deram o ar da graça em alguns episódios, como Ellen, Jo e o divertido Ash, além de Bobby Singer, é claro, mostrando-se um fiel aliado aos protagonistas na luta para impedir a abertura dos portões do inferno por meio da Colt, uma jogada interessante e eficiente do enredo, até irônica pelo fato da arma ter sido concebida para matar qualquer ser sobrenatural que caminhasse pela Terra, especialmente demônios, e ainda servir de chave para dar passe livre à uma horda de monstros compostos de fumaça negra (sempre fui muito curioso quanto à verdadeira aparência dos demônios da série).

A temporada elucidou várias questões pertinentes, como o pedido de John para Dean sobre a possibilidade de Sam tornar-se uma aberração de similar natureza dos monstros que tanto desprezam e caçam. Além disso, manteve o espírito primordial da série, os casos da semana, com histórias ainda mais empolgantes e expansoras em benefício à mitologia criativamente construída.

Veredicto:

Temporada obrigatória para quem deseja mergulhar fundo no fantástico mundo criado por Kripke. Para aqueles que optaram por largar a série logo no ano 01, vale dar uma segunda chance assistindo esta essencial parte do arco de Azazel, a segunda e última parte, com todo um desenvolvimento mais melhorado. Sem dúvidas, a trama girou em torno dos poderes de Sam - oferecendo um merecido destaque ao irmão caçula -, adquiridos graças a uma gota de sangue de Azazel, e os planos do demônio para ele. Pode não ser para alguns, mas eu, honestamente, em vista das eficazes execuções, afirmo que é a melhor temporada de Supernatural.

NOTA: 10 - EXCELENTE 

Melhores episódios: "In My Time of Dying (2x01)", "No Exit (2x06)", "The Usual Suspects (2x07)", "The Crossroads of Blues (2x08)", "Croatoan (2x09)", "Hunted (2x10)", "House of the Holy (2x13)" (este, em especial, com a primeiríssima menção à anjos na série, só como aperitivo), "Born Under a Bad Sign (2x14)", "Exaggerated (2x15)", "Heart (2x17)" (um dos mais emocionantes), "Just a Dream (2x20)", "Demons on the Loose, Part One (2x21)" e "Demons on the Loose, Part Two (2x22 - Season Finale)".

Pior episódio: "Everyone Loves the Clown (2x02)".


3ª Temporada (2007 - 2008)


Divulgação: The CW
O PACTO DE DEAN

E assim segue-se o efeito dominó desta cadeia de eventos que não cansa de surpreender. A morte de Sam pelas mãos de Jake, em "Demons on the Loose, Part One (2x21)", forçou Dean a tomar uma drástica medida para salvar o irmão: Um pacto selado com um demônio da encruzilhada, o qual reduziu a expectativa de vida do Winchester mais velho para 01 ano, e passado este período a alma do caçador seria levada ao Inferno. O objetivo crucial de toda a temporada foi o de salvar Dean do preço alto a ser pago por tal pacto, proporcionando um destaque maior ao Winchester mais velho, mas, ao mesmo tempo, elucidando alguns indícios de previsibilidades, o que é até compreensível de certa forma, pois, convenhamos... era absolutamente inevitável!

Com um número cada vez maior de demônios espalhados pelo mundo (ou pelos EUA rs), os Winchesters correm contra o tempo para eliminar o máximo possível deles (Os Sete Magníficos, por exemplo, eles poderiam ter durado um pouco mais - assim como toda a temporada), ao passo em que se envolvem em típicos casos da semana, como não poderia deixar de ser.

Tivemos episódios marcantes, memoráveis eu diria, como, por exemplo, "Bad Day at Black Rock (3x03)", onde nos foi apresentada a grande pedrinha no caminho dos irmãos... sim, estou falando da (saudosa) Bela Talbot, a ladra que ferveu o sangue de Dean pelas suas atitudes traiçoeiras. Também é merecido mencionar a cena em que Dean, enquanto tenta resgatar um azarado Sam das mãos de caçadores contratados pelo odioso Gordon Walker, eis que ele solta um clássica frase que pegou bastante entre o fandom: "I'm Batman". Parece bobo, mas, de fato, marcou e foi engraçado.

A demônia Ruby (Katie Cassidy), sendo apresentada logo no primeiro episódio, foi um deleite, tanto de ações quanto de diálogos, principalmente os que tivera com Dean, os quais geravam brigas relacionadas ao poder de persuasão que a vilã possuía sobre Sam. novamente esclarecendo o quão inclinado Sammy estava para o lado negro da força. Ruby foi um adicional e tanto para a trama, exercendo um papel que comprometeria a relação dos irmãos ao passo em que ela fortificava a faceta de aliada com a promessa de livrar Dean do contrato - algo que revelou-se apenas como um artifício para forjar uma aliança com Sam na luta contra demônios, provando a picaretagem da loirinha. Foi bem desenvolvida e tem uma história interessante, além de acrescentar mais um elemento de grande relevância que é a faca especial para matar somente demônios, não importando de qual espécie.

Veredicto:

Uma temporada digna para figurar em um ranking de melhores, mas que poderia ter sido melhor caso conseguisse ter mais 6 merecidos episódios para, ao menos, inibir a sensação de pressa, tanto proporcionada pelas circunstâncias da época (lê-se: greve dos roteiristas) quanto pelo plot em si. Afinal, era 1 ano voando e o cruel pagamento do preço pelo pacto se aproximando cada vez mais para ferrar com a vida de Dean literalmente. Uma boa temporada, infelizmente produzida em um mau momento, mesmo se valendo de um final óbvio e previsível (embora dramático), conseguiu segurar o que há de essencial desenvolvido na série, tudo o que a torna única.

NOTA: 7,5 - BOA

Melhores episódios: "The Kids Are Alright (3x02)" (o início do mistério: Ben é ou não filho de Dean?), o divertidíssimo "Mystery Spot (3x11)", "Jus in Bello (3x12)" (marcando a primeira aparição de Lilith), "Fresh Blood (3x07)" (e o desgraçado do Gordon teve o que mereceu), "Malleus Maleficarum (3x09)", "Long Distance Call (3x14)" e "No Rest for the Wicked (3x16 - Season Finale)".

Pior episódio: "Red Sky at Morning (3x06)" (valeu muito mais pela dúbia relação de Dean e Bela do que pelo caso/monstro da semana que foi o mais fraco dentre os demais).


4ª Temporada (2008 - 2009)


Divulgação: The CW
SELOS DO APOCALIPSE 


Anjos, seres extremamente poderosos, são, enfim, acertadamente introduzidos no empolgante quarto ano da série. Aqui temos o retorno de Dean do Inferno graças à um ser que mantém-se misterioso até o final do "Season Premiere", o qual logo revela-se como nosso querido anjo Castiel (Misha Collins), disposto e forte o suficiente para cumprir suas obrigações. Inicialmente me soou meio frustrante o fato de Ruby ter possuído um novo receptáculo (Genevieve Cortese), as saudades da anterior bateram forte, mas o belo andar da carruagem me fez acostumar, a atriz (atual esposa do intérprete de Sam) convenceu em boa parte de suas cenas, especialmente no final da temporada, onde exerceu sua influência maligna com o Winchester mais novo de maneira mais intensa, praticamente obtendo sua conquista de destruir o companheirismo e a amizade entre os irmãos.

Lilith (o primeiro demônio) e Alastair (o torturador) foram exímios vilões, cada um executando seus devidos papéis, obviamente os de romperem os selos que mantém Lúcifer trancafiado na jaula. Eu realmente não tenho muito o que dizer a respeito, pois muitos elementos funcionaram. No que se refere á vilões de peso, já afirmei acima, praticamente dispensa maiores comentários, entretanto creio que Uriel ("sidekick" de Castiel)  possa ser lembrado como uma espécie de sub-vilão, um vira-casaca que revelou-se um simpatizante de Lúcifer. Seus momentos regados de tensão nos quais interage com Dean são ótimos de se ver.

Castiel foi a adição mais eficiente. Gradualmente vemos o anjo entrosando-se mais com os Winchesters, aquele vínculo estabelecendo-se, embora o mesmo não soubesse os riscos que tal relação amigável (sobretudo com Dean) lhe traria no futuro.

Por enquanto, os papéis que o destino quer que ambos executem ainda são relativamente misteriosos, mas algumas dicas óbvias vão sendo dadas. Dean, àquela altura em que Sam encontrava-se à beira de abraçar sua escuridão e com seus poderes alimentados por sangue de demônio, pendia mais para o lado dos anjos, da luz, enquanto o caçula andava com más companhias (Ruby, no caso), obcecado por matar Lilith, sem nem passar pela sua cabeça o erro que estava prestes a cometer. Seria este o karma dos Winchesters? Não importam se suas intenções sejam boas, o bem que você pensa estar fazendo pode resultar em um mau terrível. Ainda mais quando segue-se em um caminho de trevas, as trevas virão até você oferecendo-lhe uma retribuição. Pois é, uma ideia simples que a mente agitada de Sammy não conseguiu esclarecer no exato momento em que Lilith desfalecia no chão, desencadeando o Apocalipse.

Veredicto:

Retomando o clima sombrio das duas primeiras temporadas (achei a terceira mais "colorida", na falta de um termo melhor), a temporada do pré-Apocalipse apresentou mais acréscimos fantásticos, com episódios fillers dotados de certo nível de humor (com exceção de "The Rapture", onde Castiel recebe todo o destaque com a dramática história sobre como possuiu Jimmy Novak, seu receptáculo). Não há muito do que se reclamar. A temporada cumpriu seu propósito que foi o de deixar os Winchesters em lados opostos,
divididos entre anjos e demônios, luz e trevas, bem e mal. Em suma: Temporada memorável.

NOTA: 9,5 - ÓTIMA

Melhores episódios: "Lazarus Rising(4x01)", "Are You There, God? It's me Dean Winchester (4x02)", "In The Beggining (4x03)" (tão esclarecedor quanto divertido, além de apresentar mais das habilidades de Castiel), "Yellow Fever (4x06)", "It's the Great Pumpkin, Sam Winchester (4x07)", "Wishful Thinking (4x08)" (O urso falante foi inesquecível), "I Know What You Did Last Summer (4x09)", "Heaven and Hell (4x10)" (destaque para o comovente desabafo de Dean na cena final sobre sua temporada no Inferno), "After School Special (4x13)", "Death Takes a Holiday (4x15)", "On the Head of a Pin (4x16)", "It's a Terrible Life (4x17)", "The Monster at the End of This Book (4x18)" (o que dizer deste? Simplesmente sensacional), "Jump the Shark (4x19)" (a surpreendente aparição do meio-irmão dos Winchesters em um bom episódio classificável como filler-canon, pelo menos pra mim é), "The Rapture (4x20)", "When the Levee Breaks (4x21)" e "Lucifer Rising (4x22 - Season Finale)".

Pior episódio: "Monster Movie (4x05)".


5ª Temporada (2009 - 2010)

Divulgação: The CW
ASCENSÃO DE LÚCIFER/ APOCALIPSE

A atmosfera bíblica neste ponto das aventuras dos irmãos Winchester está bem mais solidificada, agora que o Inferno se levantou para assolar a Terra através de Lúcifer (Mark Pellegrino), Cavaleiros do Apocalipse e demônios fortalecidos pela presença de seu mestre. Seria aqui o derradeiro confronto dos irmãos contra as forças sobrenaturais. Lúcifer, o temível diabo, sempre culpado pelo horror e caos que ocorre no mundo, está em busca de vingança pela sua punição dada por Deus pelo filho favorito (?) ter questionado suas decisões a respeito da criação dos seres humanos. Tudo desenrola em um ritmo acelerado na primeira metade, especificamente antes dos fillers dela (a partir do fraco quinto episódio). O arcanjo caído deseja assumir Sam como receptáculo. No início, os papeis que ambos devem desempenhar já são esclarecidos. Zachariah - apresentado na reta final da temporada anterior - é o responsável por revelar à Dean que o mesmo é o receptáculo ideal para o poderoso arcanjo Miguel, embora não seja o único (conforme dito pelo próprio Miguel em "The Song Remains The Same - 5x13").

O plot poderia ter sido mais amplamente desenvolvido se não fosse pela demanda de fillers/casos da semana. É o Apocalipse, caramba! O fim dos tempos, da humanidade, do mundo como conhecemos. Os casos da semana foram insossos, sendo "The Curious Case of Dean Winchester (5x07)" o melhorzinho dentre eles, senão o único realmente satisfatório. Não havia necessidade alguma. Poderiam apostar em sair da mesmice e dar o enfoque geral á trama principal. Dos 4 Cavaleiros, apenas Morte foi o grande destaque, já na reta final que proporcionava ansiedade. O "filler-canon" apresentando o garoto híbrido Jesse Turner, nascido enquanto sua mãe estava possuída por um demônio e exibindo tamanho poder que até Castiel teme, teve uma abordagem interessante e criativa, e foi uma pena não ter sido novamente utilizado e ser tratado como mero personagem de um só episódio. Para meu alívio, "Channing Channels (5x08)" era parte da trama principal, rendendo ótimos momentos cômicos e marcantes, além da surpreendente revelação de que o Brincalhão antes enfrentado pelos irmãos na segunda e terceira temporadas era, na verdade, o arcanjo Gabriel.

Pularei logo para o veredicto pois, caso o formato de resenha não fosse este, eu poderia desenvolver um longo texto (uma review isolada) somente falando sobre os pontos mais destacados desta temporada e as marcas profundas que ela deixou na série devido sua nítida relevância.

Veredicto:

Sou meio suspeito para falar sobre se esta deveria ou não ser a última temporada. Vimos um desfecho que poderia ter sido considerado como definitivo sem nenhum problema. Infelizmente, nem tudo é como queremos. Kripke encerrou sua participação como roteirista principal e gostaria que esta 5ª temporada fechasse com chave de ouro a história dos irmãos Winchester, mas, pela ótica da emissora, a mesma pedia por uma renovação dados os números de audiência. Indo direto ao ponto: Foi uma temporada firme, equilibrada e com um desenrolar mais denso, às vezes pendendo para sacadas humorísticas, outras para momentos mais dramáticos, tudo, claro, executado com um forte equilíbrio narrativo.

NOTA: 9,0 - ÓTIMA

Melhores episódios: "Sympathy for the Devil (5x01)", "Good God, Y'All (5x02)", "Free to Be You and Me (5x03)" (teve um ótimo começo, retratando a separação dos irmãos decidida no episódio anterior), "The End (5x04)" (este aqui dispensa comentários), "I Believe the Children Are Our Future (5x06)", "The Curious Case of the Dean Winchester (5x07)", "Chaning Channels (5x08)", "The Real Ghostbusters (5x09)", "Abandon All Hope (5x10)", "Sam, Interrupted (5x11)", "The Song Remains The Same (5x13)", "My Bloody Valentine (5x14)", The Dark Side Of The Moon (5x16)", "99 Problems (5x17)", "Point no Return (5x18)", "Hammer of the Gods (5x19)", "Two Minutes To Midnight (5x21)" e "Swan Song (5x22)".

Pior episódio: "Fallen Idols (5x05)".


Post com as 10 melhores frases da série:

http://universoleituracontoscreepys.blogspot.com.br/2014/10/10-melhores-frases-de-supernatural.html



*As imagens acima pertencem aos seus respectivos autores e foram usadas para ilustrar esta postagem sem fins lucrativos ou intenções relativas a ferir direitos autorais. 

* Fontes das imagens: coffeabreak.com 
                              www.supernaturalwiki.com 


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