segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Crítica - Terremoto: A Falha de San Andreas

Divulgação: Warner Bros. Pictures

FICHA TÉCNICA:

Direção: Brad Peyton.
Produção: Beau Flynn, Hiram Garcia, Tripp Vinson.
Gênero: Ação, Aventura, Catástrofe.
Duração: 114 min.
Ano de lançamento: 2015.
Elenco: Dwayne Johnson, Carla Gugino, Alexandra Daddario, Paul Giamatti.


Mais um filme do subgênero "Catástrofe" sendo resenhado por aqui e ainda não consigo entender o que me leva a insistir em um estilo de produção que se encaminha para o desgaste iminente. Todavia, não creio que a minha insistência seja comparável á dos produtores e roteiristas que tentam fazer destes blockbusters (não acho que atualmente são dignos do termo) produções com grandiloquência elevada ao que se pode definir como "épico" e buscando ultrapassa-la a cada novo filme. Então, porque este blogueiro solitário que vos escreve ainda se permite a conferir longas deste tipo mesmo sabendo que existem remotas chances de vislumbrar algo nunca antes visto em outro de similar gênero? Pois é... talvez eu seja masoquista e goste de matar meu precioso tempo me iludindo com mais um filme destruidor de cidades. O alvo da vez foi "Terremoto: A Falha de San Andreas" (San Andreas, no original). Com relação à desgaste, menciono o gênero Terror, um dos meus favoritos, mas que, ao menos, dá para depositar alguma esperança dependendo de vários aspectos, então ponho fé numa salvação e tenho até algumas produções em mente para poder acompanhar quando houver oportunidades (uma delas é o famoso "A Bruxa"). Mas o assunto aqui é o mais recente clichê catastrófico (no mau sentido) que acompanha a desesperada corrida de um piloto de busca e resgate e sua ex-mulher com o objetivo de salvar a filha enquanto um terremoto, cuja magnitude é a maior já registrada, sacode São Francisco.

Cego pela curiosidade, esperei algo do nível de "2012", então aquela (exagerada) cena do terremoto com aqueles efeitos especiais magníficos sobressai à todas as sequências de ação de "San Andreas". Nem mesmo o drama acerca do relacionamento entre o personagem de Dwayne Johnson (não o acho tremendamente carismático, mas consegue sobrepujar o destaque dos demais personagens) e sua ex-mulher, interpretada por Carla Gugino, conseguiu disfarçar a precariedade de conteúdo do roteiro, como quase 90% dos filmes do gênero se prestam a fazer, sempre priorizando o uso abusivo dos efeitos especiais, então essa "muleta" não serviu mesmo para nada.

Por outro lado, as situações envolvendo a personagem Blake (Alexandra Daddario) nos fazem, gradualmente, se importar com seu desespero, com sua luta por sobrevivência ao lado de Ben (Hugo Johnstone-Burt) e o garoto Ollie (Art Parkinson), e certamente é a única personagem com quem você cria uma empatia, por quem você torce para ser salva. Seu saldo final foi positivo, embora seu início tenha sido entendiante de modo a julga-la como uma chata que ficaria gritando o filme inteiro e seu desfecho ter sido diferente do que eu esperava.

As exceções foram alguns poucos momentos passageiros de humor, os quais, muito provavelmente, não serão muito lembrados por mim daqui à umas... duas semanas, creio.

Minha última review, escrita e publicada no ano passado, a respeito de um filme-catástrofe ("No Olho do Tornado") foi curta, e, claro, com esta não poderia ser diferente devido à pouquidade de elementos proveitosos em um longa do tipo, ainda mais este com um ritmo relativamente acelerado, mas falho em termos de condução do enredo e introdução de dramas para tornar a humanidade dos personagens mais convincente, algo que até funciona em alguns instantes, mas não o suficiente para salvar o longa como um todo da onda de clichês.

Com toda a certeza, meu (único) favorito do gênero ainda permanece sendo "Armageddon (1998)".

Veredicto:

Fazendo pouco caso de uma abordagem mais profunda dos dramas dos personagens, "Terremoto: A Falha de San Andreas", em contrapartida, tem êxito em tornar mais próximo da realidade todo o pânico da população reagindo aos intensos abalos. No entanto, prefere atribuir mais importância ao atraentes efeitos especiais, pouco cativantes ou surpreendentes, além da sensação de "vazio" quando se analisa o enredo em sua totalidade. No mais, não apresenta absolutamente nada que já não tenhamos vistos em produções anteriores, podendo ser, estupidamente fácil, considerado como apenas mais um no meio de tantos e tantos outros longas superficiais do capenga cinema-catástrofe.


NOTA: 6,0 - REGULAR

Veria de novo? Provavelmente não.

PS¹: Para dar aquela diferenciada bem dramática, Blake deveria ter morrido, assim pouparia-me do clichê "começar do zero" mencionado na última frase por Ray (Dwayne Johnson).

PS²: A morte tragicômica de Daniel (Ioan Gruffund) foi super merecida!



*A imagem acima pertence ao seu respectivo autor e foi usada para ilustrar esta postagem sem fins lucrativos ou intenções relativas a ferir direitos autorais. 


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