Crítica - Dragon Ball Super (Arco 5)


Arco 5 - Goku Black/Zamasu/Trunks do Futuro

Finalmente pude conseguir voltar a produzir as esporádicas reviews de animes! Só aguardei um tempinho de "folga" dos demais compromissos, uma brecha inescapável que a procrastinação, felizmente, não permitiu bloquear, ainda que exista toda a pressa de entregar tudo no tempo mais otimizado possível e como muita correria e pouca revisão não acaba bem, vou aproveitando as chances quando dou suspiros de alívio por trabalhos parcialmente concluídos que possibilitam-as.

Bem, antes de começar a crítica por definitivo, só gostaria de deixar registrado o quão feliz estou pela dublagem brasileira da série ter sido enfim confirmada - poucos dias atrás - para o delírio do fandom. O estúdio certo, o elenco certo, mas... Cartoon Network!? Hum, sei não... Apesar disso, é uma excelente notícia, porque censura já veio na encomenda então a exibição não será de todo problema se a preocupação/neurose for com a violência, nesta série, claro, bem amenizada por razões óbvias.

Vou fazer algo meio diferenciado do que o habitual, irei comentar por tópicos - alternando um pró e um contra em vez de ser "cada um no seu quadrado" - sobre alguns aspectos relevantes a serem destacados nesta saga que veio carregada de muita promessa. Será que cumpriu? Ficou devendo muito? Pouca coisa se salvou? Ou é a melhor saga da fase Super até agora? Se sim, foi no mangá ou no anime? Veja minha opinião honesta logo abaixo.

AVISO: A crítica a seguir contém SPOILERS.


😀 A volta do guerreiro que lutou bravamente pela sobrevivência de seu mundo

Seja fanservice ou não, é o Mirai Trunks, não qualquer personagem, e seu retorno foi mais que bem-vindo para dar aquela engrossada no caldo no que tange ao narrativo. O guerreiro do futuro marcou sua presença com um aproveitamento aceitável e todas as características mantidas, além de uma evolução notável tanto em aspectos emocionais quanto em aspectos relacionados ao seu condicionamento como saiyajin híbrido. Não teve como não sentir sua dor ao presenciar a morte de Mirai Bulma pelas mãos do então misterioso inimigo que estava tocando o terror no futuro. Esta saga também caiu bem ao momento difícil do personagem, que carecia de um motor para motiva-lo a ir á luta contra Black, o que não só o pequeno Trunks proporcionou (gostei muito da interação dos dois, diga-se de passagem, sobretudo no episódio 59), mas Goku e Vegeta - com seus níveis saiyajins apoteóticos - também foram essenciais para estimular seu instinto de bravura e seguir em frente naquela batalha até o fim, pois mesmo sendo de uma linha do tempo alternativa, haviam vidas ameaçadas e uma guerra contra um poderoso inimigo travada por um homem só - sim, Mai leva crédito por alguns atos, mas a Resistência era insuficiente perante a um poder acima da compreensão de meros mortais.

😟 O cabelo de Mirai Trunks 

Então, acontece que esse detalhe realmente me causou um incômodo quando inicialmente as notícias sobre a saga começaram a pipocar na internet, especialmente quando a primeira imagem oficial de Trunks foi lançada. Juro que torci o nariz para a coloração alterada do cabelo do personagem. O único ponto de vista que mantenho é sobre a desculpa esfarrapada de que era para não confundir os dois Trunks. É sério isso? Assim subestimam a inteligência do público infantil que acompanha semanalmente. Nem vou me aprofundar nas diversas variações de colorações capilares divulgadas em mangás, artes e guias. Trunks já teve cabelo roxo no GT quando no Z era cinza e creio que ninguém na época ficou de mimimi. Na verdade, eu nem deveria usar GT como parâmetro. De qualquer forma, a justificativa para a mudança soou forçada, todavia deixei de lado o embrulho estomacal que ela me fez ter antes mesmo da saga começar a ser exibida na Fuji TV - afinal de contas, a Bulma ganhou coloração similar nessa fase, então pode-se deduzir que Mirai Trunks sofreu uma mudança gradual, da raiz até as pontas, tendo a cor de seu cabelo assemelhando-se a cor do de sua mãe como uma alteração natural advinda de seu DNA, algo que espera-se que aconteça com o (ainda) pequeno Trunks quando atingir a idade (o Mirai está na casa dos 30, certo?) de sua contraparte do futuro. É isso ou Mirai Trunks experimentou a tintura da sua mãe, cuja contraparte do passado também usou. Mas que não tinha problema nenhum em colocar ambos os Trunks contracenando com a mesma coloração de cabelo, de fato não tinha.

😀 A inclusão de Mai no núcleo do protagonista da saga

A cena do episódio 63 que corresponde ao ato um tanto teimoso da personagem Mai, no qual ela tenta atingir Goku Black com um tiro de sniper (é assim que se chama?) me remeteu aos tempos áureos de Dragon Ball, me fazendo lembrar da Launch, daquele cara que tentou matar Majin Boo e acabou atirando no cachorrinho do Satan, enfim... Imaginava que a censura vigente fosse um impeditivo a apresentação e uso de objetos letais como armas de fogo. Mas o tópico em si volta-se ao fato de Mai, uma personagem com uma contraparte que em duas sagas serviu como um alívio cômico de arrancar bocejos de tédio ao lado de dois patetas (Pilaf e Shu), consolidar-se como um elemento de peso à trama quanto a ter uma serventia ao papel de Mirai Trunks na questão proteção. Sua determinação ao comando da Resistência foi digna de reconhecimento e seu desenvolvimento na relação com Mirai Trunks teve um saldo positivo (destaque para o beijo do episódio 63, onde também Goku admitiu nunca ter feito isso com a ChiChi). Então, nem precisa adivinhar qual minha Mai favorita, né?
Não vou comentar a paixonite da pequena Mai pelo Mirai Trunks (lembrando que a gangue Pilaf regrediu na idade por um desejo à Shenlong) por considerar um detalhe bobo e sem mérito algum de ser destrinchado.

😟 Oscilação constante na qualidade estética

É, não há de se duvidar que após o polêmico episódio 05 uma parcela do pessoal old school da fanbase tornou-se exigente demais com relação à animação, sem que haja um episódio que não tenha ninguém reclamando dos traços. Sempre alguém irá reclamar, e Dragon Ball Super não agrada raízes e nutellas o tempo todo. Não tanto como nos dois arcos anteriores, a qualidade técnica persistiu na "montanha-russa", ora às vezes conseguindo disfarçar, ora ás vezes bem explícita. Mas...

😀 ... o episódio 66 foi um primor de exibição!

E não foi à toa. Era o retorno de Vegetto, a fusão mais forte. Ponto para a produção do anime em produzir esse episódio marcante para a saga e cheio de fortes emoções. Tenho focado bastante em Mirai Trunks na review, mas vou falar de Goku e Vegeta. Entretanto, como contra.

😟 Protagonismo do lado errado 

A partir do episódio 56 - após as suspeitas da ligação do kaioshin do Universo 10, Zamasu, com Black serem reforçadas -, o enredo tomou uma direção cansativa, com aquele vai e volta da máquina do tempo, mas o grande problema mora na dupla da pesada e do barulho, Goku e Vegeta, que praticamente apossam-se do enfoque que deveria ser oferecido á Trunks, como se a situação geral dependesse única e exclusivamente deles. Trunks ficou ali no canto mais assistindo do que auxiliando no desdobrar da batalha. Pelo menos essa foi minha impressão. Ao menos, houve uma retomada desse destaque (que só deu sinais de que existia até o episódio 54)no pré-clímax da saga com a morte de Gattai Zamasu - remetendo bastante á ocasião em que Mecha Freeza é fatiado. Não condeno o protagonismo de Goku, ele é o fio condutor de quase toda a obra, não que eu quisesse ele e Vegeta agindo como suporte motivacional para o Trunks, mas, venhamos e convenhamos, a saga deveria girar em torno do propósito de Mirai Trunks. Pior que nem no mangá isso acontece.

😀 Vegeta menos anti-herói 


O Príncipe dos Saiyajins mostrou-se 99% guerreiro da justiça, mas com aquele 1% de maldade. Sim, ele passou por maus bocados nas mãos de Black, mas obteve sua revanche em um momento glorioso, provando que se dar por vencido numa primeira luta jamais é uma opção para ele. Foi assim com Freeza. Vegeta, nitidamente, é o personagem que mais evoluiu nessa fase, apresentando um caráter perseverante quanto ao mundo decadente em que seu filho luta para proteger. Sua cena de despedida à Mirai Trunks, no corrido episódio 67, teve uma atmosfera criada na medida que o momento pedia. E, claro, vale mencionar a cena em que o saiyajin de classe alta se põe na frente do ataque de Gattai Zamasu a fim de proteger seu filho. Um gesto nobre realizado por Piccolo duas vezes, ficando empatado com Vegeta (lembrando que já fez algo parecido na saga Potofu). Por mais boa que tenha sido a cena, creio que a série precisa de um up bem maior para ter que superar o abraço e o discurso dado antes de uma das cenas mais icônicas da fase anterior.

😟 Podia ter sido diferente... talvez até seria melhor

Quando vi o brinco Potara verde em Goku Black, de início, encarei como se não fosse nada demais, porém aparentava ser levemente desconexo com o que se esperava de um personagem que faria contraponto ao nosso conhecido Goku tal como alguns super-heróis da Marvel e da DC que enfrentam suas versões malignas (Flash - Flash Reverso, Superman - Bizarro, Shazam - Adão negro etc). Eu esperava uma trama que desconstruísse o manjado padrão "Inimigo/oponente mais forte a cada saga" (Bills e Champa encaixam-se melhor na segunda definição). Black poderia ser o próprio Goku (em vez de ser só um Zamasu de uma outra linha temporal) revivido e lobotomizado através de uma experiência feita por algum remanescente oculto da antiga Red Ribbon que estaria arquitetando um plano vingativo contra Trunks, pelo mesmo ter derrotado os androides 17 e 18 além de Cell Imperfeito. Em suma, um enredo de menor grandiloquência, sem necessariamente envolver deuses, sejam kaioshins ou hakaishins (ou anjos, como foi revelado o que são Whis e Vados), promovendo um descanso até que fossem utilizados oportunamente. Teríamos uma saga mais consistente e com saldo mais satisfatório caso deixasse de lado o foco em níveis absurdos de poder que foram tão explorados nesta saga? Nunca saberemos.

😀 Design, desenvolvimento e participação de Goku Black



Nunca antes na história de Dragon Ball tinha-se visto um antagonista com tamanha mania para frases de efeito como Black. Ou deveria dizer... Zamasu? Enfim, o cerne do personagem pode não ter sido dos melhores (que, por sinal, só agravou com o entendimento das linhas temporais), mas em compensação tivemos um vilão com uma malevolência bem conduzida em seus atos e modo de se portar, chegando, por vezes, a exibir traços faciais que implicam julgar sadismo e psicopatia claros. Não posso encerrar esse tópico sem citar as diversas teorias relacionadas ao vilão a respeito de sua verdadeira identidade. Tinha quem defendesse a hipótese de ser o Goku que não bateu a cabeça. De que era um androide. Ou até mesmo o Broly que sairia de dentro dele a qualquer instante. Mas se existe teoria sobre Black que conseguiu maior atenção, certamente é a que pregava que, na verdade, não era exatamente Goku... mas seu segundo filho, o Goten! Sim, indo nessa onda muito louca de ideias, tinham-se uma suspeita de que ocorreu Goten vs. Trunks no início da saga. Amigos no passado, inimigos no futuro. Só que não. Ainda bem. E não parou por aí: Houve até quem teorizasse sobre um Vegeta Balck... ops, Black.

😟 Super Saiyajin Rosé não foi, digamos... o ápice da beleza. 



Uma transformação difícil de julgar, confesso. Foi um esplendor para alguns e um forçação de barra para outros. Não direi que é forçado. Talvez a intenção tenha sido contrapontar ao Super Saiyajin Blue - utilizado à exaustão nos combates no futuro -, pois, teoricamente, Zamasu, sendo um kaioshin e possuindo o corpo de um saiyajin, teria à sua disposição mil e uma maneiras de forjar e masterizar o ki para inúmeras transformações, mas acabou vendo no Rosé não só um artifício de provocação mas também a sua melhor versão super saiyajin usufruindo das habilidades de Goku (que pertence a uma outra linha temporal e teve o corpo trocado com Zamasu em um pedido feito à Super Shenlong antes do aprendiz de kaioshin assassinar seu tutor, Gowasu, também conhecido como velhinho do chá). Esse Super Saiyajin God anômalo, a meu ver, cairia melhor numa aparência que correspondesse ao nome do personagem. Eu apoiaria um Super Saiyajin Sombra, com aura preta (como visto na forma base de Black em sua primeira luta com Goku depois de seguir o rastro da máquina do tempo e chegar ao passado através do anel do tempo, de uso exclusivo aos kaioshins) e um cabelo de tom preto azulado. É só uma sugestão de um espectador que nunca na vida deu um centavo dele para a Toei. Francamente, achei bem méh (nada contra a cor, só não achei tão interessante).

😀 Agregamentos bacanas ao cânone



A começar pelo lance dos anéis do tempo, que foi bom de se acompanhar cada explicação sobre, mas que acabou por complicar outro probleminha que falo no próximo item. Pelo que pude depreender da explicação, cada linha do tempo gerada automaticamente cria um novo anel. Passando também pela revelação de que kaioshins e hakaishins (Deuses da Destruição) possuem suas vidas ligadas. Matar Bills nunca se revelou tão estupidamente fácil. Se você manda o kaioshin pro beleléu, o hakaishin, consequentemente, também se dá mal. Outra coisa bem legal foi o esclarecimento dado por Gowasu, no pré-clímax da batalha contra Zamasu, sobre a duração da fusão Potara. Na ocasião em que Vegetto fora absorvido por Boo, o tempo da fusão não diminuiu por conta disso. Na verdade, ela dura somente uma hora quando há uma fusão entre seres não-kaioshins (mas fusões entre kaioshins e outros seres também são eternas, porque basta um kaioshin para essa regra funcionar. Como prova, temos o Ro-Kaioshin e a tal bruxa). Com Vegetto já logo transformado em Super Saiyajin Blue esse tempo foi drasticamente reduzido, fazendo a participação desse querido personagem ser tão efêmera.

😟 Bagunça temporal 

Já dá para competir no páreo com a franquia X-Men da Fox (mas se for comparar, a cronologia dos mutantes é bem mais ferrada, em meu ver). Acho que deve ter sido esse deslize que me fez acreditar que uma saga menor (não em episódios, mas em magnitude) promoveria resultados menos problemáticos. Sabe-se que o conceito de linhas temporais em Dragon Ball é um tanto peculiar (tanto é que usei esse modelo em uma de minhas séries aqui do blog, mas de forma comedida). Voltar ao passado é o mesmo que criar uma "bifurcação" temporal: tem-se a linha do passado que você alterou e outra existindo como se você nem tivesse voltado, ambas paralelas. O "brilhante" plano de Zamasu só estragou a brincadeira. O Zamasu que teve sucesso em matar seu mestre (depois de matar Shin e Bills) após trocar de corpo com Goku (vingando-se pela humilhação que sentiu ao ser vencido por um mero mortal que se achava) e matar ChiChi e Goten na linha alternativa sem número acaba indo ao Décimo Universo para aliar-se com sua duplicata possuía os mesmos intentos. Novamente as Super Esferas do Dragão foram usadas, desta vez para conceder imortalidade ao Mirai Zamasu, tornando essa dupla da pesada completamente imbatível. Daí então surgiu a ideia do plano Zero Mortais depois da morte de todos os deuses. E o que foi aquela incerteza sobre a morte de Zamasu, da linha temporal que se passa a série, pelo Hakai do Bills (cena mais marcante da saga, por sinal) afetar ou não o futuro? Uma mudança na linha temporal provocada por um deus, segundo Bills, acarretaria em mudanças no futuro. Não foi bem assim, como esperado. Independente de ser deus ou mortal, eliminar algo que poderá causar problemas no futuro de outra linha alternativa não modifica nada, não influencia em nada, muito embora consiga remediar esse mal "adormecido" (que quase pôs as garras de fora, se não fosse pela intervenção do trio Bills, Goku e Shin) na linha do tempo em que aconteceu. A bagunça ficaria pior se Zamasu estivesse acima de qualquer suspeita e obtivesse êxito em matar seu mestre (cansado demais em ficar servindo chazinho quando podia estar espalhando a "justiça" absoluta pelo mundo) para enfim roubar o corpo de Goku e aterrorizar aquela linha temporal primeiramente. Que bom poderem evitar um segundo Black e uma confusão que só prejudicaria o enredo, mas, ainda assim, não foi suficiente.

😀 Reverenciem-o! Adorem-o! O deus da justiça absoluta, Kira... quero dizer, Zamasu! 

Só na broderagem 
Um kaioshin vilão até que não soa uma ideia ruim. A serventia desse elemento foi conveniente para mostrar que em um coração iluminado podem surgir trevas. O desenvolvimento de Zamasu foi contra a todo o maniqueísmo predominante na série por tantas sagas. Isso me recorda de quando assistia Dragon Ball Z na TV Globinho, mais precisamente a primeira aparição do Shin e de seu assistente Kibito (bastante apagado na saga aqui resenhada, acho que apenas apareceu no episódio 55 focado na amizade entre Goku e Zen'oh). Eu também imaginei, a princípio, que ele fosse um vilão com aquela expressão suspeita de observar os personagens, aquele sorrisinho com olhar estreito. Bem, aqui não há nenhum engano. Zamasu converge para ser um dos vilões mais obcecados por matança e destruição de toda a história de Dragon Ball. Dentre essa metamorfose psicológica, tivemos bons momentos filosóficos entre mestre e aprendiz, Zamasu e Gowasu discutindo sobre a humanidade até criar-se toda uma divergência de opiniões. Me foi estranho Gowasu não ter percebido a índole do seu sucessor ou nem sequer temido os rumos que ele trilharia caso quisesse resolver o problema da existência dos mortais com tanto radicalismo e violência, como viu-se na cena em que ambos visitam o planeta Babari, onde o vilão não se retrai em provar ao seu mestre que leva seu ponto de vista a sério, até demais, sem disposição para mudar. Gowasu estava dando lições que um monstro em formação, bem debaixo do seu nariz, não mostrava-se disposto a absorver, mas o vício por chá não deixou ele pensar direito. É inegável que toda essa megalomania de Zamasu é facilmente comparável à ideologia de Ligth Yagami, o implacável assassino que usa como arma o caderno sobrenatural Death Note e se proclama deus do novo mundo quando o poder entorpece sua mente. Kira e Zamasu possuem semelhanças cristalinas. Ambos anseiam propagar a justiça, mas com meios obscuros, e quem se opor aos seus ideais é tão mal quanto os que espalham o mal na prática. A postura de ovelha negra de Zamasu foi bem trabalhada. Não posso dizer o mesmo de seu mega-plano...

😟 Plano Zero Humanos 

Todo o seguimento para que Zamasu tornasse-se o que estava predestinado a ser foi um ponto acertado no enredo, mas qual o objetivo em matar todos os mortais de todos os universos sendo que um deus para ter seu ego amaciado requer adoração? Se quer ser reconhecido como um deus com ideais inquestionáveis e poder supremo, seria lógico forçar seus oprimidos a seguirem seus regras até a morte, certo? O que sobra para destruir quando não existe mais nada nem ninguém para que você prove sua superioridade? Faltou um pouco de inteligência no personagem nesse ponto.

😀 Elementos nostálgicos 

De flashbacks entre Mirai Trunks e seu mestre Gohan à aparições de personagens das antigas (como o androide 8 e Yajirobe - só faltou aquela menininha ruiva da Aldeia do Norte, a Suno), a saga exibiu um desfilar de auto-referências e reutilizações nostálgicas, sendo a mais destacante delas a técnica Mafuba, usada por Trunks para prender Zamasu - e pelo que parece é bem típico dos híbridos aprenderem uma coisa nova só olhando, vide Goten e Trunks com seus super saiyajins precoces, então o que Goku demorou numa madrugada inteira para aprender, Trunks levou alguns segundinhos num vídeo protagonizado por Piccolo em um tutorial super-rápido.

😟 Final apressado 

Então, o momento de brilho que só Mirai Trunks merecia logo ao clímax teve todo o seu impacto jogado no lixo com o revival súbito de Zamasu que, sabe-se lá como, proliferou sua forma incorpórea por todo o universo como uma praga super-mortal de uma maneira meio tosca, e como vingança ficou atirando para todos os lados, de fato "metendo o loco" em todo mundo. Claro, a solução para isso foi o botão que Zen'oh-Ex-Machina-Sama deu a Goku para chama-lo em caso de emergência (ou quando quisesse brincar com ele). O resto é bem previsível. A linha temporal foi apagada. Trunks e Mai irão para uma outra para ter de conviver com suas duplicatas (houve até um erro de tradução na legenda que dizia que os dois deveriam mata-las, mas logo a fala de Whis foi corrigida). Uma resolução às pressas e que entrega ao final da batalha um saldo bem agridoce.

😀 A despedida 



Me faltam palavras para descrever o que senti ao ver Gohan, em cima da hora, vir ao encontro de Mirai Trunks para se despedir - com aquele olhar e aquela franja que faz o fandom pirar porque estão raros de se ver em Dragon Ball Super. Foi uma bela cena que pude até sentir meus olhos marejando. Foi uma das cenas que me me fez sentir também que esta foi a saga de Trunks.


Considerações finais: 

Esta saga, em meu ver, convinha para colocar Mirai Trunks em meio a um conflito que envolvesse kaioshins e deuses da destruição. Não agraciou boa parte das minhas expectativas (a revelação da identidade de Black e o final foram as maiores decepções), mas seu curso de eventos proporcionou alguns bons momentos, ainda que curtos. Pouco se resgatou da sensação emocionante de assistir às lutas do Z, mas permanece assistível (graças também aos momentos de humor) apesar do duro obstáculo que é a censura.


NOTA: 7,0 - BOM 

Veria de novo? Provavelmente sim. 





*As imagens acima são propriedades de seus respectivos autores e foram usadas para ilustrar esta postagem sem fins lucrativos. 

*Imagens retiradas de: http://papobarbaro.com.br/dragon-ball-super/
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