quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Crítica - Invocação do Mal


FICHA TÉCNICA:
Direção: James Wan
Produção: Tony DeRosa-Grund, Peter Safran, Rob Cowan
Roteiro: Chad Hayes, Carey Hayes
Gênero: Terror/Suspense
Duração: 112 min
Ano de lançamento: 2013
Elenco: Vera Farmiga, Patrick Wilson, Ron Livingston, Lili Taylor

Um dos filmes de terror mais populares do ano passado foi um dos que esteve na minha mira esta semana. Confesso que só lembrei de assisti-lo após ver o trailer de "Annabelle", derivado do filme que é centro desta análise. Pesquisei um pouco sobre a tal história que dá a temática ao filme, pois a espera era de um longa que tratasse os velhos clichês dos filmes paranormais de uma maneira mais diferenciada, sem se igualar a outros similares do gênero. Fato é que o terror sobrenatural cinematográfico está desgastando-se notavelmente, mas sequer os idealizadores conseguem enxergar isso, acabando por insistirem e baterem na mesma tecla, com zero de inovação no resultado final.
Vou ser honesto: Invocação do Mal está aí para provar que até mesmo os piores clichês podem ser conduzidos a um outro nível.

Carregado pela típica frase "Baseado em fatos reais" (me espanta ainda insistirem nesse pleonasmo), o filme de James Wan (Jogos Mortais, Sobrenatural) usa tal argumento para mostrar ao espectador a veracidade que a trama têm em relação à história real, principalmente ao que ela contém. Isto abre espaço para a inserção de inúmeros exageros notáveis durante as cenas mais tensas, exageros estes que ora parecem desnecessários ora empolgantes. O tom sombrio ajuda a dar o clima certo, e casou perfeitamente com a época em que o longa se passa. Tudo é conduzido naturalmente, mas até certo ponto as coisas parecem acelerar, logo quando entram em cena os demonologistas na casa dos Perron.


O suspense vai atingindo seu ápice à medida que o silêncio se prolonga por mais alguns segundos, auxiliando nos posteriores sustos que o espectador leva. A experiência torna-se "melhor" deixando apenas a luz da TV (ou do PC) em meio a escuridão. A questão mais pertinente vêm á tona nos minutos finais do longa, tornando, de certa forma, uma verdade incontestável de que entidades demoníacas (tal como o diabo) existam e estejam entre nós, não descartando também a existência de seres benignos, tal como Deus, e todos os questionamentos presentes levam à trama a um clímax que não tem como não lhe fazer lembrar do clássico "O Exorcista". As meninas da família Warren cumpriram bem seus papéis, transmitindo a seriedade e o pavor ao testemunhar os eventos paranormais. O desfilar de clichês é ininterrupto, no entanto, pela maneira como são conduzidos pouco incomodam. O casal Warren exercem fundamentalmente seus respectivos papéis. Vera Farmiga como Lorraine Warren passa verdadeiramente preocupação ao investigar a casa. Já Patrick Wilson executa bem sua atividade e a obrigação de livrar a família do mal instalado na residência.


A boneca Annabelle, ainda que pareça ofuscada, exala preponderância em sua cena de maior destaque, esta também uma das mais tensas do filme. A proposta geral de todo o longa cumpre-se de maneira bastante aceitável, mesmo não sendo algo de qualidade equivalente à clássicos atemporais, mas têm seu valor como uma boa trama de assombração.
Invocação do Mal não é o maior filme de terror do ano em que fora lançado, tampouco salva o gênero, mas para quem procura se divertir levando uns bons sustos é uma ótima pedida.
Veremos se "Annabelle" realizará tal proeza.

O que ficou legal: Exorcismo de Carolyn Perron e sua transformação; Boneca Annabelle; Suspense bem executado. Algumas explicações sobre tudo o que concerne atividades sobrenaturais.

O que não ficou legal: Algumas cenas entendiantes.

NOTA: 7,5 - BOM  

Veria de novo? Sim.

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