quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Prisão


Abrindo os olhos só enxergo a escuridão densa... fechando-os só testemunho o vazio interno que me consome... enfim, a mesma escuridão, só que menos consumidora do que a que se faz externa.
Abrando minhas aflições encarando este vazio como a única chance de resistir ao medo. O medo de permanecer vítima eterna da solidão... mas ela continua ali, como um espírito zombeteiro vagando sem rumo por esta casa escura.

Sem saída, coloco à prova todos os meus pavores remoendo as incertezas do futuro. Era pra hoje ser um dia especial... mas eu e minha solidão destruíram tempos que na teoria eram aprazíveis, porém, na realidade mostraram-se opostos. Fui submetido a ter que aceitar o destino que acharam-me que seria o melhor pra mim, o que incluía conformismos, aceitações injustas e desapegos forçados. Caminhei contra a maré e aqui estou... aberto a sugestões para continuar seguindo em frente, mas fechado demais para expressar tamanha revolta.

Encontro-me neste lugar do qual não me desprendo, reprimindo meus desejos mais intensos.

Consigo ver a longínqua luz, bem lá no finalzinho, em uma pequena brecha quase imperceptível de uma porta...

Uma guerra interna inicia-se. As coisas parecem caminhar para uma só direção. Se tudo começou com esta solidão... então talvez seja com ela que tudo irá terminar.

2 comentários:

  1. Acho legal quando se aventura para esse lado do romantismo da 2° fase. Texto pesado, mas bem reflexivo. Faça mais.

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    1. Obrigado pelo reconhecimento Sah :)
      Tenhas certeza de que és um leitora importante pra mim. Com certeza virão mais nesse estilo.

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