domingo, 6 de dezembro de 2015

Lembranças fugazes


Minhas perspectivas mais pulsantes se afixam no passado.
Vejo uma densa névoa se formando em torno...
Ocultando todos os momentos celebrados e vivenciados.
Enturvando as visões que antes pensei em resgatar.

Tal como um belo jardim cultivado e preservado.
Um dia perde sua cor, aquilo que o torna admirável.
Fui o mais longe que pude apenas para reencontrar vivências.
Reprises vagas que aos poucos vão murchando.

Algo me diz para seguir em frente.
Experimentar cada segundo de uma única vez.
Desvencilhar destas memórias por definitivo.
Deixar que os monstros as devorem.

Mas como prova de meu desmérito, não cumpro com a palavra.
Ainda que resistente ao passado...
Estou descomprometido com o presente.
E indiferente ao futuro.

Uma vagueante alma carregando um destino sem memórias a compartilhar... sem um valor a reconhecer... sem um caminho a seguir.

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