5 desafios que enfrento como contador de histórias


Percebo que há tempos não faço listas para o blog, o que, ligeiramente, me faz lembrar de alguns "rascunhos" que praticamente deixei mofarem na geladeira - e além disso ainda não cheguei a digitar uma letra sequer neles. Entretanto, não significa que os larguei para em algum momento excluí-los. Seguirei uma direção que pode parecer simples: Tudo no seu tempo.

Criar universos fantásticos é muito mais do que um simples hobby. É uma imersão profunda em um mundo em que você gostaria de viver (dependendo da obra e sua trama). Mas como a vida, em boa parte, é feita de atravanco após atravanco, ficam sempre à espreita incontáveis dificuldades que tornam a experiência bastante diferente do aguardado. Expectativa vs. Realidade. E a realidade, como não poderia deixar de ser, deve ser encarada, independente do quão cruel ou implacável ela se mostre, e com relação à escrita de histórias fictícias a coisa não muda de figura.

Abaixo listei cinco dos mais árduos desafios que abraço e enfrento vez ou outra quando meus dedos estão digitando parágrafos e mais parágrafos de um enredo:


5 - Bloqueio criativo

Aquela ideia que surge como um súbito lampejo, você fica empolgado para transferi-la para o papel (ou computador) o mais rápido possível, pensa em milhões de coisas como personagens, cenários, tramas... e na hora de desenvolver tudo o que foi imaginado acaba não saindo nada. O desespero torna-se iminente e o "branco" parece querer consumir sua paciência e disposição a cada minuto.
As vezes o considero como o verdadeiro vilão da história. Já ocorreu comigo inúmeras vezes. Tem-se a teoria mas não a prática. Muitas das minhas saídas de emergência sintetizam-se em livros, músicas e filmes.

Mas a leitura é o poderoso remédio para esse mal (até porque um dia sem ler é um dia desperdiçado).


4 - Nomes de personagens

Chega a ser até engraçado refletir sobre minha dificuldade quanto a nomes de personagens. Tem vezes que levo horas apenas pensando em nomear aquele personagem de uma forma mais "legal". As vezes leva até dias para escolher o nome ideal. No entanto, mais recentemente estive me policiando quanto esse pormenor, mas há certas ocasiões em que isso persiste, e pode-se dizer que é um tanto relacionável ao item acima.


3 - Controle de quantidade de palavras

Lógica que muitos leitores seguem: Capítulo longo = leitura cansativa. Nem sempre. É claramente natural que os capítulos de uma história tendem a ficar mais longos por conta de uma série de fatores: Empolgação do autor, evolução na escrita, entrada de novos personagens, um enriquecimento de elementos na narrativa que a torna mais complexa/densa, etc. Se, por exemplo, uma história tiver de ser contada por temporadas com números de capítulos pré-determinados (pegando um exemplo aqui do blog: Capuz Vermelho). 12 capítulos nesta temporada. No meu caso, com a séria mencionada, comecei com capítulos de 3 mil a 5 mil palavras (no máximo, eu acho). A partir do capítulo 8 ou 10 comecei a me motivar cada vez mais a escreve-la e, inevitavelmente, os enredos tornarem-se longos, algo que se estendeu á segunda temporada e está ocorrendo agora na atual terceira.

É algo difícil de se evitar. Acredito que um autor não pode ceder as exigências de leitores que fazem parte do que eu disse na primeira linha deste item, não se convencer de que é um erro prolongar capítulos em prol da complexidade da narrativa. Isto faz com que o autor reprima sua motivação em expandir aquele universo, o faz conter sua empolgação em criar algo interessante. Se caso ele adota o seguimento de encurtar capítulos somente para agradar leitor X (o mais exigente), a história (no modelo que mencionei acima) acaba sendo prejudicada na visão do autor, algo que mais tarde, se cair na real, revela-se uma falha terrível. A trama picotada, personagens e cenas cortados ou adiados e um enredo arrastado. São estes os resultados.

Se tal leitor está insatisfeito com o tamanho dos capítulos... há duas opções: Rever os conceitos e passar a ler com mais paciência ou simplesmente abandonar a história. Afinal, não é obrigatório que ele insista em uma história cujo desenvolvimento não está o agradando.

Pode parecer necessário as vezes, mas é preciso ter ciência da importância e dos riscos que isto pode trazer. E é na revisão que esse controle pesa mais intensamente. Quanto a série supracitada, prefiro não fazê-lo. Porém, muito depende do caráter do capítulo, se ele acrescenta ou não algo à trama principal (um filler, quero dizer). Tudo depende da necessidade do andamento da trama. Afinal de contas, no geral, é o autor quem decide o que bom ou ruim para sua história. Mas se por um momento eu achar que seja necessário um controle de quantidade de palavras, posso fazê-lo, mas sendo cauteloso sobre como isso pode afetar certas coisas, sendo um dos pontos negativos deste método o corte de cenas. Logo, assim, o controle serviria para criar uma espécie de "versão final" do capítulo.

Publico capítulos longos sem sentir culpa, mas me sinto capaz de saber quando devo amenizar, quando é necessário moderar naquele momento do enredo. Usando Capuz Vermelho novamente como exemplo, o final da segunda temporada foi dividido em duas partes e ainda assim ambos ficaram longos. O motivo é um tanto óbvio. Era o clímax, repleto de revelações, de reviravoltas. Não seria nada justo picotar esse clímax e estender a temporada para mais capítulos, respeitando uma ideia que, para mim, não tem como se encaixar numa trama complexa. Fugiria da ideia pré-concebida, daquilo que o escritor idealizou inicialmente, além de que seria frustrante demais.

Portanto, a complexidade de uma narrativa não a torna algo cansativo ou tedioso. É algo que depende tanto do autor quanto do leitor. Ambos fazem a história crescer. Ambos partilham incentivos. Capítulos longos são precisos quando o enredo pede por isso e quando o autor fortalece sua motivação pela história que está escrevendo.


2 - Plagiofobia

Este que para mim é um dos atos mais abomináveis que alguém pode perpetrar para prejudicar o outro, não escolhe seu alvo. Nenhum autor realmente dedicado e comprometido com sua obra está imune a este tipo de crime. É como um psicopata: Não existe uma fórmula 100% eficaz de identifica-lo.

Como blogueiro, eu confesso ter sim um certo medo de alguma ideia minha ser surrupiada por alguém que possui a cruel pretensão de usa-la a seu favor e obter certo sucesso. Não pense que histórias com inúmeros comentários e recomendações são as mais alvejadas. Muito pelo contrário, na verdade as que menos possuem público estão na mira. O plagiador deve pensar o seguinte: "Se não deu certo com ele, pode dar certo comigo". Simples assim.

Por essa razão, me pego relutante ultimamente, estando ciente dos riscos ao se publicar algo na internet - cujos caso de plágio são um pouco mais complicados de se resolver. Tal temor gera um dilema que pode resultar em infindáveis questionamentos. Postar ou não postar? Eis a questão...


1 - Perfeccionismo 

E o último item fica para um elemento bastante dúbio para o crescimento de uma mente criativa. O perfeccionismo acompanha essa minha jornada pelo mundo da escrita de ficção desde o dia em que resolvi desenvolver meus rascunhos de fanfics no papel. Algumas vezes é tido como um fiel companheiro de aventuras, em outras como uma sombra que te atormenta até o limite.

Sendo amigo ou inimigo, é certo que eu tento ao máximo focar em seu lado positivo e benéfico. Até nos momentos difíceis (item 5) use-o a seu favor. Tentar fazê-lo "virar a casaca" quando você trava na melhor cena do capítulo. Um pouco de perfeccionismo é sim bom, desde que não exagere... pois é aí que torna-se mais fácil ele ir para o lado negro e as coisas se complicarem.


Bem, esta foi a primeira lista do ano, sei que nem a metade das dificuldades que passo como escritor/blogueiro estão aí, mas estas são as principais e realmente eu precisava desabafar sobre elas.


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