Inalcançável cura


E externo novamente todo o caos que emana de minhas palavras, me restando, por um único instante, vislumbrar as tentativas e erros cometidos ao longo desta tortuosa estrada. Enclausurei-me na Prisão que minha mente tanto ansiava, fechando-me em meu próprio casulo e deixando-me inebriar pelo dilema das Pontes e muros, mas preferindo permanecer distante, sisudo e reservado ante àqueles com quem desejavas estar ao lado, assim alimentando uma Reclusão insustentável.

Desejei Inexistir, evaporar, abandonar a casca, deixar que os Demônios à minha volta, incluindo o antigo Monstro que quer se libertar, tomassem conta de uma vez e trouxessem um findar absoluto, mesmo que causasse sofreguidão aos que me preferem vivente. Lutei uma guerra onde estava destinado a perder. Fui a insegura Ovelha negra que batalhou com as armas erradas contra os lobos que pensavam estarem certos. Então viera a paranoia, a teoria oculta do Ciclo dos três planos, seguido de uma torrente de pensamentos e sensações que se contradiziam, se amontoavam e lutavam entre si em minha mente fadada à loucura.

Também fui a Peça que não faltava, resvalada à desconsideração e escárnio da mais infame natureza, alvejada por reveses contínuos em meio a um Jogo misterioso e Imutável, no qual perder ou ganhar não pareciam fazer diferença ou simplesmente não existiam. Por pouco não considerei uma Desistência de uma existência sem insistência, dando importância ao alerta que soava sem parar me dizendo: "Apegue-se ao desapego". Mesmo que permanecer vivo continuasse cansativo. Porém, a procrastinação prevalecera, fazendo minha mente questionar: "O que ainda faz aí, parado?".

As efêmeras certificações de uma suposta cura deixaram-me em mórbido Silêncio, permitindo a entrada sorrateira da Era das trevas, determinada a destruir os Sonhos utópicos há muito divagados, como um Vírus encolerizando todo o âmago. A tela da vida ficara Incolor. O abismo da morte encontrava-se no Meu cemitério de Irrecuperáveis tempos.

Tornei-me o Caminhante invisível, a quem ninguém se importava ou interessava, rumando por trilhas sombrias nas envolventes trevas da noite, em busca de um Exílio perdurante. Talvez fora lá onde Casei-me com a escuridão, tentando deixar de ser um Colecionador de ilusões e canalizar a Raiva na conversão à uma Calmaria eterna

Sob o olhar do lobo encarei o meu eu Inconquistável, a indecisão massacrante e a Insatisfação por sempre ficar Apenas deixando passar momentos que poderia abraçar mais vivencialmente. Tão logo o passado nostálgico ficara vago em um paraíso de Lembranças fugazes.

Fui derrubado nos Degraus da escada rumo à Luz misteriosa que parecia clamar para me ter.

As velhas Multifacetas decaíram diante de meus olhos.

Apontam-se os dedos em direção ao meu pálido rosto.

O que antes era aprazível, tornou-se tédio, reduzindo bons pensamentos em Cinzas.

Quão ingênuo fui. Acreditando em mentiras que eu mesmo nutria em mim. Afugentando monstros que me tornavam mais forte, de certa forma. Palavras foram lembradas apenas como meras palavras. De fato, nunca chegaram a ser uma ponte que me alçaria ao destino. Libertação mentirosa, saturação presente. O triste palhaço agora lamenta sua risível forma, sua luta em vão e sua tristeza profundamente concebida.

A ilusória cura foi tornando-se mais longínqua em minha obstinação desmedida.

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