5 coisas que eu amo e 5 coisas que eu odeio em Dragon Ball Super


Os que amam a série talvez concordarão com meus pontos e vão achar pouco só 5 aspectos. Os que a execram talvez achem 5 um número bem exagerado. Esse post foi pensado para definir o que verdadeiramente penso a respeito da atual fase de Dragon Ball em uma análise equilibrada, avessa a qualquer expressão de fanatismo de minha parte. Modéstia à parte, me considero um fã lúcido, que tenta, na medida do possível, detectar erros e acertos e por tudo numa balança para se chegar a um veredito consciente. Dragon Ball faz parte da minha vida há 16 anos. Eu cresci com esses personagens como se eles fossem meus melhores amigos, como se eu fosse parte dessa grande família, é um anime que, como eu disse na edição do Baú Nostálgico dedicada a DBZ, com sua aparição na TV me fez sentir um amor à primeira vista, eu senti que aquela era uma obra com a qual levaria no meu coração por muitos anos, diria que até o fim da vida. Ótimo, estou começando a enrolar com essa declaração de amor, mas é só para causar um certo efeito porque essa lista foi feita com toda a sinceridade que posso manifestar.

Antes de iniciar, vamos à alguns pontos que tenho por mim serem verdades irrefutáveis:

1) Dragon Ball Super não é uma série perfeita. Na verdade, Dragon Ball em geral não é perfeito. Tem sua própria lógica, que deve ser respeitada, mas em essência não é isenta de falhas, tampouco de críticas por conseguinte delas.

2) A fanbase de Dragon Ball é uma das mais espinhosas que há. É você, um fã consciente do que está bom ou ruim, disparar sua opinião que possui base argumentativa e ser "linchado" por comentários negativos ou até mesmo ofensivos. Uma grande parcela de fãs, creio eu, começou a ver na infância, seja no SBT, na Band ou na Globo, cresceram e tornaram-se mais críticos, que é uma postura criticada pelos que inflam o peito dizendo-se verdadeiros fãs e acabam tachando o "grupo rival" de chatos. Enfim, falar de ser fã abordando como certos "fãs" se comportam isso sim é chato. Existe o fã nostálgico e consciente que cresceu vendo o anime, sabe argumentar, enxergar os fatos e aceitar novidades. Existe aquele fã nostálgico e hater que cresceu vendo o anime, mas defende seu ponto de vista com "arjumentos" e tachando a outra parcela de "nutellas" baseado em interpretações porcas. E existe aquele fã (?) que só começou a assistir por "moda" em algum Anitube da vida, demonstra certo (falso) saudosismo e critica o anime com "arjumentos" até piores que os do tipo anterior, sempre preso ao seu mundinho de faz-de-conta. Eu prefiro me encaixar no primeiro, apesar de que no meu achismo o terceiro tipo tem uma maioria esmagadora e desse eu quero distância.

3) GT é tão destoante do Clássico e do Z quanto Super, apesar de ser da mesma década em que o Z foi finalizado pois a Toei assumiu a controle criativo da obra e jogou a merda no ventilador. A diferença é que GT comete deslizes ainda mais revoltantes com incoerências absurdamente estapafúrdias. Isso passava batido na infância, justamente por senso crítico ainda não moldado e foi assim comigo: GT transmitia as mesmas emoções que o Z, mas a gente cresce, nossa mente muda, nossa visão crítica é aprimorada e despertamos para a realidade sobre os defeitos que passavam despercebidos. Um dos problemas de Super é o excesso de retcons e algumas coisas inexplicadas. Portanto, GT não é melhor que Super. É isso que eu acho curioso: Alguns criticarem Super por qualquer coisa que os desagrade como se o GT tivesse sido absolvido de seus erros, ou, pior, colocando-o no mesmo patamar de Z por uma ausência incômoda - como o sangue, por exemplo - em um comparativo pra lá de ilógico. Assim não dá, né?

Confira:

Eu amo...

1 - Os encerramentos

Algo que o anime vem acertando desde o início de sua exibição é na composição de seus encerramentos. Eu mal consigo determinar com exatidão o meu favorito. "Hello, Hello, Hello" já dá para bater de frente com "Kami-Sama pode ser cruel", arrisco dizer. Sejam as músicas ou as imagens, os curtíssimos encerramentos de Super valem cada segundo.

2 - O apelo à nostalgia 

Quantas auto-referências já foram mostradas? Pra mim foram várias, e se tem um elemento que Super tem acertado ultimamente é neste "resgate" aos velhos tempos, feito à sua maneira mas com grande estilo. Cito como exemplo o guerreiro Yadrat que integra o time do Universo 2 do Torneio do Poder. Você se lembra de qual ponto do passado a espécie desse personagem tem ligação? Foram os Yadrats do Universo 7 que ensinaram Goku a técnica do teletransporte depois da derrota de Freeza e da explosão do planeta Namekusei. Isso é somente um no meio de um desfilar bem vasto.

3 - A mescla eficiente

Me recordo de ter dito no post das reviews dos arcos Deus da Destruição Champa e Potofu que Dragon Ball Super oferece o que as duas fases anteriores possuíam de melhor: O humor inocente do "DBzinho" unificada à porradaria intensa do Z. Tá, nem tão inocente, porque nem mesmo a censura pesada inibiu os esporádicos surtos de perversão do Mestre Kame. Digo em boa parte do clássico que víamos essa comédia despretensiosa, principalmente vindo de Goku e sua ingenuidade, numa época onde a série, até certo ponto, possuía uma atmosfera juvenil que foi fraquejando com o tempo. Sendo direto: Reafirmo que sim, Super mescla de forma bem equilibrada esses dois aspectos tão predominantes nas supramencionadas fases. Lembro que ri bastante quando Goku apertou o tentáculo "errado" do Rei Galáctico - só assistindo pra saber se você não entendeu e/ou não viu - e vibrei na frenética batalha de Vegetto contra Gattai Zamasu. A comédia não se equipara ao que um dia foi em um todo, Super ainda tem que comer muito arroz com feijão, mas as tentativas foram válidas e se essa é a intenção o anime tem o mérito em se aproximar o máximo que puder disso.

4 - A expansão dos horizontes 

Já li opiniões reclamatórias de que Super deixa tudo muito "overpower", daí começa todo o papinho chato de incoerência, furo e o cacete a quatro. Fomos seguindo a escala hierárquica: No DBzinho fomos apresentados à Kami-Sama e o Templo Sagrado. Em Z tivemos Emma-Daioh-Sama, os quatro Kaiohs responsáveis pelos quadrantes galácticos e depois os Kaioshins. E no Super temos os Deuses da Destruição (Hakaishins), os Anjos, o pai de todos os Anjos Daishinkan e, por fim, o ser supremo de todo o multiverso Zen'oh-Sama. Até as esferas do dragão participaram desse crescimento. Uma gama de novas informações bastante interessantes enriqueceu a obra graças à essa extensão até o limite no decorrer das sagas e espero que mais venham (que o ki dos anjos não seja uma delas).

5 - A evolução de Vegeta... como personagem 

Porque como guerreiro ele continua aos trancos e barrancos, superado por seu maior rival. Foi ótimo acompanhar essa guinada que o personagem deu em sua vida. Vegeta está, indubitavelmente, mais humanizado e o tão aguardado nascimento de Bra reforçou essa postura, esse lado terráqueo que ele desenvolveu em sua experiência ao lado de Bulma e Trunks. Mantém o desejo de superar Goku, continua carrancudo, mas evoluiu e muito ao contrário de seu rival.


Eu odeio...

1 - O descaso com Goten, Trunks e os outros personagens

Tamanho foco em Goku e Vegeta tornam personagens como Yamcha, Tenshinhan, Chaos, Androide 18, Kuririn, Piccolo, Goten e Trunks em meros figurantes de luxo. Fora que a dupla de híbridos mal esboça sinais de crescimento. Quantos anos esses garotos estão? Tenho por mim já serem pré-adolescentes! Mas continuam com a mesma fisionomia infantil. Sim, Goku tinha uns 13 anos na saga Red Ribbon, mas com corpinho de 7. Não custaria nada oferecer mais destaque tanto aos dois quanto aos que foram rebaixados a uma figuração de luxo que beira ao descaso. Aproveitar para torna-los mais interessantes e fazer com que Goku e Vegeta não levem a série nas costas.

2 - A imbecilização do Goku 

Para se adequar ao horário matinal não era necessário transformar Goku em um bobo alegre que adora comer e lutar. Tudo bem, no Z ele demonstrava um pouco esses traços de "crianção", só que no Super elevaram isso à milésima potência. As tiradas idiotas de Goku em toda a sua ingenuidade causam saudade de toda aquela seriedade que o personagem expressava na fase Z quando o perigo ameaçava explodir. Esse Goku bobalhão e com Q.I de uma mula passou longe de uma saída inteligente para torna-lo digerível à criançada.

3 - A inconstância na animação

Como víamos Dragon Ball Super antes do fatídico episódio 05?

Certamente aqueles "bugs" na animação dos episódios das sagas Freeza e Cell passavam despercebidos. Mas foi só esse episódio pintar na tela que a memória dos fãs foi "refrescada". Nem as correções realizadas na versão para Blu-Ray apagam essas falhas da lembrança. Infelizmente, é um problema que se estendeu em muitos episódios. A Toei Muquiranation assumiu que o boom de Dragon Ball esfriou com o tempo. Fato é que a franquia não transpira o mesmo ar de outrora. Perdeu força = Economizar. Causa e efeito. Essa visão, um tanto quanto equivocada, reflete na qualidade. Quer investir num produto com anos de consolidamento e com base de fãs fiéis e assíduos, que invista com igual esmero de antes ou até melhor. Sorte que esse quadro deprimente teve uma larga melhora nos últimos meses, mas ainda falta empenho e ousadia.

4 - A falta de tensão 

Cadê aquele clima tenebroso de quando um vilão tocava o terror? Não se tem mais a sensação de perigo iminente. Resquícios bem retraídos disso puderam ser vistos na saga Trunks do Futuro com Zamasu e sua loucura. A sensação é de que tudo está "plastificado" demais. Tudo é muito alto astral em Super. Pode estar na diferença de filtros de animação. Mas mais a fundo pode estar na diferença de épocas. Os tempos são outros, o mundo está mais... sensível, por assim dizer. O que era Cell Imperfeito absorvendo aquelas pessoas ou Super Boo ameaçando a Terra não se compara a Zamasu incorpóreo matando todo mundo no futuro. Existir um pouco dessa tensão "esquecida" em Super não geraria nenhum transtorno.

5 - A censura

Podem me chamar de viúva do Z, mas se tem algo que me deixa P da vida é essa palavrinha que eu detesto posta em prática de forma muitas vezes absurda. Isso tudo me dá certeza absoluta de que Dragon Ball não é a cara do horário matinal (tá, eu assistia pela manhã na TV Globinho, mas me refiro ao fato que tal faixa, no Japão, não é conveniente para o que franquia pode oferecer). Nem sei se transferir para o horário nobre resolveria. É chato você ver um personagem levar um golpe crítico no meio da cara e sair apenas com uns risquinhos de sujeira. Infelizmente, são outros tempos e tamanha censura tornou-se um obstáculo para um resgate do que um dia foi o Dragon Ball com tiro, perigo, porrada e bomba que tanto gostamos. Ao menos tem a comédia, coisa que o anime sabe exercer muito bem porque, até onde eu sei, esse é o gênero que a franquia valorizou desde o início e que titio Akira realmente gosta de desenvolver.


Review do arco Trunks do Futuro/Goku Black/Zamasu:

http://universoleituracontoscreepys.blogspot.com.br/2017/07/critica-dragon-ball-super-arco-5.html

Reviews dos episódios de transição (68 - 76)

http://universoleituracontoscreepys.blogspot.com.br/2017/07/critica-dragon-ball-super-episodios-de.html



*A imagem é propriedade de seu respectivo autor e foi usada para ilustrar esta postagem sem fins lucrativos. 

*Imagem retirada de: http://hyppers.com/2017/08/04/dragon-ball-super-estreia-dublado-amanha-em-maratona/



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