Nem tudo é o que parece #8


Estava eu tranquilamente sentado à mesa, navegando sem rumo na net, em plena tarde de sábado, no meu notebook. Como eu morava sozinho e minha casa era propensa à invasões criminosas eu sempre, todos os dias, deixava as janelas e portas trancadas. Logo, a casa, durante esse período, não era iluminada por nenhuma fonte de luz, mas não ficava muito escuro. No dia em questão fiquei horas pesquisando por creepypastas cuja temática fosse palhaços assassinos. Nenhum resultado de pesquisa me agradou, de fato. Mas houve um que me chamou a atenção. Se chamava "CaraBorrada.com". Era o último resultado, o que logo atiçou minha quase incontrolável curiosidade.

Cliquei. Inocentemente esperava por algo inédito, mas só o que vi foi apenas uma tela branca com um rosto de palhaço com a maquiagem borrada no centro, quase igual ao Coringa, a única diferença era a expressão. Ao invés de um sorriso, parecia-me triste e sério. Minha reação nem eu mesmo sei descrever. Eu pensei: "Que tipo de administrador de site coloca apenas um rosto de palhaço na home? Que droga". Não havia mais nada. Apenas aquilo.

Desliguei o note, e fui pegar meu celular. Levei um susto medonho. Aquele rosto estava lá, junto com o fundo branco no display. Larguei de imediato e o deixei cair no chão. Pensei em inúmeras coisas terríveis. Afinal, o que podia ser aquilo?

Para tentar esquecer e me convencer de que fora apenas uma alucinação, liguei a TV. Aquele maldito rosto... estava lá também! Caí do sofá em desespero e joguei o controle no vidro da TV. Fiquei deitado no chão por um bom tempo... até a campainha tocar.

Fui atender, claro. Mas antes tive que conferir no olho mágico quem era.

Meu corpo arrepiou-se de baixo para cima... do outro lado estava um homem com o mesmo rosto! 

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Minha amiga e eu fomos juntas à um museu como parte de um trabalho da escola que, na época, estávamos fazendo. Tiramos inúmeras fotos, filmamos, enfim, diversão pura. Fomos para a ala das estátuas antigas, que, por sinal, era a que mais me fascinava, sempre admirei estátuas.

Havia uma bem estranha, que ficava em um canto quase imperceptível aos olhos, mas consegui ver graças à meu "poder" detalhista. De cara, fiquei apaixonada por ela. Era prateada, representava uma mulher (eu acho), usava uma espécie de mortalha que cobria seu rosto. Pedi para minha amiga tirar uma foto e fiquei no lado esquerdo da estátua.

Revelada a foto, fiquei chocada quando vi as mãos da estátua tentando agarrar meu pescoço. 

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Naquele dia aquilo passou a me matar de curiosidade. Isso já vinha de várias semanas, mas foi somente naquele dia que não pude resistir à tanto mistério. Sempre que eu passava próximo aonde os idosos ficavam sentados conversando, eu reparava em uma senhora numa cadeira de balanço. Ela mal interagia com os demais.

Chamei uma amiga minha para desvendarmos isto. Ficamos perto de uma árvore observando aqueles velhinhos batendo papo e lá estava ela... se balançando lentamente naquela cadeira.

- E então, o que você me diz? - perguntei à ela.

- Estranho... Por que aquela cadeira está se balançando sozinha?

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Eu quase nunca deixei meu filho brincar no porão de casa. Mas, em certo dia, aquilo passou a mudar, afinal de contas ele já tinha idade suficiente pra brincar com coisas novas.

Deixei ele entrar no porão naquele dia, enquanto eu ia ler o jornal. Ouvi sua voz reclamar do ambiente.

- Papai, não tem ninguém aqui. E fede!

- Tudo bem filho. Pode brincar de quebra-cabeça com os crânios e esqueletos que estão aí! 

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Minha vizinha havia ganhado um gato preto de presente do seu ex-marido. Eu nunca fui muito de ter animais em casa, apesar de eu ter dois filhos - um menino e uma menina - que adoram. O filho daquela mulher não parecia se divertir muito com aquele gato. Uma semana se passou, e aquele bichano ficava na janela, arranhava a porta da minha casa e miava a noite inteira como se ninguém estivesse dormindo. Além disso, me encarava como se me odiasse à primeira vista.

Na semana seguinte, fui reclamar com a vizinha sobre os miados incessantes. Tivemos uma briga feia. E aquele gato ficou lá parado, observando. Estava com os olhos fixos em mim, enquanto aquela vadia me xingava de todos os nomes.

Na noite daquele dia, acordei escutando uns barulhos esquisitos. Logo presumi que vinham da cozinha. Fui até lá, meio que cambaleando de sono. A porta da geladeira estava entreaberta, deixando escapar uma fraca luz iluminando parte da cozinha.

Mais abaixo me deparei com um corpo inteiramente ensanguentado, dava pra ver que todas as suas entranhas haviam sido arrancadas.

A última coisa que vi, antes de sair correndo para fora da casa aos gritos e chorando, foi um bicho enorme e peludo, dormindo em cima da mesa. 


FIM... por enquanto! 

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