Crítica - X-Men: Dias de um Futuro Esquecido


FICHA TÉCNICA:
Direção: Bryan Singer
Produção: Lauren Shuler Donner, Simon Kinberg, Hutch Parker
Roteiro: Simon Kinberg, Jane Goldman, Matthew Vaughn
Baseado em: Dias de um Futuro Esquecido, por Chris Claremont e John Byrne
Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica
Duração: 131 min
Nacionalidade: EUA, Reino Unido
Ano de lançamento: 2014
Elenco: Hugh Jackman, James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Nicholas Hoult

Na busca de consertar os erros (vergonhosos) de X-Men: O Confronto Final, a Fox apostou forte naquilo que garantiria a salvação da franquia em termos cronológicos. Nada melhor do que adaptar a famosa saga homônima dos quadrinhos. E para esta árdua tarefa, Bryan Singer (X-Men: O Filme e X-Men 2) foi chamado para o retorno da direção, em uma espécie de "salvador da pátria". Até entendo que muitos não conseguem engolir o estilo de direção de Singer, mas devemos aceitar que ele, como responsável não só pelo início da era de filmes de super-heróis um pouco mais sérios como também de trazer uma roupagem mais "realista" aos X-Men aos cinemas, merecia a chance de retornar exatamente pelos motivos que o fazem como criador e condutor deste universo - sim, Matthew Vaughn fez um excelente trabalho em "Primeira Classe", também seria uma boa opção.

No entanto, mesmo merecendo retornar à franquia como diretor, Singer ainda peca, mas peca muito mesmo quando a questão é a falta de ousadia. Tá, não faço parte do time que acha que os mutantes ficariam ridículos se caso usassem seus respectivos uniformes, mas pelo menos algo que aproximasse dessa abordagem poderia ser feito sem grandes problemas, se soubessem dosar o teor caricato que - se elevado - certamente arruinaria tudo. O fato é que vemos na tela a mesma maneira do diretor de conduzir um filme dos mutantes. A começar pelo protagonismo excessivo do - não mais convincente - Wolverine de Hugh Jackman. A impressão que se tem é a de que o ator, à medida que este universo avança, vai ficando cada vez menos parecido com o personagem. Sim, estou querendo dizer que este Wolverine cinematográfico está parcialmente desgastado. Ainda há o pouco do que se vê de Wolverine em Jackman, bem pouco mesmo, mas na questão da atuação o mesmo permanece como nos longas anteriores, no entanto, com a semelhança diminuindo drasticamente.

Na parte cenográfica, quase nada decepciona. A ambientação no futuro, mostrando-se sombria, casando com a tensão que a trama exige, foi deveras bem produzida. O mesmo pode-se dizer do passado, a ambientação foi representado de forma convincente. As sentinelas do futuro, as verdadeiras estrelas do show "pirotécnico" do longa, passam seriedade, o conceito com o qual elas são abordadas, as tornando modernas e surpreendentes em paralelo, é algo de se espantar por tamanha criatividade, ainda mais de algo vindo da tão criticada Fox.


Com relação às do passado, sou obrigado a dizer o contrário. Tudo bem que é década de 70, tecnologia meio primitiva e tal, maaaasss... elas poderiam ser mais "encorpadas", assim dizendo. Mas tal fragilidade que é expressada é compreensível até certo ponto. Mereciam tanto um melhor tratamento visual quanto em tempo de tela. E por falar neste último... pois bem, um erro cometido duas vezes nem sempre é considerado erro... ou melhor, 3 vezes, neste caso. Me pergunto: de que serviram aquelas novas caras que não agregaram valor nenhum à trama? Já respondo: Figuração de luxo. Nada mais e nada menos. Só estavam ali apenas como coadjuvantes descartáveis, o que inclui também Homem de Gelo, Colossus e, principalmente, Tempestade. Esta última pelo menos teve um tempo reduzido por uma razão de força maior, mas nada justifica o dos que ficaram de lado.

Bishop não chega a ser algo próximo das HQs, tampouco prima pela fidelidade com as mesmas (aquele rifle de plasma é uma piada). Blink, apesar de ter um papel fundamental para com seus companheiros, pouco tem falas, o que a desmerece totalmente. Mesmo caso de Mancha Solar e Apache, ambos ali, frágeis e perturbados com o caos vigente, apenas como alvos fáceis. O primeiro foi exageradamente caracterizado como uma versão mutante do Tocha-Humana, já o segundo nem quero escrever a respeito. Descaso resume a situação.

Por outro lado, temos o elenco do passado e um desfilar de ótimas atuações. Bolivar Trask de Peter Dinklage demonstra toda a repulsa, a preocupação e a "admiração' que têm pelos mutantes de forma bem interessante. A atuação excelente se sobrepôs ao irrelevante detalhe do tamanho do ator. James McAvoy repete sua ótima interpretação, o que se intensificou na memorável cena do encontro com seu "eu" do futuro. Michael Fassbender ainda mais ambicioso e traidor como Magneto, com um uniforme timidamente introduzido, o que elucida ainda mais o fato que mencionei mais acima. E Nicholas Hoult com seu Fera bem interpretado, e com uma transformação que lembra bastante o Hulk de Os Vingadores. E a causadora do estopim da guerra contra os mutantes, Mística, soa bem como uma das protagonistas da trama, mas Jennifer Lawrence ainda necessita de uma encarnação mas fidedigna à personagem. Talvez melhore no futuro (eu espero).
Mas há um personagem que, inicialmente o julguei como desnecessário, foi exatamente uma surpresa e tanto. Muitas análises a respeito do filme destacavam a presença deste que roubou a cena. Claro que falo do Mercúrio de Evan Peters, com uma das sequências de ação mais divertidas do longa.


Bem, em resumo, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido tem em seu contexto geral algo verdadeiramente recorrente na história da humanidade: o preconceito e o medo em relação a tudo que seja diferente e/ou fora da compreensão humana, bem como o ponto em que tudo isto pode chegar. Considerando esta ideia, o filme como um todo tem o mérito maior por abordar muito bem esse conceito. Mesmo com tudo (ou quase tudo) resolvido no final das contas, dúvidas permanecem acesas.

O único que consegue se equiparar à X-Men 2 em certos termos, mas que serviu apenas como ferramenta de conserto para a urgência causada por tamanha bagunça cronológica. Que não danifiquem este conserto em X-Men: Apocalypse.

O que ficou legal: Sentinelas do futuro; Mercúrio; Kitty Pride e a explicação de seu novo poder; Mística protagonista (pelo menos teve um pouco de destaque a mais que Wolverine no final); Atuações de Patrick Stewart e Ian McKellen; Bolivar Trask; Cenografia; Fera; McAvoy; Magneto.

O que não ficou legal: Bishop; Blink; Apache; Mancha-Solar; Sentinelas do passado; Protagonismo de Wolverine; O uniforme de Wolverine no futuro.

NOTA: 8,0 - BOM 

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Comentários

  1. Bom...Eu gostei do filme, e sou um fã incondicional da JLaw então não achei sua atuação ruim, é fato de que a personagem não demonstra a frieza que tinha na trilogia original, mas ai a culpa não é dela e sim dos roteiristas.
    O que eu também acho que já deu foi o Wolverichigo ai que já ta abusado, poxa o Hugh Jackman é um grande ator eu sou muito fã dele, mas bem que poderiam focar nos outros mutantes como no Primeira Classe, mas sei que com Bryan Singer comandando essa "turminha" vai ser mais e mais do Wolverine.
    Apesar de que a unica opção alem do Wolverine que ele esta cogitando é o "crepúsculo" de Mística, Magneto e Fera o que não é lá uma opção muito melhor.

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    Respostas
    1. Então, a tendência é realmente essa: mais destaque para o Wolverine futuramente, infelizmente.
      Sobre o triângulo amoroso Magneto - Mística - Fera, eu realmente não achei grande coisa, desnecessário até.
      Mesmo com tantas incertezas, o que vem a seguir é um dos filmes que mais espero pra 2016, só não mais que, claro, Batman V Superman rs.

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  2. Wtf? Como assim o Kitty ficou uma coisa boa? A explicação dos poderes dela foi uma bosta namoral, da um novo poder para ela só para manda o Wolve pro passado foi horrível.
    Bishop; Blink; Apache; Mancha-Solar foram oque tiveram as lutas mais épica da franquia X-Men.
    O sentinelas do passado foram bem fiéis aos quadrinhos, a do futuro que ficaram bem toscas.
    É a Jlaw tinha que sair do papel da mistica, a guria atua mal pra cacete como mistica

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