sábado, 21 de março de 2015

Contos do Corvo (Apresentação)



E assim termina o mistério! Hoje lanço minha mais nova série de terror, a qual eu vinha enrolando com quase nenhuma informação a respeito, em uns (dois) posts pequenos lançados semanas atrás. Depois de muito pensar, repensar e refletir, decidi largar os "talvez" e ir pros "finalmentes". Daí surgiu essa empreitada e espero que gostem dessa nova estória. Na verdade, serão estórias contadas dentro de uma estória ainda maior e mais complexa. O protagonista terá sua personalidade moldada no decorrer da série, ao passo em que vocês leem as insanidades e bizarrices que ele conta.

Como um padrão a ser seguido, eu deveria postar logo o primeiro conto tratando como um perfeito início. Entretanto, aproveitarei esta edição #00 (considerem como um prólogo, se quiserem, tal como Capuz vermelho teve o seu) para apenas apresentar os personagens componentes, portanto o primeiro conto da série será lançado na semana que vem. Pensei bastante sobre isso e no fim achei melhor que fosse assim.

PS: Por conta de alguns imprevistos, não pude postar no dia inicialmente pensado (ou seja, ontem). Além disso, a série será publicada toda sexta.

Adendo: Haverá um dia alternativo para as publicações da série, sendo este, mais provavelmente, o sábado. Para no caso de haver contratempos e não der para postar no dia específico.

Segue abaixo a sinopse da série; em seguida, confira o primeiro encontro dos 3 personagens: o corvo, a menina e o coveiro.

Sinopse:

Em um cemitério povoado pelos mais tenebrosos espíritos, um estranho corvo jaz em uma das lápides, todas as noites. Tal rotina chama a atenção de um coveiro, que, desconfiado, tenta uma aproximação com a ave, considerando o fato de que qualquer tipo de animal, sendo ave ou mamífero, são incomuns de surgirem no local. Ao descobrir a verdade sobre o corvo, o homem, juntamente de uma menina de 9 anos com a qual fez amizade desde a morte de seus pais, passa a ouvir suas histórias todas as noites, sendo casos macabros que supostamente presenciou. Algumas tem um ar de "lenda urbana e só", já outras são tão intrigantes a ponto de pensar serem reais. Verdade ou mentira talvez não sobreponham ao entretenimento, na visão de ambos, que é o que realmente conta.

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APRESENTAÇÃO 

Uma noite sombria e com um luar estonteante era o que ele mais desejava contemplar, naquele então céu estrelado. Não sentia um pingo de tédio ao fazê-lo diariamente à noite. Muito pelo contrário, sentia-se fortalecido com a obscuridade proporcionada pelo vento frio, as nuvens preto-azuladas, a névoa instalada no cemitério e o canto dos pertencentes de sua espécie.

Avistou a figura de um homem perambulando os arredores do cemitério. Seu olhar encontrou-se com o dele, de imediato. Não demorou para ele vir em sua direção.

Recuando alguns passos, mesmo estando em pé numa lápide de um defunto qualquer, o tal "corvo de todas as noites" sentiu-se intimidado.

Encarou com desconfiança o velho de aparência enrugada e franzina.

- O que você tá olhando? - disse o corvo, emitindo a pergunta telepaticamente, o que dera um susto no pobre coveiro despreocupado.

- Q-quê que é isso, afinal? O que é você?

- Esperava que reagisse assim. Acontece com todos com quem quero interagir. - disse o corvo.

- M-mas você... tá enfeitiçado ou algo do tipo? - perguntou o coveiro, ainda incrédulo.

- É uma longa história.

Um suspiro leve fora dado pelo coveiro, aceitando o fato de estar diante de uma ave com consciência própria.

- Ué, vai ficar aí parado sem dizer nada? Por que não pergunta sobre minha voz estar na sua cabeça? - pediu o corvo, demonstrando impaciência.

- E por que eu perguntaria isso? Já ouvi histórias sobre espíritos que se comunicam com telepatia com as pessoas que eles mais gostam.

- É, mas acontece que não há espírito dentro de mim ou que eu seja um. Mas já que mencionou a tal história... conte-a para mim.

- Ah, eu não quero. Vou embora. - resmungou o coveiro, irritado.

No mesmo instante, uma menina surgira na frente do homem. Um vestido roxo, tranças e um rosto pálido eram seus principais atrativos.

- Olá senhor coveiro. - cumprimentou a menina com um leve sorriso.

- Olá querida... o que faz aqui a esta hora?

- Bem, eu vim visitar os túmulos dos meus pais. Não pensei em uma hora melhor que esta pra fazer isso. - disse ela, vislumbrando o corvo.

- Mais uma ouvinte! - gritou o corvo, comemorando a presença da menina, para a estranheza do coveiro.

- Ué... nunca vi aves por aqui e já encontro uma que fala!? Incrível. - disse ela, aproximando-se do corvo maravilhada.

- O que quis dizer com "ouvinte"? - perguntou o coveiro.

- Também pode ouvi-lo? - perguntou a menina para o coveiro.

- S-sim. Ele usa telepatia pra interagir... e ainda estou tentando acreditar nisso.

- Quero que ouçam uma história minha... já que o velho não quis contar a dele. - indagou o corvo, insatisfeito com o coveiro.

- Por mim tudo bem. E você, senhor?

- Eu? Bem... por que não? Vamos ver o que ele tem a nos dizer. - conformou-se o coveiro.

- Minhas histórias não costumam ser... sabe, muito triviais. Todas as pessoas com quem conversei e que ouviram elas quase morreram de medo e não tô exagerando. Portanto... aquietem suas mentes... ouçam com atenção, pois é algo que vi inteiramente com meus próprios olhos. É sobre um doutor... nada ortodoxo.


CONTINUA... 

2 comentários:

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