O Regresso de Ted


Em frente à uma das portas que dão entrada à delegacia local, Matt, um dos policiais mais requisitados da corporação, aguardava com morbidez a chegada de Joe, seu grande amigo de longa data. A cada cinco minutos olhava em seu relógio de pulso, onde dava 00:00, enquanto acendia um cigarro. A espera demorou cerca de uma hora e meia. Enfim, Joe chegara em um táxi, de onde saiu visivelmente estarrecido com a notícia que recebera horas atrás. Após um caloroso abraço, ambos tinham muito o que conversar... e, sobretudo, a desvendar.

- Meus pêsames novamente, Joe. Eu sinto muito pela perda - disse Matt, comovido pelo estado do amigo.

- Olha... isso pode soar um pouco insensível da minha parte. Mas eu quero esquecer isto por um tempo, Matt. Só vou conseguir superar essa perda resolvendo o mistério. O funeral deve ser adiado.

- Mas por que Joe? O mistério que se refere tem a ver com o tal urso? - perguntou Matt, ainda desconfiado.

- Sim. Você o trouxe?

- Sim, eu o deixei em uma sala velha que quase ninguém entra.

- Ótimo. Eu tenho um plano para tentar conseguir provar o que suspeito. Provavelmente você não vai gostar.

- Melhor nós entrarmos. Talvez o chefe queira falar com você.

Temendo um possível depoimento no caso, Joe se manteve firme com suas convicções acerca da suposta maldição do urso. Ambos caminharam por vários corredores, onde podia-se ver uma vasta quantidade de policiais, alguns apenas caminhando de bobeira, outros prestes a cumprir com emergências, e outros conduzindo recém-presidiários. Poucos metros antes de chegar na sala do delegado, Joe parou de caminhar mantendo-se frente à seu amigo, o que de certo modo causou estranheza à Matt.

- Acho que aqui ninguém irá nos ouvir. - disse Joe, olhando para todos os lados.

- O que pretende fazer Joe? Qual é o plano? - perguntou Matt, apreensivo.

- É o seguinte: Eu vou pra cadeia. Direi ao delegado que eu sou o autor do crime. Em seguida, depois que eu for trancafiado na cela, você leva o urso em uma caixa para a mesma cela em que vou ficar. Diga que é um presente para um dos presos, mas sem revelar o remetente.

- Você pirou de vez!? O que espera conseguir se auto-incriminando?

- Meu único objetivo é saber como ele mata suas vítimas. É, eu sei, parece loucura, mas no lugar em que estive antes de vir para cá tudo ficou esclarecido. Eu trouxe esse perigo para minha família e eu vou vinga-los.

Dando as costas para Matt, Joe seguiu em frente para a sala. No entanto, mais palavras insistentes vieram da boca de Matt.

- Joe, se fizer isto não vai demorar muito tempo até que o chefe saiba que você é inocente. A menos que sua confissão soe mais verdadeira possível. Além disso, ninguém acreditará que um urso de brinquedo consegue matar pessoas, se caso sua inocência vier à tona.

- Amaldiçoado ou não, certamente há algo muito maligno naquilo. Só preciso de pelo menos duas semanas. Se algo muito feio ocorrer na cela, minhas suspeitas irão se confirmar. - afirmou Joe, impaciente.

- E se pensarem que é uma bomba?

- Matt, por favor. Não acho que pensariam isso de um urso de pelúcia. Confie em mim, vai dar tudo certo. Te prometo.

- É bom mesmo que dê. Não sei o que seria pior: Vê-lo arrependido ou morto. Boa sorte.

Ao entrar na sala do delegado, o mesmo gesticulou pedindo que Joe sentasse-se. Minutos de silêncio se fizeram quase intermináveis enquanto o chefe da corporação verificava inquéritos antigos. Joe finalmente pôde ouvir sua voz após a tarefa.

- Muito bem. Vou ser direto: Onde estava na hora em que sua esposa e filho foram mortos?

Um policial que se fazia presente no momento pôs-se a intervir.

- Senhor, desculpe interromper, mas acho que ele precisa saber o que encontramos na casa.

- O que encontraram? - perguntou Joe, ansiosamente.

- Estes três bilhetes, duas armas, sendo uma pistola 380 e uma faca, elas estão guardadas para serem posteriormente examinadas. Além disso, achamos restos de massa encefálica da sua esposa. - contou o policial, entregando os tais bilhetes à Joe.

- "Ele quebrou a promessa"... "Foi bom enquanto durou"... "Diga adeus ao seu filho!". Então, foram estas as palavras do assassino?

- Acho que você não foi informado, e se foi talvez tenha esquecido: A autópsia confirmou ser suicídio. - disse o policial.

Joe virara-se novamente para o delegado, preparado para fazer a confissão falsa.

- Bem, senhor delegado, perguntou onde eu estava enquanto minha esposa e meu filho morreram. Pois, bem... eu estava em casa. Não houve suicídio. Eu matei meu próprio filho e em seguida minha esposa. Eu escrevi os bilhetes. Planejei tudo desde o início. - disse Joe, chocando o delegado e o policial de imediato.

- N-não pode ser... não havia mais ninguém na casa quando fomos pra lá. Tudo deixava a entender que foi suicídio. - afirmou o policial.

- Eu fugi! Fugi para bem longe, quando Matt me ligou avisando e tive que vir para cá. Eu sou um assassino! Eu não aguentava mais essa vida resumida em casamento e paternidade! - esbravejou Joe, surpreendendo negativamente o delegado.

Franzindo as sobrancelhas, o chefe da corporação não viu outra opção a julgar pelo teor da confissão.

- Já é o bastante. Prenda ele! - ordenou o delegado, apontando seu dedo indicador para Joe.

Algemas apertaram seus pulsos. Um sentimento de culpa desnecessário pesou sobre sua consciência, apesar do andamento do plano ter sido satisfatório até aquele momento. Passando pelo corredor da morte sendo conduzido por dois policiais, já vestido com o uniforme laranja que os presos usam, Joe deixou formar um leve e imperceptível sorriso em seu rosto. Sua busca para ver com seus próprios olhos o verdadeiro segredo de Ted estava em ritmo vantajoso.

Ao entrar na cela, deparou-se com uma gama de presidiários das mais perversas índoles, o encarando com desprezo. Engoliu em súbito a sua saliva ao perceber os riscos que correria, mas firmou sua postura pois iria até o fim para vingar Jane e Max. Um dos policiais imitou o mesmo olhar dos detentos para Joe.

- Não sei porque escolheu logo o corredor da morte, sendo que só pegará no mínimo uns 12 anos, mas eu entendo. Os outros estão lotados. Sua transferência está marcada para 12 de setembro. Daqui a dois meses. Sobreviva até lá... se puder. - disse o policial, zombando do perigo que Joe corria na cela.

Apenas se encostou em um canto frio e obscuro do tenebroso lugar, vitimado pelos olhares aterradores dos companheiros de cela. Sentou-se abaixando lentamente a cabeça, contemplando a escuridão que se formava ao fechar seus olhos. Após cerca de uma hora, Matt surgira com uma caixa. Joe o vislumbrou e pensou: "Finalmente". Um dos presos se entreolharam, na tentativa de saber para quem era a tal caixa.

- Alguém não identificado mandou um presente para um de vocês. Se não quiserem saber o que tem aqui dentro...

- Ei! Eu quero! - pediu um dos detentos da cela.

Abrindo o portão da prisão, Matt entregou o pacote ao detento e logo pôde ver a figura de Joe. Ambos assentiram positivamente com a cabeça em simultâneo e discretamente. A surpresa foi geral. Ao abrir a caixa, o homem decepcionara-se, juntamente com os outros. Ted estava nas mãos do detento, o que logo gerou desânimo no lugar.

- Que merda! Pensei que fosse comida. Se fosse nós iríamos dividir, com certeza. - disse um deles.

- Não mesmo. Olha, até que gostei desse urso. Lembra dos meus tempos de criança. - disse o detento que recebeu a caixa, deixando a decepção de lado e logo se entusiasmando com Ted.

- Ah, que idiotice. Seria melhor se fosse uma boneca sexual. - disse um deles, sendo posteriormente ridicularizado pelos demais por sua gracinha.

"Agora sim, chegou a hora. A partir deste momento verei como tudo ocorrerá com esse urso nas mãos desse homem. Se me lembro bem, Max o nomeou de Ted", pensou Joe, concentrando sua atenção em como o detento ficara maravilhado pelo "presente" repentinamente.

- Ah, me deixem em paz! Será que não posso relembrar minha infância antes de ir pra cova? - perguntou ele, afastando-se dos outros ao deitar no colchão velho do local.

Um aparente usuário de drogas, portando uma faca, aproximou-se de Joe. O mesmo temia estar em perigo, logo pensando sobre a possível condenação por 12 anos, diferente dos demais, que seriam executados em menos de 1 mês.

- Ei. É verdade que você não vai morrer como nós?

- E-eu... não sei. - respondeu Joe, temerariamente.

- Fica esperto, seu sortudo. Ou melhor, não por muito tempo. Se for o único a sair vivo daqui e eu for o último a sair dessa cela pra ser executado... você morre comigo. - ameaçou o homem, apontando e balançando a faca para Joe.

"Ótimo, agora devo tolerar a regra desse inferno: 'Ninguém deve sair vivo'", pensou Joe, mas continuando a manter o foco em Ted. Um estranho pressentimento lhe apertou o coração. Vigiando o sorriso medonho de Ted, Joe sentia que o mesmo o encarava com seu olhar penetrante e a impressão que se tinha era a de estar confrontando um inimigo potencialmente maléfico.

Só lhe restou apenas esperar.


3 dias depois. 

- Chefe! Chefe! - gritou Matt, entrando desesperadamente na sala do delegado.

- O que foi dessa vez? Pra quê tanto alarde?

- Não sei se vai acreditar, mas... um dos detentos matou cerca três de seus companheiros à facadas, em uma das celas do corredor da morte!

- O quê!? Como isso foi acontecer? Afinal, tínhamos certeza de que nenhum dos presos portavam armas. - afirmou o delegado, revoltado e intrigado ao mesmo tempo.

Um outro policial adentrou na sala no mesmo instante, parecendo querer informar uma novidade.

- Senhor, parece que o detento que assassinou seus companheiros... se matou após o ato.

Na cela, Joe apenas observava, sentado no imundo chão, o mar de sangue que formara-se no lugar. O tal assassino nada mais era que o próprio homem que recebeu Ted como "presente". Três corpos ao seu redor. Um imensa poça de sangue tomou conta de quase metade do piso. Todos os três esfaqueados na garganta, abdômen e braços. O homem suicidou-se enforcando-se com uma corda encontrada na cela, mas sem largar o urso. Tal coisa foi evidência forte para Joe, O sorriso ardiloso de Ted lhe parecia mais vivo e verdadeiro.

Os três restantes que ficaram suplicavam aos gritos a ajuda da polícia para remover os corpos do cela. Depois de horas observando o horror, Joe finalmente levantara-se, indo em direção ao homem. Conseguiu tirar Ted de sua mão esquerda, enquanto na outra estava a arma que usou para matar os demais.

- Vocês não percebem que algo muito estranho está ocorrendo aqui? - perguntou Joe aos outros três.

- Do que você tá falando? Isso é algum plano seu? - perguntou um deles.

- Não acham este urso meio... asqueroso? - perguntou Joe, olhando com expressão de nojo para Ted.

- Bem... sim, ele até que me dá um pouco de medo. Onde quer chegar?

- Nada, só perguntei. Não me importo com o que aconteceu aqui.

Abruptamente uma dor de cabeça invadira a mente de Joe, mantendo Ted em sua mão, o fazendo agachar-se. A dor cessara de imediato quando uma voz misteriosa surgiu falando na sua cabeça. A voz lhe dizia: "Você irá cair perante mim." Joe olhou para Ted apavorado, logo presumindo ter provindo dele. Largou o urso rapidamente. No entanto, imagens repetidas de seu filho e de sua esposa mortos invadiram sua mente e o cegaram completamente, o fazendo se debater no chão em loucura e desespero, seguido de intensos gritos de horror.

As imagens se sequenciavam com Max aparecendo morto no banheiro com inúmeros cortes pelo corpo afundando lentamente no vaso sanitário e em seguida de sua esposa caída em uma poça de sangue, também afundando. Não demorou para que Joe fosse levado para a psiquiatria da corporação tendo em vista seu completo estado de loucura.

Ted permanecera na cela. Porém, algumas horas depois, Matt retornou para busca-lo e recoloca-lo na sala de onde estava. Feito isso, foi visitar o amigo aparentemente louco e descontrolado.

- Err... Olá Joe. Você está bem? - disse ele, entrando na sala.

- Matt... tudo está muito claro pra mim.

- O que quer dizer? Afinal, o que foi aquilo? Você surtou de repente.

- Olha... preciso sair daqui. O urso causou o assassinato, mas não diretamente, é claro. O homem que matou eles e se matou foi o que mais gostou do urso. Preciso da opinião de um especialista. Suspeito que realmente possa ser uma maldição.

- Tudo bem Joe. Mas devo informa-lo de que foi inocentado. A perícia examinou ontem a arma que havia na sua casa. As digitais não são suas, mas sim da sua esposa. Isto foi suficiente para todos do setor reafirmarem que foi suicídio, e realmente foi. Pode ser liberado dentro de poucas horas.

- Preciso que me dê o urso. Ainda estou meio com dor de cabeça, não pelo surto, mas sim pelo falatório do psiquiatra que me atendeu. Eu tive uma visão de Max e Jane mortos, como se eu estivesse vendo eles morrerem diante de mim... foi o pior de todos os pesadelos que já tive.

- Me conte tudo o que descobrir sobre isso, também quero saber a verdade. Enquanto isso, o chefe e os outros ficarão sem entender o porque da sua falsa confissão.

- Tudo bem. É melhor que não saibam. Preciso ir logo, acho que conheço alguém que sabe resolver casos desse tipo.

Uma passada no vestiário para trocar a roupa, depois indo à "sala que ninguém entra" pegar Ted colocando-o em uma caixa, e, por último, despedindo-se de seu amigo. Não tardou para que Joe saísse da delegacia rumo à sua busca pela verdade escondida. Ao chegar ao bairro, através de um táxi, onde encontraria a pessoa correta para o caso, ele se viu em um breu intimidador. Luzes de postes piscando incessantemente, vento gelado, ruas praticamente desertas... no entanto, nada disso lhe pareceu faze-lo recuar.

Seguiu em direção ao local onde residia a pessoa, que na verdade era um demonólogo de respeito. À medida que seus passos avançavam, Joe novamente ouvia a voz de Ted em sua mente. "A noite ainda ficará mais sombria", disse-lhe a voz.

- Pára com isso... não faz isso comigo, seu maldito. - sussurrava ele para si mesmo fechando os olhos.

Finalmente chegara à casa do tal homem. Felizmente não ouviu nenhuma outra frase aterradora na sua cabeça na maior parte do trajeto. O homem, chamado Jim, o atendeu respeitosamente, logo convidando-o para entrar.

- Já faz algum tempo que não nos vemos, não é mesmo? - perguntou Jim.

- Ah sim, exatamente. Acho que há 3 anos. - respondeu Joe, sorrindo levemente.

- Bem, Joe, presumo que queira minha ajuda para algo bem sério. Você... não me parece muito bem. Tem dormido ultimamente?

- Na verdade não. Realmente eu preciso de ajuda... e você é o único com quem posso contar nesse momento.

- Está bem, estou à inteira disposição. É algum caso de paranormalidade no seu bairro?

- Não. É comigo. O que está dentro dessa caixa foi responsável por matar meu filho e minha esposa.

- Oh... Joe, eu sinto muito...

- Não, está tudo bem. Olha, precisamos ser rápidos. É um urso de pelúcia... tenho uma forte suspeita de que seja amaldiçoado. Eu o comprei para meu filho no aniversário dele. Quando eu o pego acabo escutando uma voz...

- E o que ela diz?

- Não lembro muito bem das frases, eu tento esquecer... não gosto de lembrar.

- Joe, venha comigo. - disse Jim, indo em direção ao porão de sua casa.

O porão, na verdade, era uma espécie museu de objetos antigos que possuem forte conexão ao sobrenatural. Jim costumava colecionar tais objetos durante seus tempos áureos ajudando pessoas que cruzavam o caminho de forças malignas superiores. Ao vislumbrar o que continha armazenado nas vidraças, Joe sentiu contínuos arrepios.

- Bem, Joe. Este é um lugar onde guardo todas as coisas que coleto nas minhas missões. Objetos comprovadamente amaldiçoados.

- Aqui está, Jim. Este é o provável assassino de minha família. - disse Joe, mostrando Ted ao tira-lo da caixa.

- Eu já vi um desses antes. Onde o conseguiu?

- Comprei de uma velha que vendia vários bonecos. Não sei porque me senti atraído por essa coisa...

- Não precisa me contar sobre ela. A minha especulação é de que neste urso possa residir um espírito sedento por sangue, o que explica as vozes. Antigos rituais ocultistas tinham como principal objetivo fazer com que a alma corrompida de um ser vivo fosse transferida para outros corpos, incluindo objetos inanimados que possuem forte ligação com pessoa. É aí que entra os brinquedos. - revelou Jim, pondo sua mão no queixo.

- Então não há maldição!? Somente a alma de um homem sedento por carnificina presa neste urso, é isso mesmo? - perguntou Joe, levemente incrédulo.

- O fato de você ouvir uma voz somente ao tocar nele durante certo tempo já evidencia quase que totalmente isso. Não tenho muitas dúvidas, Joe. O espírito residente neste corpo sem vida é, com quase cem por cento de certeza, de alguma espécie de serial killer. - supôs Jim.

- Ainda tenho mais coisas para te contar, mas acabei de lembrar que preciso fazer algo muito importante. - disse Joe, apressando-se ao lembrar da ameaça dita por um das bruxas do clã.

- Espere Joe, tem mais uma coisa. A conclusão do ritual permite que o espírito se comunique telepaticamente com sua vítima, podendo ser capaz de manipula-la, caso ela venha a ter algum tipo de afeição ao brinquedo.

- Hum... Obrigado Jim. Esclareceu melhor as coisas. Nos vemos outro dia. - disse Joe, encaixando mais uma peça no quebra-cabeça.

- Está bem, Joe. Até mais. Sinto muito pela sua mulher e filho. Meus pêsames. - encerrou Jim, oferecendo um aperto de mão à Joe.

Caminhando pelas sombrias esquinas de uma rua qualquer do bairro, Joe dirigia-se à sua antiga casa para se preparar para ir até onde seus colegas de trabalho o deixaram. Durante o caminho, passou perto de uma loja de brinquedos. Algo familiar o fez interromper a caminhada. Havia um urso no canto mais afastado da vitrine da frente que chamou sua atenção.

Possuía a mesma cor de Ted (preto vivo), os mesmos olhos e o mesmo sorriso (ainda mais largo e tenebroso), com duas diferenças: Sendo pouco mais de 20 cm mais grande que o urso que Joe carregara e sendo também articulado nos braços e pernas (podendo também mover os dedos). Abaixo da mesa onde estava via-se um papel dizendo: "A versão moderna".

Distraído demais para perceber, Joe acabara por sentir algo atravessar seu ombro seguido de um estridente som. Um homem parado em árvore atirou em Joe, tendo seu rosto ocultado por um capuz. Enquanto o viúvo perdia lentamente sua consciência, podia ver a figura de um outro homem misterioso se aproximando. Este pegara Ted para si mesmo, entrando na loja em seguida, aproveitando que a dona não estava presente.

O atirador também não entendeu o motivo dele ter levado o urso, mas isto pouco lhe importava naquele instante. Joe foi carregado até o porta-malas de um Opalla preto, amarrado e amordaçado.

Enquanto isto, o tal homem, cujo este possuía um longo cabelo e usava óculos escuros, parou em frente à "versão moderna" de Ted. Proferindo palavras impertinentes à qualquer idioma humano, o sujeito manteve Ted e sua outra versão frente à frente. Uma espécie de sombra viu-se passando de um para o outro.

Percebeu-se no urso mais novo que um de seus dedos se moveu. Largando o "antigo Ted" no chão, o homem tocou na face da "nova versão".

O mesmo ouviu uma voz em sua mente:

"Agora a brincadeira ficará ainda mais divertida."


CONTINUA EM: Ted: O Recomeço da chacina 

Comentários

  1. Muito bom, eu li os outros achei legal como juntou os contos para formar uma historia e o a coleção ficou que nem um origins, esperando pelo próximo

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    Respostas
    1. Valeu Litzen, fico feliz que tenha gostado ;)
      A sequência deste será o último conto desta saga (que eu nomeei de "Saga Ted"). Talvez ainda nesta semana eu escreva-o.

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