domingo, 27 de setembro de 2015

Apenas deixando passar...


Obstinação excruciante. Planos jamais concretizados. Vivestes cercado por um muro construído pela mente, vítima dos constantes sopros dos fantasmas da indecisão.

Olho pela janela... vejo vidas passando, o tempo avançando, o relógio acelerando, o sol indo embora, a mãe-escuridão dando à luz à lua novamente, o frio da madrugada acometer-me através dos ventos, a luz do alvorecer tomando teu retorno...

O ciclo incessante do viver insistente.

Quantos dias se passaram? Alguém tem de me responder. Não sei se foram semanas, meses, anos...

Preciso saber por quanto tempo passei estagnado neste mesmo ponto no qual me encontro...

A inércia corrói minhas visões futuras.

Um sonhador culpado por seu deslize e vitimado pela rapidez do tempo, que não consegue abandonar a lentidão de suas iniciativas... que nunca chegaram a brotar nesta terra infértil e desértica.

Apenas deixando passar em segundos... tudo que podia-se fazer durante toda uma vida.

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