domingo, 27 de setembro de 2015

Inconquistável


Desejei trocar de lugar com este ser estranho que apresenta-se zombeteiro neste infame reflexo.

Quão longe sua mente pode ir enquanto você ilude-se a si mesmo à beira da loucura?

Ele não pode me ouvir. Eu não posso toca-lo.

Separados por esta fronteira de vidro, com uma proximidade cruelmente surreal, ambos se encontram em mundos distintos, aguardando alguma conclusão, um findar inesperado... Estamos tão distantes.

A face monstruosa diante da que você imagina que os outros possam ver.

Ele não é você. Você não é ele. Jamais serão unificados.

O prazer é fugaz. A satisfação torna-se obsoleta em frações imperceptíveis de segundos...

Enquanto ele sorri, você só quer apenas cerrar o punho para dar fim àquela mentira cretina colocada à sua frente, mesmo que cacos espetem em seus dedos o fazendo sangrar.

Separados por dois mundos. O anjo curvando-se ao demônio. A revelação de que nem todos os opostos se atraem.

Mais deles eu verei enquanto caminhar por entre lugares povoados... Faria tudo apenas para não ver mais aquela figura que finge ser eu...

O "eu" irreal que ninguém vê. O "eu" que jamais irei conquistar.

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