quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Demônios à minha volta


Vejo a luz do amanhã afortunado se apagar na lentidão dos dias. Sinto meus pés trilharem um caminho que não escolhi. Sinto minha mente estar me soando um alerta.

Este pobre peregrino sombrio apenas deseja encontrar alguém, cujas similaridades com ele o façam reacender uma única fagulha de esperança enquanto ainda vivente neste mundo condenado à ruína, enquanto ainda se mantém respirando este ar pútrido, enquanto ainda caminha por este solo infértil.

A busca que se jurou incansável terminou rapidamente, sem nenhuma vitória. Estou sozinho. Minha mente conduz meus devaneios mais profundos a ideias que julgava inconcebíveis.

Essa perspectiva recém-adquirida - fortificada por um oceano tóxico de decepções, injustiças e desilusões - está tentando me fazer ver uma realidade que eu deveria enxergar... para meu próprio bem.

A solidão me ensinou a observar a realidade do modo mais frio possível. Em uma escola de um só aprendiz. O sino começa a soar novamente... vibrando as barreiras que pus para impedir que os monstros do passado escapassem de suas jaulas. É hora de uma nova aula. Um aprendizado complementador.

Vou para meu lugar... e presto atenção em cada detalhe que ela me explica. O título da aula de hoje?

"Confie em poucos com precaução, desconfie do resto sem hesitação".

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