Presença não-humana


Apagaram-se as luzes. Era hora de ir dormir. Os pais de Alex e Kate haviam saído para um casamento, deixando-os sozinhos em casa, sendo Alex, que já era maior de idade, o responsável por cuidar de Kate, sua irmã mais nova. Ambos haviam desobedecido à ordem que lhes foi dada. Durante aquela noite, ficaram brincando de jogos que só Kate inventava e entendia as regras. A garotinha de 8 anos costumava desenhar seus passeios aos fins de semana, e naquela noite sua mente estava deveras inspirada para começar uma nova rabiscação nos papéis. Entendiado, Alex queria sair com amigos, mas contra sua vontade lá estava ele ajudando Kate com seus desenhos, após a sessão de jogos sem sentido de sua irmãzinha. Em certo momento, levantou-se da cadeira para beber um copo com água.
No relógio marcava 01:20. O último gole foi subitamente intenso ao ver a hora tardia na qual se via no relógio. Alex fixou seu olhar para o nada ao surgir a preocupação com seus pais. Deixou o copo no lugar onde tirou e assim que virou para a mesa, para sua surpresa, Kate havia sumido.

Procurou-a no quarto dos seus pais. Não estava lá. Em seu quarto também não se encontrava. "Onde se meteu essa pirralha?", pensava ele impaciente. Ao fechar a porta vagarosamente, seguiu pelo escuro corredor que levava à sala. A caminhada logo interrompeu-se quando Alex sentira algo grudar em seus pés. Eram papéis, espalhados pelo corredor em forma de trilha, lembrando algo como fazem pessoas que adentram em florestas marcando caminho com alguma coisa para não se perderem.
Nas folhas apresentavam-se desenhos, cujos estes mostravam-se feitos há poucos minutos atrás. Alguns deles tinham aspectos sombrios e traços até bem delineados para uma criança de apenas 8 anos realizar com tanta perfeição. Apresentavam pessoas sendo engolidas por buracos negros, queimando em chamas ardentes com suas almas sendo levadas por seres indescritíveis, outros tinham cenas de assassinatos com vários psicopatas armados com facas dilacerando suas vítimas. Desenhos cuja sanguinolência impressionava Alex. Mas o que mais o intrigou foi o último encontrado. No desenho continha um carro bastante amassado, com duas pessoas sem vida e uma enorme mão negra que vinha debaixo da terra agarrando seus corpos.

- Kate... o que tá havendo com você? - perguntou a si mesmo o confuso garoto.

Surpreendentemente, Kate se encontrava na sala. Sentada no chão, com várias folhas de papel ao seu redor. A luz amarela do abajur destacava sua pequena figura em meio à escuridão. Alex observou-a rabiscar os papéis por um tempo... até que o estranho, que parecia não piorar, surgira.
Kate começava, repentinamente, a falar com "alguma coisa que estivesse sentada naquele sofá que fosse da sua imaginação". Falava abertamente sobre si mesma, sobre seu dom artístico e sobre como amava sua família mais que tudo. Mas... com quem ela falava?

- Caramba... o que deu nessa menina? - perguntou Alex, novamente para si mesmo, estranhando o comportamento de Kate falando com o "nada".

Alex, instantaneamente, lembrou do histórico nada convencional daquela casa, bem como seus antigos moradores. Há um tempo atrás, ouvira de seu pai estórias antigas sobre o passado sombrio daquela residência, até então vista como mais uma no meio de outras. Em outras palavras, uma casa comum com moradores antigos comuns. Enganaram-se aqueles que pensavam dessa forma. E um deles foi Alex, que durante certo tempo passou a ignorar tais relatos de seu pai, para afugentar seu pavor diante de algo paranormal. Os inquilinos antigos, segundo o que disse o pai de Alex, praticavam atos em nome do Mal Superior. O que significava o tal Mal... permaneceu um mistério sem solução.

Kate desenhava com tamanha aptidão ao mesmo tempo em que falava com a tal "coisa invisível".
Encorajado pela sua curiosidade, Alex aproximou-se dela buscando explicações. Agachou-se e pegou alguns papéis, sorrindo forçadamente para demonstrar ter gostado do que ela fez.

- O que está achando dos meus desenhos? - perguntou ela, alegremente.

- Ah... são muito... bonitos. - disfarçou Alex a sua vontade de dizer outras palavras mais verdadeiras.

Alex, então, fez a pergunta decisiva para saber o que estava chamando a atenção de sua irmã:

- Então Kate... vi você falando sozinha. Com quem falava?

- É um amigo. Ele não sabe de onde veio mas sabe pra onde nós vamos.

A última frase despertou um mistério absolutamente intrigante. Afinal, Kate passou a agir estranho desde o momento em que seus pais saíram, e sequer demonstrava preocupação por eles demorarem.

- Ele está sentado aí no sofá não é mesmo? Que estranho, não consigo vê-lo.

- Você vai vê-lo. - disse Kate, dessa vez um pouco mais séria, concluindo seu último desenho da noite.

- Anda, vem, é melhor irmos dormir. Acho que o papai e a mamãe só vão chegar amanhã de manhã. Recolhe esses papéis. - ordenou Alex.

- Não! Espera! Quero te mostrar esse que acabei de fazer. Vai acontecer daqui a pouco, eu sei que vai. - disse Kate, sendo a última frase dita em tom baixo no ouvido de Alex.

Kate entregou o desenhou nas mãos de Alex com um sorriso largo no rosto. Acima da folha dizia: "Não estamos sozinhos." Já o desenho, apresentava um menino que trajava as mesmas vestes de Alex, no entanto um ser de cor negra com garras aparecia por trás dele abocanhando a sua cabeça e envolvendo seus longos braços no corpo do menino.

Kate correu para seu quarto em disparada, aparentemente assustada com algo que pressentiu. Percebeu-se seu semblante de medo durante sua fuga para a cama.

As luzes, repentinamente, apagaram-se. Uma lanterna estava sobre à mesa, para a sorte de Alex naquele instante. Não se importou com o apagão, por esperar que logo a luz fosse voltar. Ligou-a para analisar melhor o desenho, porém, algo mais estava escrito no verso da folha.

Na parte de trás estavam as seguintes palavras: "Não olhe para trás!" 


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