terça-feira, 21 de julho de 2015

Nem tudo é o que parece #19


Já fazia alguns meses em que eu estava trabalhando como babá. Era uma família decente, honesta e hospitaleira. Com exceção de Valerie, a filha mais nova do casal. A menina não ia muito com a minha cara, mas me tolerava sempre que precisava de ajuda. Ela tinha uma coleção quase infinita de bichos de pelúcia, e nunca deixava eu toca-los.

Numa noite, há 1 mês, eu estava guardando minhas coisas na bolsa, quando passei a ouvir rosnados de cachorro vindos do quarto de Valerie. Ignorei por um tempo, pensando que ela estava mexendo em algum aplicativo do celular. Uns cinco minutos depois, os barulhos ficaram mais pesados. "O que tá havendo hein?", pensei comigo mesma, mas curiosa do que nunca. Larguei minha bolsa no sofá e fui até o quarto de Valerie.

Que animal era aquele para fazer aqueles ruídos? E por que os pais permitiram que uma criança daquela idade adotasse um cão raivoso? Eram minhas maiores dúvidas. Abri a porta. O quarto estava praticamente um breu de tão escuro. Deu para ver que ela estava sentada na cama.

- Valerie, o que tá acontecendo aqui? Ouvi uns bar...

Mal havia entrado e tinha tropeçado em algo grande.,.. bem grande. Valerie tinha um urso de pelúcia gigante, o qual ela chamava de Tob.

- Cuidado aí! Vai machucar ele.

Me levantando, vi algo negro... grande e peludo.

- Valerie, não pode deixar seus bichinhos largados por aí. A propósito, onde está o seu urso, o Tob?

- Meu urso não se chama Tob. Ele nem tem nome.

Senti um enorme arrepio quando algo... grande e peludo, como o que vi depois de cair, se esfregou nas minhas pernas. Sem ligar para meu estado de choque e minha cara de pavor, Valerie olhou para baixo, sorridente.

- Aí está ele! Esse é o Tob. 

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Tenho saudades da época em que meu hobby predileto nas noites de sábado era se deliciar com um bom banho na minha banheira.

Naquele dia tudo mudou. Ah... seria uma noite perfeita se uma coisa estranha não estivesse emergindo da água na minha frente. 

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Meu filho costumava falar sozinho em seu quarto. Passei a repara isto quando ele completou 8 anos.

Quando eu me comunicava com ele, ele dizia que ouvia muitas vozes, mas não via ninguém, e passou a achar que tinha uma enorme quantidade de amigos.

Afinal, como um garoto surdo conseguia aquilo? 

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Eu estava saindo do posto de gasolina, já era quase meia-noite. Tranquilamente, entrei no meu carro, meio ansioso para chegar logo em casa. Ansiedade que só foi aumentando... quando vi algo, não sabia bem do que se tratava, coberto por um pano preto. Eu tinha saído muito apressado do trabalho e não tive tempo de olhar os bancos de trás, nem o porta-malas.

Receoso, não tive lá muita coragem de tirar o pano. Liguei para minha esposa.

- Você pôs algo no carro, sem que eu percebesse?

- Do que está falando?

- Tem um negócio estranho aqui no banco de trás... coberto por uma toalha preta, sei lá.

- Olha, não lembro de ter entrado no seu carro. Acho que você tá alucinando.

Assim que desliguei, quase tive um infarto.

No espelho do carro vi dois olhos amarelos e brilhantes atrás de mim... 




FIM... por enquanto!

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