sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O que ainda faz aí, parado?


É a pergunta que faço à você, que não para de me observar, enquanto camufla sua pena com uma prestatividade infrutífera.
Eu só peço que pare, por favor. Vejo seus olhos angustiados (será?) indo de encontro aos meus, tão estáticos e sem cor, em meio ao negrejante espaço em que nos encontramos.

Espero que eu não tenha o infectado com este vírus que desenvolvi em mim mesmo. É preciso que vá embora, antes que testemunhe a pior tragédia humana que nunca vira.
Suas palavras já não surtem mais efeito. Nem as deles. Me deixe divorciar-me deste destino. Deixe que minhas asas negras alcem voo para uma direção indefinida...

Apenas eu vejo minha alma evaporar junto com minhas lágrimas. Se não vê nada além de um corpo frio e um rosto triste, então por que ainda insiste em ficar estagnado diante de mim?

Reafirmo: Não há nada que você possa fazer. Suas palavras não passam de armas enferrujadas que já não tem poder algum sobre o que me domina.
Agora saia e desarme-se, antes que necessite de um escudo para se defender. Pois não há mais controle, você perdeu essa guerra.

Apenas saia. Apague a última luz que ainda verei ao fechar a porta, não me observe por uma fresta, eu vou perceber. Desista de mim para que eu desista de todos.

2 comentários:

  1. ... Eu ia falar algo, mas deixa.
    Muito bom, e sim, sei que é algo extremamente verdadeiro.

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    Respostas
    1. Bem, até fiquei curioso pra saber o que diria, mas... deixa rs.
      Obrigado pelo comentário.

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