sábado, 19 de março de 2016

Apegue-se ao desapego (2ª versão)


Veja-se inerte diante das implacáveis reações. Ainda que isso não restrinja a impotência.

Deixe os nós desamarrarem-se lentamente. Permita-se desvencilhar da nostalgia sufocante.

Enquanto perdes tempo degradando a si mesmo. Quebre paradigmas, mas não a mente.

Ouço-o reclamando em voz baixa... Não querendo ser inoportuno, mas isto está se tornando maçante.

O tempo possui o saber da hora de parar mais do que pensa. Aprenda com ele.

De que adianta (tentar) vivenciar cada segundo desta vida mal aproveitada, se o que sobra são apenas insatisfações?

Um dia de cada vez?! Grande piada esta sua ideia. Onde estava com a cabeça quando resolveu abraçar sua ingenuidade adormecida (que, por sinal, deveria estar morta)?

Memórias? Oblitere-as. Um revival há muito sonhado? Esqueça, não vai ocorrer. És o elo fraco? Então exclua-se da corrente assumindo ser mais forte sozinho. Sim... é claro... isto causa afastamento... mas há quanto pensa que isto significa algo ruim? Sim, agora está pensando, por isso deve seguir com a ideia anterior.

A efemeridade é parte de tudo. Tudo principia. Tudo termina. Da mesma forma que um período de um simples estalo de dedos é realizado... dever-se-ia buscar a adaptação necessária.

Neste caso, sem segundas chances uma vez decidido. Contudo, há segunda opção caso rejeite a primeira: Continuar remoendo passado enquanto lamenta o presente... sem aceitar o breve futuro reservado.

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