domingo, 8 de maio de 2016

Nem tudo é o que parece #35 (Especial - Falhas na Matrix #2)


Era uma viagem à trabalho, então tive que pegar meu carro e ir dirigir quilômetros a fio até a distante cidade. Enquanto eu passava pela estrada, cujo lado esquerdo possuía a placa que indicava que "Você está saindo de Nova Orleans", notei algo que me deixou imediatamente intrigado.

Fazia muita névoa, a visibilidade não estava tão favorável, mas posso jurar que sei exatamente o que vi. Na placa dizia: "Bem-vindo à Nova Orleans". Eu cocei a cabeça, até pensei em parar para me certificar de que realmente aquilo estava escrito, mas resolvi seguir em frente... até ter a maldita ideia de voltar o caminho - era uma estrada de mão dupla. Resolvi voltar pois, no caminho para a "saída", havia visto o conjunto de edifícios que indicava que você estava rumando até a metrópole da cidade. 

Quando dei a volta e segui pela outra mão, passei pela placa para ver o outro lado... e quase engasguei!

No outro lado da placa dizia: "Você está saindo de Nova Orleans".

Aquilo era completamente impossível! Achei muito difícil alguém ter mexido naquela placa apenas para confundir os motoristas... bem, na verdade, pensei nisto até que novamente vi o mesmo conjunto de edifícios que dizia que você estava chegando na cidade!

Inicialmente, eu estava saindo da cidade e não voltando. E depois, inexplicavelmente, vejo os prédios da mesma cidade no caminho no qual deveria haver apenas a estrada e nada mais. Por semanas me questionei: Estava saindo ou entrando?

Muito confuso, voltei à cidade meio que sem perceber, além de ter perdido a reunião de trabalho. Foi uma experiência bem bizarra e que deu um nó na minha mente.

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Direi agora as razões que me levaram a recusar aquela oferta de emprego super valiosa!

Foi em uma noite de Abril de 1999 - faz muito tempo, eu sei, mas somente agora decidi externar tudo o que estava preso na minha garganta -, e acordei sobressaltado por conta de um sonho intrigante que tive. Enquanto eu bebia água para me acalmar, aquelas imagens ainda passavam como um filme na minha cabeça. Ué, como alguém pode se lembrar 100% de seu sonho após despertar? Pois é, aconteceu isso comigo e aquela bizarrice me atormenta até hoje, me tirando o sono.

Pode parecer muita loucura e uma ideia de filme de ficção científica hollywoodiano - por mais clichê que seja. Eu me via em um cenário plenamente apocalíptico onde robôs - muito assustadores, diga-se de passagem - do tamanho de edifícios de 20 andares povoavam as ruas. Além disso, eu estava em frente à um prédio de uma empresa de tecnologia e havia uma folha amassada na minha mão que nada mais era do que um certificado de conclusão de curso de Programação.

Incrível mesmo como isso foi acontecer, e justo no mesmo dia em que concluí o curso de Programação Avançada que fiz e recebi o diploma! 

Dois meses depois veio a primeira oferta de emprego... vinda da tal empresa de tecnologia superior.

Já gerei muitos códigos e rodei muitos algoritmos nessa vida e sempre fui muito bom nisso, mas depois daquilo me dei conta de que precisava mudar de ramo e foi exatamente o que fiz. Não acredito em premonições nos sonhos, mas, por via das dúvidas, decidi recusar a proposta. Afinal, sabe-se lá que tipo de arma destruidora eu criaria com os códigos avançados que eu manipulava...

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O céu estava um pouco nublado, mas deu para ver com mais atenção. Eu estava caminhando por uma avenida movimentada, voltando do trabalho, completamente exausta, mas minha percepção jamais se abalou, ainda mais com algo estranho avistado no céu. Avistado somente por mim, pois, pelo que parecia, ninguém mais notou o mesmo que eu.

Tive a ligeira impressão de um dirigível irromper das nuvens cinzentas, um pouco invisível em algumas partes, como se estivesse desaparecendo aos poucos. Tive que manter o máximo de discrição possível, temendo que alguém mais fosse avistar aquilo. O modelo me parecia muito com o Hindenburg. Até cruzar toda a avenida, eu o vi passar. Pouco tempo depois, sumira dos céus e só depois disso lembrei que deveria ter tirado uma foto.

Esclarecendo: Não foi coisa da minha cabeça ou uma ilusão produzida pela minha mente cansada. Realmente não o vi mais depois de dobrar para outro caminho, muito menos sei de outras pessoas que avistaram - talvez hajam, talvez não, uma pesquisa sempre ajuda e a farei.

Ilusão? Choque de realidades? A árvore de dúvidas não para de crescer à medida que esse fato fica mais fixo na minha mente.

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Antes de tudo, devo dizer: Jamais vou entrar de novo naquele porão!

Eu havia marcado de estudar para uma prova muito importante no porão da minha casa, às 15:30, mesmo com as ordens categóricas dos meus pais para não bagunçar tudo ou espalhar muita poeira - sou alérgico. Enquanto passava pelo corredor que levava direto à escada para o porão, vi meu gato preto brincando com um novelo de lã num canto.

Entrei no porão, pondo meus livros na mesa e comecei a estudar. Após o que pareceu terem passados uns cinco minutos aproximadamente, olhei no relógio do meu celular: 15:30. Não faz sentido, certo? Meu celular estava funcionando normalmente. Então porque diabos justo o relógio teve que parar, porque justo essa função? No mínimo curioso e estranho.

Perdi o foco na matéria, passando a me preocupar com o suposto "defeito" no aparelho. Saí do porão carregando meus livros, subi a escadinha e vi meu gato no corredor brincando com o novelo, só que fazendo exatamente os mesmos movimentos de quando eu estava prestes a ir para o porão. Olhei para meu celular e ainda eram 15:30. 

Incrivelmente não senti a ação do tempo. Eu me senti como se ainda fosse estudar, como se ainda nem tivesse abrido os livros, muito menos entrado naquele porão... como se visse meu gato brincando daquele jeito pela primeira vez naquele dia.

Paralisado, olhei para meu celular esperando dar 15:31 - e depois meu gato correu quando enjoou do novelo. Detalhe: Isto era para ter ocorrido enquanto eu estava dentro do porão. Após me dar conta disso, um medo profundo se apossou de mim, me fazendo querer distância daquele porão para sempre.


O FIM?

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