sábado, 28 de janeiro de 2017

Capuz Vermelho - A Enciclopédia: Perguntas e Respostas #2


AVISO:

*Não veja esta postagem se ainda não leu nenhum capítulo desta série ou uma temporada inteira. Caso o contrário, poderá se deparar com SPOILERS.

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Questões referidas à segunda temporada da série. Esta parte da enciclopédia visa sanar possíveis dúvidas sobre a mitologia e o enredo em si.


Qual era a quantidade de pessoas transformadas em quimeras nível 3 e recém-incluídas no exército de Mollock antes dele tomar posse do Museu de História? 

R: Os presidiários mordidos eram em torno de 30 e foram somados às outras 24 quimeras (que seguiam Mollock, pois a maioria, de 61, estava no centro de Londres confrontando os caçadores e o Exército), totalizando 54. Com o resultado da soma das que estavam com Mollock e as que guerreavam temos o total de 139 quimeras.


Como o talismã se dividiu em cinco partes novamente após ser posto de volta ao peito da estátua de Abamanu?

R: A estátua, basicamente, servia de "ponte" entre o mundo dos mortais e o dos deuses. O local de encaixe do talismã serviu como uma centelha ou núcleo para alguma espécie de feitiço divino lançado pelo próprio Abamanu durante a ligação com a estátua. Rosie ter encaixado o talismã apenas foi uma ignição para o feitiço se concretizar. A magia, como um todo, consistia em fazer separar as cinco partes do talismã para cinco universos paralelos. Ou seja, Abamanu já havia ali implantado o elemento que favoreceria o início dos desafios, e nesse mesmo feitiço ele incluiu sua habilidade de apagar memórias. A ordem seguiu-se desta forma: Encaixe do talismã remontado - ignição do feitiço - transporte inter-dimensional - divisão do talismã - perda de memórias. Em outras palavras, Rosie perdera suas lembranças após a separação das partes do talismã. Portanto, a divisão foi apenas parte de um feitiço premeditado.


Abamanu toma as memórias de sua vítima para si e pode acessa-las como se fossem suas?

R: Não exatamente. Há uma limitação nesta habilidade e é justamente ele não conseguir acessar/pensar as memórias por mais de uma vez por não pertencerem à ele, não sendo capaz de assimilar os conhecimentos de sua vítima. Enquanto esteve nas "sombras", Abamanu acessou as memórias de Rosie por meio do encaixe do talismã, em uma velocidade de nanosegundos, pelo fato da estátua não só ser uma imagem fidelizada sua mas também de ser um artifício importante para o feitiço. O feitiço não tirou essa limitação, mas ele estava confiante de que mesmo com ele não haveria problemas em ler a mente de Rosie quando o momento certo chegasse. Ele pode tomar, devolver, distorcer e alterar memórias, mas elas ficam reservadas no seu subconsciente nebuloso por causa do limite de leitura ser de uma única vez. Apenas Údon, seu escriba, pode ser plenamente capaz de subtrair e ler memórias livremente.


Eleonor libertou o demônio Belial propositalmente para fortalecer Mollock porque sabia da profecia do retorno de Abamanu?

R: Eleonor jamais teve acesso aos manuscritos traduzidos da Bíblia de Abamanu (uma bruxa em clara busca por redenção não iria sujar mais o seu nome jogando nos dois lados né?). O fortalecimento de Mollock graças a Belial nada tem a ver com a profecia em si. Ela não sabia que Mollock se aproveitaria do sangue de Belial para ficar mais forte. Nem o próprio Mollock sabia que adquiriria novos atributos ao se embeber do sangue.


Mollock poderia conseguir mais habilidades caso bebesse do sangue de outras classes de demônios? Ficaria mais forte se sim? 

R: Belial era de classe Besta. A parte demoníaca de Mollock também o é. Nada o impediria de obter novos poderes ainda mais fortes... se ao menos sua metade demoníaca fosse do maior escalão. Portanto, é assim que funciona: Uma criatura bi-híbrida com uma metade demoníaca de classe Besta só será beneficiada se caso beber do sangue de um demônio da mesma classe.


No capítulo 22, "Avante, Legião!", Mollock recita o feitiço de teleporte para ir às Ruínas Cinzas com seu exército. Uma criatura híbrida como ele é capaz de usar magia sem treinamento?

R: A magia de teleporte foi escrita nas últimas páginas do exemplar original do Goétia. O demônio que é metade de Mollock está listado no livro. Esta é a razão pela qual ele assimila rapidamente cada feitiço pertencente ao livro e a maneira como fazê-los, pois o Goétia é fortemente intrínseco ao Tártaro - lar dos demônios.


O selo de separação usado por Charlie faria a fusão Mollock se desfazer permanentemente?

R: Não. No caso, a Legião precisaria ser rápida, tanto para matar a quimera quanto o demônio (cujo método ainda não era conhecido), mas matando a quimera primeiramente (o que seria mais fácil). O efeito do selo não impediria que o demônio se fundisse mais uma vez.


Achei que os selos eram únicos! Qual é o segredo?

R: A chave está nos símbolos desenhados nos selos, o poder bruto dessa magia estranha dos magos do tempo encontra-se unicamente nos símbolos. Charlei cresceu pensando exatamente isso, por tal motivo não fez outros selos de separação, o que abriria uma vantagem imensa na batalha contra Mollock.


Se, por exemplo, Mollock bebesse do sangue de uma bruxa nível Ômega, ele ganharia total controle sobre a magia para pratica-la tão bem quanto as bruxas? Ou o ganho de habilidades só se restringe aos demônios?

R: Mollock obtém poderes ao beber do sangue de qualquer ser sobrenatural que exista na Terra. Ele bebeu do sangue de alguns de seus próprios soldados - quimeras nível 3 - objetivando se fortalecer (no caso, expandir sua mente) e os resultados foram imediatos. Portanto, não são apenas demônios de classe Besta que favorecem-o. Se por exemplo um Lycan morresse por suas mãos e ele bebesse 90% do sangue certamente ganharia um upgrade na sua metade licantrópica (ainda que não seja legítima), aumentando sua fome voraz por carne vermelha, seus reflexos e tudo mais, mas ciente de que qualquer excesso desmedido poderia levar à consequências (uma sobrecarga poderia afeta-lo física e mentalmente até mata-lo), por essa razão ele fazia intervalos de algumas horas para uma próxima refeição (me refiro ao sangue das quimeras nível 3, cujos corpos ele escondia em um depósito velho - como visto na cena final de "Mollock vs. Mollock" (2x06) e no início de "Dilema" (2x07), onde é revelado que esta é a forma que ele utilizava para tornar-se mais inteligente). Isto também serve para a magia, que beneficiaria mais a sua metade demoníaca - algo que consequentemente o tornaria uma ameaça mais grave.


Não existe nenhuma criatura sobrenatural totalmente imune à qualquer tipo de magia? 

R: Dependendo da criatura e do modo como a magia é aplicada, os efeitos podem deixar sequelas irreversíveis. Todo e qualquer ser sobrenatural, seja ele transmorfo ou não, é vulnerável à magia, isto claramente põe as bruxas em um patamar basicamente insuperável (no plano terreno)... mas Mollock está aí para provar que pode manobrar magia sem treinamento intensivo bastando apenas alguns litros de sangue.


Mollock possui uma metade demoníaca saída do Goétia. Então por que foi facilmente afetado pelo feitiço ilusório de Eleonor com o uso do demônio Belial (também listado no livro)? Ele não deveria estar blindado contra magias goéticas? 

R: Ser catalogado em um grimório de magia negra não significa que não seja possível que determinado demônio não possa ser enfeitiçado por uma magia contida no mesmo. Belial (mesma classe do demônio que é parte de Mollock) é do Goétia e foi enfeitiçado sem dificuldades. Mas não quer dizer que Mollock é afetável por feitiços específicos. Qualquer magia, seja ela provinda do Goétia ou não, é capaz de subjugar Mollock. Ele ter uma inclinação mais bem-sucedida para um uso eficaz não significa ele ser invulnerável aos efeitos mágicos dos mais leves aos mais letais. Demônios goéticos não estão imunes a nenhum tipo de feitiço encontrado no livro, muito menos outros à parte. Afinal, alguns feitiços estão nele com o propósito de subjugar as criaturas listadas.



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