Crítica - Sobrenatural: A Origem

Focus Features
FICHA TÉCNICA:

Direção: Leigh Whannell.
Produção: Jason Blum, Oren Peli, James Wan.
Roteiro: Leigh Whannell.
Gênero: Terror, Suspense.
Ano de lançamento: 2015.
Duração: 97 min.
Distribuição: Focus Features.
Elenco: Dermot Mulroney, Stefanie Scott, Lin Shaye.


Porque promover sustos nunca foi tão apelativo.

Acho que já devo ter elucidado que não tenho andado muito satisfeito com a produção de filmes de terror nessa indústria cinematográfica cada vez mais ambiciosa, vide minha crítica ao filme Ouija: O Jogo dos Espíritos publicada em 2015, cuja avaliação foi, em maior parte, desfavorável. Embarcando, mais uma vez, na onda da curiosidade dominadora, mirei minha atenção na franquia Sobrenatural (Insidious, no original), que já ouvi falar, já vi cenas aleatórias de trailers, embora nunca tenha me dado ao trabalho de assistir aos dois primeiros filmes, não por indiferença, mas por haver outros compromissos que bloqueavam as oportunidades. A hora para discorrer sobre ela não podia ser melhor.

Fico pasmo com a quantidade de filmes do gênero se utilizando de um teor que beira ao superficial. Com este, para meu desprazer, a experiência não ocorreu de forma diferente. Eu fico pensando em qual seria a raiz do problema que me faz ter asco dos filmes de terror mais recentes. Será que sou seletivo demais? Chato demais ao exigir de uma fórmula chupinhada algo que a produção do filme não se propôs a fazer? Será que estou vendo tais filmes em horários errados? (quase sempre vejo pela tarde). Não, é estupidez dizer que o horário contribui para meu julgamento diante do longa.  Em outras palavras, nunca que eu pularia do sofá com o coração no mão (e o c* trancado), à meia-noite, só com a luz da TV na sala, vendo a tranqueira de um roteiro possuído pelo poder de entediar mesmo com cenários, fotografia e atuações convincentes. De nada vale acertar na estética e escorregar no que tange ao efeito narrativo.

Ao menos ser trouxa insistindo num gênero em decadência não chega a ser pior do que na vida real, mas ainda assim é decepcionante, faz-me sentir masoquista. Uma safra que definitivamente não mostrou a que veio. Mas como a crítica não é sobre meu mau poder de escolha para com filmes de terror, vamos direto aos devidos pontos a serem julgados sobre o filme em questão.

A mocinha inocente e órfã de mãe, Quinn, é o fio condutor de toda a trama. Atormentada por uma entidade maligna, ela recorre a uma médium chamada Elise que manteve mais contato com mortos do que com vivos em sua vida. Bem, de longe as duas personagens salvaguardam um seguro para manter o espectador ao menos curioso a permanecer assistindo, porque o clima silencioso te encoraja a acreditar na efetividade dos sustos. Quanto aos demais, não tenho muito a dizer. O pai, o irmão e os amigos de Quinn pouco influenciaram ou agregaram relevância na trama, estão lá apenas preenchendo espaço, meros personagens de apoio.

A cena do atropelamento, de fato, foi surpreendente. Veja só que irônico: Uma cena de acidente comum chegar a assustar até mais do que ataques de entidades paranormais num filme que se embriaga na fonte do horror da possessão demoníaca. Até pareceu Premonição, que tem ali um inimigo invisível que não brinca em serviço.

E quando você acha que as coisas não podem ficar mais absurdas, o longa me vem com uma dupla de caça-fantasmas que protagonizam uma web-série da qual Alex, o irmão de Quinn, é fã. Na perspectiva do pai eles eram o último recurso. Doce engano. Não é de se impressionar perceber que a farsa do conhecimento dos dois quanto ao sobrenatural é tão óbvia quanto ridícula. Não teve como não lembrar dos insuportáveis Ghostfacers de Supernatural. No longa, os farsantes (um deles é o próprio diretor do filme rs) apresentam-se como profissionais sérios no ramo, portando suas parafernálias tecnológicas que de nada serviram.

Agora lá vai o ponto que mais me irritou do que prendeu: A escancarada preocupação em assustar. Não me pareceu autêntico. O homem mascarado não me arrancou um fiapo de tensão, nem a garota. Entretanto, a senhora de véu e a mulher sorridente e cantante conseguiram êxito no suspense, só uma pena terem durado menos do que deveriam pois ambas, em caracterização e performance, transmitiram mais sensações que se espera de um terror que se diz verdadeiro. É um prelúdio que se compromete na pretensão de impressionar só por impressionar, por isso alguns aspectos não foram consumidos da maneira que se esperava.

E o que dizer de um filme que se auto-proclama terror... mas não tem nenhuma morte brutal? Custava pelo menos sacrificar um dos pseudo caça-fantasmas ou, mais ousadamente, o pai de Quinn? Aí fica difícil defender... Pulemos logo para as considerações finais.

Considerações finais:

Sobrenatural: A Origem até cumpre no quesito suspense em dadas cenas, mas, em geral, é um filme pouco corajoso no que diz respeito a drama. Elise é a única personagem realmente simpatizável, a atmosfera, mesmo tão superficial, faz você se preocupar com a sobrevivência dela naquele mundo metafísico repleto de almas sebosas (só achei meio forçada a amizade instantânea com os pseudo caça-fantasmas, basicamente recrutando-os para encarar o sobrenatural de verdade como uma proposta de trabalho, soou destoante com todo o clímax). Não entendi a cena final com aquele demônio vermelho (que não assustou) por pouco saber sobre os dois primeiros filmes, mas a experiência agridoce com esta prequela reduziu drasticamente as chances de ainda conferir mais deste universo que, em primeira análise, não convenceu.


 NOTA: 6,0 - REGULAR

Veria de novo? Provavelmente não.



*A imagem acima é propriedade de seus respectivos autores e foi usada para ilustrar esta postagem sem fins lucrativos ou intenções relativas a ferir direitos autorais. 

*Imagem reproduzida de: http://cinepop.com.br/especial-sobrenatural-a-origem-101022



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