Crítica - Liga da Justiça Sombria


Foi como ver um episódio "filler" de Liga da Justiça - Sem Limites.

AVISO: A crítica abaixo contém SPOILERS. 

A animação adianta o que nos cinemas atrasa. E caso o antigo projeto que se enquadraria no conturbado UEDC (Universo Estendido DC) seja lembrado e ressuscitado para um começo de produção definitivo, então este recente filme animado pode ser considerado um razoável aperitivo. Pensar que teria Guillermo Del Toro na direção apenas entristece sobre o quanto estão enrolando com esse longa que já me esqueci a época exata na qual ele foi anunciado oficialmente e até hoje... cadê esse bendito e necessário filme que serviria de ignição para explorar o nicho místico de personagens da DC Comics? Tal como a Marvel fez com Thor e posteriormente com Dr. Estranho (este segundo de fato sendo o pontapé inicial). Toma juízo, dona Warner/DC! Mas enfim, o negócio é a resenha crítica da animação, então não vou me estender aqui nessa lamentação (apesar de bastante pertinente), porém não quer dizer que o longa animado tenha me apetecido, pois como já disse: aperitivo.

Somente aperitivo (pra quem esperava conhecer mais desse universo nas telonas pelo inacesso as HQs, esse filme vale como material de iniciação), porque encarar como prato principal é de certa forma conformista. A Liga da Justiça Sombria tem uma bagagem considerável nos quadrinhos. Há uma diversidade de personagens com essências potenciais para construção de franquias longevas. As pouquidades dessa animação ajudam a fortalecer essa vontade de ver essas figuras de peso transpostas ao live-action. Eis o principal problema: É curto demais.

Mas ainda assim funciona como uma amostra onde dá para se ganhar uma base. São uma hora e quinze minutos transcorrendo numa trama que calmamente poderia ser desenvolvida se tivesse cerca de uns 25 minutos adicionais (vou dar um acréscimo generoso: 35 minutos). Logo para um filme demasiado curto, nada melhor e mais justo que uma crítica curta. Mas calma aí, o enredo não é nenhum fiapo de história, tem história para dar e render, só o ritmo que pisou fundo no acelerador e atropelou muita coisa. A Liga da Justiça oficial (nunca pensei que reveria John Stewart integrando o time) possui espaço de tela relevante para o prólogo e só então no clímax Mulher-Maravilha e Lanterna Verde são reutilizados como fantoches do vilão que usufrui do principal artefato místico abordado. Só um detalhe: O filme pertence à cronologia iniciada com Liga da Justiça: Guerra, bebendo da fonte chamada Novos 52 - que por sinal foi a linha que segui para conhecer a LJS (em scans, claro).

John Constantine, sem dúvida alguma, é o maior destaque da equipe recrutada pelo Batman que aqui participa da missão mas sem muita prestar serventia (assim como Monstro do Pântano), e a química do grande ícone das histórias de Hellblazer com ninguém menos que Zatanna (é uma ótima personagem, não importa a mídia) é tão notória quanto aprazível, tornando-o, de longe, a melhor dupla com a melhor exploração em torno do que o enredo oferece.

Na trama, uma força sobrenatural atinge pessoas inocentes fazendo-as alucinarem com monstros. Felix Fausto, veterano antagonista da Liga da Justiça, em dado momento é apontado como provável culpado pela calamidade. Inclusive, a batalha que se segue contra ele na metade do filme é bem empolgante e muito bem conduzida, com direito a uma Zatanna full pistola prestes a dar cabo do vilão (não fosse pela intervenção de Constantine, Fausto viraria presunto). Nesse instante mora a questão problemática que destaquei inicialmente. Da metade para o final, o filme ganha fôlego para correr desnecessariamente e resolver tudo de uma vez. Dr. Destino (sim, a DC possui um vilão com o mesmo nome), o responsável verdadeiro, com a pedra dos sonhos espalha a discórdia e o caos pela cidade. Ele pactuou com Ritchie, só mais um amigo que Constantine viu morrer, como todas as pessoas que passam por sua vida, este acabando por ser arrastado ao inferno por fazer capirotagem (sempre acaba assim) A resolução final é apressada assim como todo o terceiro ato e transmite muito pouco da emoção com uma carga dramática retraída, mas os elementos presentes e subtraídos das HQs (A Caso dos Mistérios, por exemplo) estão em representações satisfatórias que fazem valer alguns minutos de ação.

Considerações finais: 

Por mais que faça crescer dentro da alma o desejo de uma adaptação cinematográfica, a animação de Liga da Justiça Sombria não tem uma base muito segura a ser seguida à risca e o fator pressa apenas clareou a errada ideia de uma aventura rápida com um enredo que abrange várias possibilidades, mas preferiram pegar um "atalho" e chegar logo. Por outro lado, a ação funciona que é uma beleza, dá gosto de assistir como um episódio normal do desenho da Liga da Justiça, e o lado bom dessa agilidade mal empregada na premissa é poder oferecer um material preparatório para quem nunca abriu uma HQ na vida (nem por scan).

PS1: Não lembro do Desafiador nos quadrinhos dos Novos 52 com aquela personalidade zueira. Ele sempre foi assim? Bem, se a resposta for não, tudo bem, como alívio cômico ele divertiu.

PS2: Constantine na jogatina com os demônios Abnegazar, Rath e Gast realmente foi impagável. O quarteto fantástico da trapaça.

PS2: Além disso, um acerto destacante do roteiro foi apresentar flashbacks contando origens de Desafiador e de Etrigan, o que reforça o papel importante para quem não é muito ligado na nona arte.

NOTA: 7,5 - BOM 

Veria de novo? Provavelmente sim. 

*A imagem acima é propriedade seu respectivo autor e foi usada para ilustrar esta postagem sem fins lucrativos. 

*Imagem retirada de: https://ovicio.com.br/o-que-e-liga-da-justica-sombria/

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