O vídeo mais polêmico do Bunka Pop


Antes de tudo, a imagem acima é a thumbnail do vídeo em questão que tardiamente resolvi comentar (na época não pude devido ao Youtube inexplicavelmente invisibilizar meus comentários em determinados canais). Ele é, no geral, voltado à tag yin-yang referente aos animes que você gosta e não gosta, sendo cinco ao todo, elencados nas seguintes categorias: 1 cour (12 ou 13 episódios), 2 cour (24 ou 26 episódios), anime original, longa-metragem e anime com 100 ou mais episódios.

Lançado em Julho de 2017, hoje conta com mais de 34 mil comentários (além de 74 mil likes e 38 mil deslikes) e é nesse ponto que quero centrar o texto. Aliás, o objetivo é abordar os dois lados dessa "treta": O apresentador e os inscritos que tornaram-se seus odiadores. Quem apresentou o vídeo foi o Guto que representa a parte digamos mais crítica do canal (enquanto a Moo e o Jack ficam com as listas sempre com um teor mais informativo). E não haveria vídeo melhor para provar tal função como este. E o que os fanboys menos gostam? Pois é... críticas. Não importa como é feita ou a intensidade, ácida ou generosa, basta uma simples opinião com viés argumentativo para evocar uma massa de fanáticos de sangue quente.

Voltei ao vídeo nesse semana justamente para verificar como anda a zona de guerra e não contive a tremenda decepção que acabou motivando a finalmente escrever esse texto, apesar de vários meses (quase um ano) depois dessa onda de xingamentos que recaiu sobre o Guto muito mais decorrente da opinião dele sobre Dragon Ball Super. Falando por mim, há sim alguns animes dos dois polos que eu concordo terem sido colocados onde estão, como Sword Art Online (dos odiados) e Hunter x Hunter (dos amados) e minha concordância se atrela à opinião do Guto pois teve ali uma interpretação coletiva muito errônea, principalmente da galerinha que não poupou ofensas. A lista é de caráter pessoal, obviamente (acho que é o significado da tag em si, opiniões particulares), deveria ser de conhecimento prévio para todo mundo. Mas o que eu acredito que se passa na cabeça (na mentezinha, aliás) dessa parcela de haters é: Se for um youtuber que vai criticar meus animes favoritos então vou xingar até a última geração da família dele porque a opinião é forte demais (pela sua ocupação) comparada ao meu fraco senso crítico. É uma ilusão achar que a opinião de um youtuber é absoluta de tal forma que é como se ele fosse uma espécie de "carrasco" ou "juiz" que define quais animes são bons e ruins, eles inconscientemente superestimam a imagem do youtuber que no final sai severamente criticado por dar sua opinião. É até engraçado imaginar, mas na prática é triste de se ver.

Uma coisa simplíssima que esse pessoal imaturo não assimila é: Expor uma opinião não é falar em nome de todos que acompanham tal mídia. Nos tempos atuais, lamentavelmente, o direito a opinião está cada vez menos respeitado e qualquer palavra (contrária à maioria) dirigida a alguma obra ou pessoa se torna um rastilho de pólvora que logo depois explode e o fogo se alastra sem controle. Mas se você veio aqui achando que eu defenderia o Guto passando a mãozinha na cabeça... Achou errado, gasparzinho. Porém, a minha crítica em relação à ele tem menos peso. Ele estava sim ciente do fuzuê que isso iria dar nos comentários (fica explícito logo ao início do vídeo) e o resultado foi dentro do esperado: um ambiente tóxico de provocar ojeriza com tantos "desabafos" e lamentações exageradas de gente com ego ferido pelo anime criticado, sem contar os xingamentos que ultrapassam limites (olhe lá se soubessem o endereço da casa do Guto hein... O ser humano, principalmente o fanático, é capaz de tudo para defender sua convicção a todo custo, o que na internet é um comentário ofensivo, fora dela, hipoteticamente, poderia se mostrar algo pior). Minha visão sobre o Guto é de um cara que bem sabe citar os motivos sobre porque não gosta de anime X e adora anime Y, mesmo as críticas não sendo tão profundas até porque discorrer sobre cada anime de maneira pormenorizada renderia um vídeo com mais de uma hora talvez e isso não agradaria a parcela impaciente que quer devorar um vídeo "miojo". Ele me parece ter uma auto-estima elevada e aí está o X da questão e que explicaria a razão pela qual não especificaram no título do vídeo que as opiniões partiram do Guto. O título poderia ficar: "5 animes que EU odeio e 5 animes que EU amo". Apaziguaria os ânimos? Muito pouco, acredito eu. Mas esse pouco faria uma certa diferença, em teoria, na imagem dele que após o vídeo ficou bem arranhada. A velha máxima: A primeira impressão é a que fica.

Fosse um outro alguém com auto-estima mais frágil, já teria pedido demissão do canal. Poderiam deixar o título melhor esclarecido? Sim, com certeza. É como você listar seus animes favoritos, fazer um vídeo e jogar um título soberbo como "Os 10 melhores animes". Meio clickbait pois tem quem seja inocente e clica na esperança de ver os animes que essa pessoa viu na infância sendo bem falados e chega no vídeo quebrando a cara por boa parte dos animes favoritos do espectador terem ficado de fora. Sintetizando: O que muitos desejam é eco de opinião. Se você gosta do meu anime você é foda, se não você é retardado. Pegando o gancho da sub-questão do título do vídeo, houve quem rechaçasse o Guto pelas críticas a Dragon Ball Super com comentários totalmente toscos como "vc odeia dragon ball saiba que ele é mto amado", "odeia db mas tá vestindo a camisa do goku" e uma penca de outros mimimis parecidos. Em primeiro lugar: A crítica voltou-se para o Super e não às demais fases como o Clássico, o Z ou o GT. E em segundo: Além de serem incapazes de respeitar uma opinião alheia, distorceram a fala do cara como se a obra de titio Akira se resumisse apenas ao Super.

Na minha perspectiva, o que foi certo e errado:

👍 Guto ter ignorado a massa de haters e seguido no canal.

👎 Colocar um título com sentido ambíguo mesmo sabendo das reações explosivas.

Mas fazer o quê né? O lance do título estar como está pode ser justificado pelo simples fator de que para crescer no Youtube é necessário atrair um grande público (o princípio básico). A polêmica rende, simples assim. A vantagem é clara. A preocupação com sua imagem aos inscritos que ficaram magoados não é mais importante que o crescimento do canal em visualizações e menos relevante ainda é a opinião desses inscritos que em nada afeta o emissor quando o assunto é trazer retorno. E eles conseguiram, de fato. Isso se traduz como: Falem mal à vontade, tô contribuindo com o canal irritando vocês com a minha opinião sincera e nada muda.

Muitas fanbases carecem de uma maturidade intelectual que acho importante exercitar na formação de um senso crítico equilibrado, mas pelo visto se negam porque atacar e ofender é o caminho mais fácil. Lamentavelmente, são esses os tempos que vivemos: uma guerra desnecessária cujo estopim é o pensar diferente.

Para conferir o vídeo (só não recomendo ler os comentários se você for alguém sensato e anti-fanboy) clique aqui.

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