Capuz Vermelho (Especial): "Making-Of"


OBS1: É apenas uma brincadeira. Um What-if voltado unicamente para a zoeira.

OBS2: Não importa se os nomes dos participantes da produção são sem-graça ou forçados, eu não tenho lá muita criatividade com nomes e fazer isso numa produção que respira humor é ainda mais Hard pra mim. Na verdade, no geral, nada a respeito desse especial foi fácil. Eu me cobro demais e quando é uma coisa inédita no meu hábito de escrita isso piora uns 500%. Não quero agradar a todos, mas também não quero lançar um trabalho feito na mão lerda só por causa do viés humorístico.

OBS3: Não se engane pela imagem. É o making-of que corresponde à terceira temporada. A indicação da temporada 04 serve apenas para dizer que este especial pertence à quarta temporada.

OBS4: Tem alguns palavrões.

OBS5: Nem todos os personagens ganharam "atores" porque senão o texto ficaria quilométrico se incluísse todos (todos mesmo!), então muita coisa que eu adoraria explorar acabou ficando de fora.

OBS6: Na imagem está "Making-OFF" enquanto no título está correto (com "OF"). Acontece que descobri a escrita certa meio que tarde - nem sabia que a pronúncia também era diferente - e obviamente não ia perder tempo tentando criar uma imagem melhor do que essa, eu não sei se ficaria tão boa quanto, apenas para corrigir um errinho desses e mantive assim para economizar tempo, afinal tinha uma porrada de capítulos a serem adiantados.

INTRODUÇÃO:

O que Capuz Vermelho significa para você? 

L. R. Rodrigues (showrunner e roteirista): Pra ser honesto... um sonho realizado. Começou num blog impopular, depois vieram os livros e enfim... esse mega-projeto para a TV. Pra isso aqui não se alongar mais do que deve, vou dizer apenas que me inspirei em outras produções do ramo pra compor o conjunto de obra, foi uma coisa bem natural, aos poucos fui tonalizando a série de modo que ela ganhasse sua própria identidade. É uma busca de todo e qualquer autor, de fato. O quê? Me apresentar pro público? Ah sim... Nossa, que falta de educação. Bem, me chamo Lucas Rodrigo, mais conhecido pelo pseudônimo que estampa as capas dos mais de 8 mil exemplares vendidos. Eu sei, eu tô me gabando, err... corta pra... qualquer coisa. Volto em instantes com um pessoal pra lá de responsa, não sai daí, por favor. Eu sou novo nesse lance de entrevista, não estranhem minha timidez.

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3ª Temporada/ Episódio 25 (3x01) "O que você fez no verão passado?"/ Cena 05 (quando Hector resgata Rosie do hospital onde ela esteve em coma, ambos se reencontram dois anos após o retorno de Abamanu)/ Tomada 5x01

"Em 5... 4... 3... 2... AÇÃO!"

- Eu não entendo... dizia ela, a voz embargada de emoção - Você... assim como eu e os outros... fomos todos jogados ao chão como se fôssemos parte de uma pilha... de lixo e ficamos soterrados e desacordados. - ela respirou fundo, mordendo os lábios como se se segurasse, mas continuou a fita-lo - Qual o segredo para esse seu cabelo ficar tão sedoso?

Todos caíram na risada ao mesmo tempo.

- Não, gente, é sério, peguem. - disse Rosie, bagunçando os cabelos de Hector que não continha o riso. - Nossa, vai ter que me recomendar esse xampu.

- É um segredo de família. - respondeu Hector, ainda rindo.

"CORTA!"

CENA OFF

Tomada 5x2

CENA ON

- Não há tempo para perguntas. - disse ele, olhando enviesadamente para um lado - Estão vindo...

De súbito, iniciou uma caminhada a passos largos pela floresta, confiante de que Rosie fosse acompanha-lo sem questionar.

- Espera! Como você sabe? - perguntou ela, começando a segui-lo e tentando adquirir o mesmo ritmo.

- Eu posso sentir. - disse ele, fazendo mistério. Mas parou de repente. Apontou o dedo indicador para frente, de um lado para o outro - Pra qual direção fica mesmo?

- O quê? O seu carro? - perguntou Rosie.

- Não era pra você saber agora. - retrucou Hector, sorrindo. - Afinal, como pode saber que existe um carro estacionado há X quilômetros daqui?

- Sei lá, acho que Abamanu nos deu poderes enquanto fazia a gente levitar. O meu é ler pensamentos. E agora estou invadindo a mente do diretor e lá vem mais um...

"CORTA!!!"

- ... É, isso aí. - completou ela, gargalhando.

CENA OFF

L. R. Rodrigues: Uma das cenas mais importantes desse episódio, no momento da escrita quis transmitir o máximo de emoção, depois de tudo o que esses dois passaram nas Ruínas Cinzas, adicionando a treta que tiveram, não ia fazer desse reencontro algo de qualquer jeito, sem nenhuma representação minimamente dramática. Lembro que foi um dia puxado de gravação, nosso cronograma de cenas em florestas se preencheu nas locações no exterior, na Inglaterra aliás, e então selecionamos o Parque do Cocó, em Fortaleza, uma ambientação simples para uma cena igualmente simples, mas no fim acabou na diversão. O hospital foi construído em apenas 4 dias... ou pelo menos parte dele, sim, muito do interior ficou faltando umas partes heheheh. Um dos câmeras fez até amizade com um sagui que roubava os amendoins.

EQUIPE TÉCNICA:

Walter Brown (produtor e co-roteirista): Transitar nesse universo criado pelo Lucas é uma das experiências mais indescritíveis da minha carreira, talvez da minha vida. Sim, eu sei, o lance aqui é falar umas curiosidades de produção e coisa e tal, bem, então... vamos lá. Eu era leitor assíduo do blog do Lucas desde o início e quando a publicação de Capuz Vermelho começou, em 2014, me tornei um fã e nesse acompanhamento eu fui me engajando em querer ajudar esse rapaz a subir na vida porque talento ele tinha de sobra e uma ideia daquelas ficar limitada à internet era muito pouco. Obviamente, houveram outras produções audiovisuais explorando o conto da Chapeuzinho Vermelho, mas não foi exatamente a proposta de uma visão adulta que me atraiu, foi a abrangibilidade da obra, ela se abre a novos horizontes e se permite enveredar por outros caminhos, sem medo de arriscar, eu particularmente não gosto de histórias covardes, daquelas que ficam na zona de conforto até o fim. Uma obra expansiva merece um lugar ao sol e no início da segunda temporada, no começo de 2015, passei meu telefone pro Lucas e falei: "Ó, é o seguinte: Vou marcar uma reunião aqui com o diretor de programação e você precisa trazer um resumo do que foi feito até agora e depois a gente vê se entra num acordo ou não, ver questões como orçamento e tudo mais". Ele aceitou a proposta e tudo foi muito bem encaminhado. Tanto é que a produtora mudou o nome para UL Entertaiment.

L. R. Rodrigues: Só com o aval do diretor mesmo, mas felizmente deu tudo certo. Nenhuma outra emissora de televisão tinha um seriado com uma protagonista feminina em um contexto sobrenatural. Qual foi a última vez que vimos algo assim mesmo? Qualquer seriador de carteirinha responderia: Buffy. Sim, ela marcou uma geração quebrando um tabu. Na época de divulgação de Capuz Vermelho, Red Hood nos EUA, lia muitas postagens dizendo e apontando que Rosie Campbell seria a nova Buffy. Achei meio exagerado, claro, não era pra tanto. Afinal de contas, a personagem de início nem caçadora é hahah. Enfim, foi um tempo maravilhoso, conheci pessoas incríveis. Hoje saltamos para o streaming e a série é líder de audiência em todos os países em que é transmitida.

Walter Brown (produtor e co-roteirista): Quero continuar fazendo parte dessa história. Capuz Vermelho não é a nova Game of Thrones, mas também não é nenhuma Damien (alguém lembra dessa série?). Os livros continuam à frente da série, mas preferimos seguir direções diferentes. Funciona basicamente como nos mangás e animes. Quando um livro é lançado e ele alcança determinado ponto da história que a série ainda não chegou, a série pausa um tempinho, voltamos trazendo histórias isoladas, os típicos fillers, como o pessoal fala, ou minha nomenclatura favorita que é caso da semana. Isso fez estender a terceira temporada para 22 episódios enquanto as outras tiveram apenas 12. A parte mitológica é minha predileta, mas as aventuras soltas também me agradam. Entenda: Livros são livros, série é série. Conceitos iguais, mas abordagens diferentes. Temos muita liberdade criativa, inclusive, o que é ótimo.

MOLLOCK E OS EFEITOS ESPECIAIS 

O monstro híbrido mais selvagem e aterrorizante da série não é uma massa de CGI nível Playstation 2 e não é dublado por um ator qualquer com voz sintetizada. Conheçam ele, o intérprete do considerado melhor vilão da série. Vem, monstro! Mas vamos por partes...

Primeiro o corpo:

Geraldo Manassés: Li o roteiro do meu personagem num dia de correria e ri de nervoso porque... nossa, isso é uma besta-fera do caralho, eu falei isso na hora pra mim mesmo, então por fora foi tipo... OK, bora ver no que vai dar, de repente o teste acaba indo pro corte final. Meu físico é um requisito, óbvio, embora eu não seja toda a montanha de músculos que é o Mollock, mas treino bastante e pesado. O que ele tem de trapézio eu tenho quadril hahahahah já me disseram que minha bunda grande seria um possível problema, mas tipo... é a magia do CGI, porra hahaha, ela que faz o milagre corrigindo as minhas "imperfeições". Então, foi super-divertido, no começo achei meio cedo a aparição dele, logo no episódio 8 da primeira temporada, eu tinha pouco tempo de preparação. Meu currículo contém filmes épicos de ficção científica e cenários medievais, já encarnei muitos aliens, orcs, trolls, tudo que for parrudo e necessita de efeitos especiais. É meu primeiro trabalho numa série de TV e não dei bola pra restrição de orçamento, não fiquei pensando "ah, só fantasia de couro e uns efeitozinhos médios pra disfarçar", não foi bem assim, eu sabia que a equipe era confiável, eu tinha certeza que dariam um jeito de construir o Mollock da melhor forma possível e conseguiram. Não é uma captura de movimentos que se iguala ao padrão cinematográfico, mas dá pro gasto, me divirto fazendo as expressões, os movimentos, as cenas de ação... só a roupa que é apertada pra caralho, mas o personagem em si é do caralho hahahahahah!

Agora a voz:

Jadson Antares: Foi um imenso prazer receber esse convite, os números de audiência dos primeiros episódio me deixaram animado e fui conduzido a um teste vocal poucos dias antes da produção do episódio de estreia do personagem. A mixagem aprimorou o tom sombrio que eu dei naturalmente ao Mollock. A aprovação foi unânime, conheci o Manassés no estúdio de dublagem... formamos uma ótima sinergia, digamos assim, uma conexão sem tamanho, ele é sensacional e complementar seu trabalho é sempre gratificante, uma honra na verdade. Nós somos Mollock.

A cena favorita de cada um é:

Geraldo Manassés: Quando ele luta com aquele demônio... [alguém atrás das câmeras diz Belial]... ah sim, o Belial! O Mollock pensava que era um clone dele, mas era um demônio enfeitiçado pela Eleonor pra distraí-lo. Essa foi a melhor luta da segunda temporada, disparado. Nesse dia contracenei com outro profissional, o David, ele também é fitness veterano, e o coitado do Jadson trabalhou dobrado hahahah, dublou dois Mollocks em dois episódios.

Jadson Antares: Deixa eu ver aqui, ahn... a cena em que ele intimida a Eleonor, foi um flashback, ele prendeu e torturou ela pra obter informações sobre a magia de teleporte e chegar ás Ruínas Cinzas a tempo, ele tinha uma obsessão pelo poder e não media esforços pra esse objetivo, eu sinto que ali o Mollock impôs a sua autoridade, a sua periculosidade. Pra uma fusão entre dois seres tão diferentes, ele, muitas vezes, parece uma criatura concebida por meios naturais.

Com a palavra, o diretor de efeitos especiais, o homem que comanda a mágica:

Tokidoki: Esse é meu apelido carinhoso... e nonsense, não necessariamente faz sentido. Será que é porque sou descendente de asiáticos? Foda-se, quando morrer eu quero que escrevam na lápide meu nome real embaixo desse que vai estar em destaque com letras garrafais. "Aqui jaz TOKIDOKI". Agora que me apresentei, muito obrigado, primeiramente, um grande prazer estar aqui. Sempre encarei essa série como "ame ou odeie", e eu simplesmente amo, o roteiro é divertido, bem elaborado, mas como sou o cara que transforma fundos verdes em maravilhas, então vou falar disso, estou aqui pra isso. Normalmente os efeitos ficam prontos dentro de 5 dias, depende sempre do episódio. O processo mais demorado até agora foi, sem dúvida nenhuma, com o último da terceira temporada, "Hecatombe" e ele entra fácil no meu ranking de favoritos. A parte árdua se deu na composição da supernova, aquele sol criado por Yuga pra destruir o planeta que começa do tamanho de uma bola de golfe e termina quase do mesmo tamanho de... sei lá, de Marte. Basicamente a tarefa era criar uma bola de fogo que representasse um segundo sol, saiu um pouco mais caro, mas valeu a pena. Curto bastante também os efeitos de brilho, são rápidos e conseguem transmitir um ar sobrenatural. Já vimos muitos olhos brilhantes na série. Mais uma coisa: Foi justamente o episódio que citei que me fez sentir falta da primeira temporada, quem assistiu sabe porque hahahahaah. Nessa época, a parte mais trabalhosa mesmo foi Mollock e as quimeras. Se fosse pra colocar numa ordem decrescente, do difícil ao simples, seria assim: Supernova, o Guia com a sua transformação bombada com quatro braços, Mollock, as quimeras e os efeitos "sobrenaturais" que envolvem raios, brilhos, sombras etc. De qualquer forma, o episódio 3x22 foi o que exigiu um maior desembolso.

QUEM SÃO OS ATORES?

Conheça um pouco do elenco que dá vida aos personagens em digníssimas atuações:

Pâmela: Oiii gente, aqui quem fala é a intérprete da Rosie Campbell, me chamo Pâmela Graveno e me sinto ótima em compartilhar com o pessoal de casa essa experiência, esse incrível aprendizado que vivencio a cada cena, a cada leitura de roteiro, a cada bronca do diretor, hahahah... Bem, pra começo de conversa, a Rosie surgiu na minha vida num golpe de sorte. Sou natural de São Paulo, cursei cinema e teatro e já fiz alguns papéis bem pequenininhos em algumas novelas. Foram muitas ligações, ora desmarcava compromissos, ora remarcava, daí eu fui sondada definitivamente para um papel de grande importância, o produtor, o Brown, agendou comigo uma reunião com os cotados e discutiríamos as opções. Eu e mais outras duas meninas disputamos o papel da... adivinha, hahah. Pois é, na hora eu gelei, pensei "Cara, isso não tá acontecendo, tô sonhando". Quando devorei o roteiro da cena do teste de gravação numa noite só, eu entendi perfeitamente. Acabou que euzinha aqui ficou com o papel, meu teste foi mais apreciado, dei minha vontade e minha garra pra consegui-lo. E vou contar um segredo: O diretor, no dia do teste, lançou um desafio, só pra colocar pressão, que consistia numa eliminada do teste sendo sorteada para ter uma segunda chance a papel coadjuvante. Eu meio que tenho complexo de inferioridade, então fiquei crente que seria despachada. Foi a Rebeca, a nossa querida Êmina Flower, a consegui-lo, pois é... quem diria que a alquimista da Legião estava cotada para ser Rosie Campbell? O que me conquistou na Rosie foi a personalidade forte dela. Ela tem um senso de bravura e de justiça sem igual, realmente adoro vivê-la.

Rebeca: Meu nome é Rebeca Maciel, tenho 24 anos e interpreto ninguém menos que Êmina Flower, uma das integrantes mais úteis da Legião de Caçadores. Tenho um orgulho imenso por essa personagem desde o roteiro prévio. Bom, sobre minha carreira, meu histórico é meio escasso, se resume a participações em clipes música pop e alguns comerciais. Em um projeto dessa dimensão, é mágico trabalhar. O L. R. Rodrigues promoveu um crescimento na minha rotina de atriz, todo mundo que participa tocando esse barco deve tudo à ele. Sobre a Êmina, ela é a representatividade feminina da equipe, majoritariamente composta por homens, até que a Legião conhece a Rosie e ela passa a ser considerada como parte da equipe, é um aspecto ímpar da série, dá voz e vez ao girl power e certamente foi um dos que mais me atraiu a esse universo. A amizade que a Rosie e a Êmina desenvolvem aos poucos nas três primeiras temporadas é simplesmente linda, amo demais a Pâmela, somos melhores amigas na frente e por trás das câmeras.

No camarim com Pâmela Graveno

A jovem atriz estacionara seu focus sedan prata modelo 2016 e ligou a câmera do seu zenfone logo ao sair para o estúdio de gravação. A missão daquele dia especial era gravar um vlog contando sua rotina pesada de atuação e outros eventos e postar no canal oficial da série.

- Hoje é mais um dia de Capuz. Pois é, geralmente não falamos Capuz Vermelho, nós costumamos falar "amanhã tem Capuz, a gente se vê". É estranho, mas enfim... Juro que não faço ideia que dia é hoje. Alguém deixou recado na minha secretária dizendo pra comparecer... aqui estou eu. Mãos à obra. Mas antes...

Entrou num dos corredores do estúdio para chegar ao seu camarim.

- Vou fazer uma pequena tour pelo meu camarim, como vocês podem ver, tá uma bagunça, hahah. Comecemos por... oh, minhas lindinhas. - focou a câmera na sua mesa onde se penteava, maquiava e se aprontava para as gravações, nela havia uma caixinha aberta - Gente, essas são minhas lentes de contato. Pois é, desculpa estragar o dia dos meus fãs, mas... meus olhos naturais são castanhos. - tirou os óculos escuros, mostrando-os - Porém, eu as uso no dia-dia, sem problema nenhum, nos eventos, confraternizações, pra qualquer ocasião festiva ou relevante pro meu trabalho é imprescindível que eu não saia de casa sem elas. É parte do meu personagem, afinal de contas, a Rosie... é parte da minha alma. Então, gosto de encarna-la nas HoodCons ao redor do mundo. Sim, você não ouviu errado. Nós temos uma convenção nerd oficial em 8 países. E na minha agenda... eu tô com celular, gravando, vou vasculhar aqui na memória... Dia 13 desse mês de Julho. 13 de Julho de 2016 vai rolar uma HoodCon no Rio de Janeiro, eu espero todo mundo lá, tô muuuito ansiosa, é imperdível.

Alguém batera na sua porta, o que deixou ela um pouco curiosa.

- Quem é?

- Sou eu, o Marcos. [é o ator que interpreta o Hector]

- Enfim se lembrou de bater. Pode entrar.

Ele abrira a porta, mas só colocou sua cabeça para dentro.

- O que tá fazendo aqui?

- Ué, eu tô me preparando, só tô gravando um vlog pro canal enquanto a Regina não chega.

- Acabaram de me avisar que hoje é o dia de folga dela. Ou seja, sem filmagem pra nós.

- Não brinca! Mas eu recebi uma mensagem via secretária de alguém me avisando pra vir hoje. Puta que pariu... Sério isso? Eu fui trollada!?

- Todos nós fomos ao que parece. - disse Marcos, sem esconder um sorrisinho - O episódio que irão gravar hoje vai ser completamente focado no Charlie, nos magos do tempo e etc e tal.

- Ah é, tinha me esquecido. Que droga. Do que você tá rindo? Marcos... - ela andou até a porta - Não fecha... Marcos! Foi você, não foi? - abriu, saindo atrás dele que dobrou para um corredor - Vai ter troco hein? Você vai ver! Detesto esse tipo de pegadinha...

Ela andou um pouco para trás e acabou esbarrando no ator que interpretava Charlie Brienord.

- Opa, desculpa, foi mal Rafa.

- Não, que nada Pâmela, sem problema. A câmera tá ligada? - perguntou ele, desconfiado.

- Sim, é um vlog pro canal. Quer dar um oi pro pessoal?

- Olá, encapuzados! - disse ele, sorrindo e acenando, logo fazendo um sinal de paz e amor - É assim que se chamam os fãs da série? Lembro de ter visto uma vez, eu nunca tive certeza. Acho escroto.

- Bem-vindo ao clube. Nunca chamaria o fandom assim com esse nome tão sem-graça.

- Percebi que tava irritada. Aconteceu alguma coisa?

- Foi o idiota do Marcos, ele resolveu me trollar mandando informação falsa pela secretária eletrônica e tô aqui perdendo tempo. Dá pra acreditar? Só ele sabe o número da minha, então é óbvio.

- Eu também sei. - disse Rafa, tranquilo.

- Pera aí. Você também... Você tramou isso com ele?

- Hoje é mesmo o meu dia. Concorda? - indagou ele, sorrindo aberto.

- Eu ainda pego vocês dois. Pode escrever. - disse Pâmela, logo desligando a câmera do zenfone.

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3ª Temporada/ Episódio 29 (3x05) "Senhor Escarlate"/ Cena 14 (quando Rosie faz uma visitinha no quarto de hóspedes no qual Adam escolhe dormir)/Tomada 14x01

As dobradiças rangeram longamente. Rosie entrava devagar, logo deixando a porta entreaberta.

- Oi. - disse Adam, afofando o travesseiro, sorrindo amigavelmente para ela. No entanto, ele perdeu o contato com o travesseiro que "escorregando", acidentalmente deixando-o cair para o outro lado da cama, fazendo Rosie desatar a rir pela forma como ele havia tentado pegar como se o travesseiro tivesse ganhado vida própria e pulasse para um "suicídio". - Nossa, escolheram as fronhas mais lisas... Eu posso tirar ou tem alguma importância?

- Não pode, o roteiro se importa muito com a fronha. - disse Rosie, ainda rindo, recuando para trás e fechando. - Aliás, não tem nada a ver com a fronha, é você.

- Eu mergulhei demais no personagem, a Rosie despertou meus sentimentos e acabei me distraindo... - ele deu uma risadinha nervosa enquanto apanhava o travesseiro, reorganizando tudo para a cena.

"CORTA! OUTRA VEZ, VAMOS..."

Tomada 14x2

- Oi. - disse Adam, afofando o travesseiro, sorrindo amigavelmente para ela.

- Oi. - disse Rosie, parecendo tímida. - Só vim ver se estava se sentindo confortável. Não é a melhor casa na floresta que existe no mundo, mas a decoração dos quartos é bem modesta.

- Não podia estar melhor. - respondeu Adam, colocando o travesseiro de volta na cama. - Eu só espero que minha estadia aqui não a deixe... constrangida?

- Constrangida? Eu? Não, que nada, você já é de casa. - disse Rosie, sem segurar o riso.

"CORTA! MAIS UMA VEZ!"

Tomada 14x3

- Eu lhe ajudaria a pagar uma reserva no hotel barato. - sugeriu Rosie, aproximando-se vagarosamente. - Mas não tenho dinheiro.

Um breve silêncio entre os dois parecia sufocante. Tão sufocante que ambos não paravam de se encarar.

- Preciso que seja honesta comigo: Hector... transou com você antes de mim?

Os dois não contiveram uma crise de risos.

"CORTA! O TEMPO DE SILÊNCIO FOI LONGO DEMAIS! SÃO SÓ 10 SEGUNDOS, GALERA."

- Você sabia, né? - perguntou ela.

- Estourei o limite pra me lembrar. Desculpa aí pelos... 20 segundos? - ele olhara para o diretor - Foram 50?! Putz...

"E OLHA QUE A PARTE DIFÍCIL AINDA NEM COMEÇOU HEIN..."

L. R. Rodrigues: Neste cena em específico é um pouco aprofundada a relação entre a Rosie e o Adam, eu já havia dado indícios desse flerte em capítulos anteriores, não é algo forçado, eles criaram uma química naturalmente, o que chama de amor à primeira vista, mais da parte do Adam nesse caso. Muitos fãs criticaram que o rumo dessa relação acabou indo muito rápido pra dois personagens que ficaram dois anos sem nenhum contato e só interagiram por dois meses e umas semanas. O shipp Rosector era o maior da série até então. Acho graça nessas coisas, sabe... Rosadam alcançou o topo... Não, espera, você quer que eu dê uma lista dos shipps? OK, aqui vai, se liga: Rosadam, Eleonector, (Eleonor + Hector), Rosector, Eminosie (Rosie + Êmina), Charlexia (Charlie + Alexia), Eminester (Êmina + Lester) e, por último, Abamanector... Pois é, casal de lobisomem e deus. Mais bizarro que isso são as fanfics yaoi que vejo na internet sobre isso, os fãs tem mais imaginação que eu hahahah.

Jorge: Pra mim é uma honra interpretar o braço forte da Legião, pra isso tive que malhar pesado na academia. Fiz amigos dentro e fora do set. Minha primeira cena gravada foi com o Marcos que faz o Hector, nós estávamos num morro, uma locação em São Paulo, err... Raizenbool é uma cidade cenográfica pra quem não sabe... Na primeira temporada, quando a gente tava pra enfrentar as quimeras do Loub, o primeiro contato do meu personagem com a Rosie e é nesse ponto que quero chegar. O L. R. me disse de antemão alguns detalhes no dia que fui aprovado no teste de elenco. Ele falou que eventualmente eu seria par romântico da protagonista. Mas a série quase não tem romance e nunca fiz muita questão, não que eu ache desnecessário, são humanos afinal de contas, experimentam todas as formas de amor, acontece que eu respeito esse foco do autor nos fatos, na mitologia e tudo que se refere ao próprio cerne da história, mas sentir o amor no ar às vezes não faz mal algum e com esse pensamento eu simplesmente adorei fazer minha primeira cena de sexo na TV com a Rosie, nesse dia erramos pra cacete, rimos também várias vezes, foi um verdadeiro frisson.

L. R. Rodrigues: No capítulo seguinte dei um certo aprofundamento ao Adam mesclando a dor do trauma que ele passou durante seu confinamento na fábrica de Sheffield e a raiva que sentia de Hector pelo segredo terrível que ele guardou das pessoas que reciprocamente confiaram nele. A hora para decidir o rumo da amizade deles era aquela e foi uma quebra na história principal que surtiu o efeito desejado em mim. Não, eu não chorei, mas tocou lá no fundo da alma, pois quando se trata de amigos que se veem como irmãos numa situação que abala as estruturas e que ameace esse vínculo eu não resisto, dedico um bom espaço na medida do possível.

Marcos: Hector Crannon... pessoa polêmica. Pra mim, é um personagem fascinante, profundo e que me leva à conhecer facetas minhas que nem sabia que existiam, uma jornada de auto-descobrimento insana. Na primeira temporada ele exerce uma função de protetor da Rosie, já na segunda ele age na busca por redenção pela mágoa que causou e na terceira eu consigo enxergar uma totalidade no personagem, ele se encontra num dilema psicológico que consiste em fera versus caçador e quando ele supera esse obstáculo as circunstâncias o tornam um homem mais amadurecido, o Hector dessa temporada já respeita os limites da Rosie, se esforçando para não provocar mais uma ruptura. Contracenar com a Pâmela tem sido uma experiência fenomenal, a gente se diverte de montão nos bastidores. Com o Jorge também, enfim... com todos, realmente. Eu adoro gravar minhas cenas na Inglaterra, é um dos meus locais prediletos.

É verdade que gravaram o final da segunda temporada na Grécia?

L. R. Rodrigues: Com certeza, essa informação procede. Foi um tremendo desafio, porém foi deveras recompensador. Muita gente suou a camisa nessa fase. Foram oito dias apenas de montagem e em paralelo eu, o Brown e o Mendonça, co-roteirista, ficamos acertando os últimos toques do roteiro do season finale que foi duplo. Filmamos tudo à noite nas Ruínas Gregas, ficticiosamente chamada de Ruínas Cinzas. Diante do templo de Atena foi onde a batalha final aconteceu, Mollock sendo atingido por um raio, Abamanu finalmente "dando as caras", deixando nossos heróis impotentes. Só tenho a parabenizar a equipe de efeitos especiais e o Manassés por fazer uma distinção entre Mollock e Abamanu, ele soube com precisão diferenciar as duas posturas, achei muito... foda, esse é o termo. Toda a equipe está de parabéns, jamais me esquecerei desse dia, as fotos no meu Instagram ficarão pra sempre guardadas lá com muito carinho.

Resumam em uma palavra o significado de Capuz Vermelho para vocês: 

Pâmela: Destino.

Marcos: Espetáculo.

Rebeca: Magia.

Jorge: Adrenalina.

Geraldo: Épico.

L. R. Rodrigues: Sonho. É só o que posso dizer. E tudo que sinto agora do fundo do meu coração é apenas uma coisa: Gratidão. Obrigado à toda RHFamily. Obrigados aos meus leitores. Obrigado aos telespectadores que contribuem com sua audiência toda semana. Temos muito mais pérolas do nosso "Falha Nossa" hahahah, ou Bloopers como os fãs chamam, mas fica pra outra ocasião. Não fiquem full pistolas comigo por terem achado pouco, sei que não é o bastante, mas é o que deu pra colocar nessa edição, estamos meio apressados e esse tipo de programa requer objetividade. OK? Não vão xingar muito no Twitter? Não vão fazer textão no Facebook? Tudo bem, assim espero. Valeu!

VIDA LONGA E PRÓSPERA À CAPUZ VERMELHO!


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